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Record W2891914272 · doi:10.14295/jmphc.v8i3.601

Oficina educativa para o trabalho em equipe interprofissional: relato de estratégia didática

2018· article· pt· W2891914272 on OpenAlex

Why this work is in the frame

A frame that forgets how it found something cannot be audited. These are the routes that admitted this work.

aboutThe title or abstract carries a Canadian signal from the geographic lexicon.
no affNo Canadian affiliation: this work is invisible to an affiliation-only frame.
No Canadian affiliation. An affiliation-only frame, the usual design, would never have seen this work. It is one of the works that make the case for inverting the frame.

Bibliographic record

VenueJMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750 · 2018
Typearticle
Languagept
FieldComputer Science
TopicBioethics and Human Rights Issues
Canadian institutionsnot available
Fundersnot available
KeywordsHumanitiesSociologyPhilosophy

Abstract

fetched live from OpenAlex

O ensino do trabalho em equipe por meio da educação interprofissional em saúde (EIP) é fundamental para propiciar a construção de competências para a colaboração. A EIP envolve o aprendizado interativo de estudantes diferentes áreas profissionais com a finalidade de estabelecer a colaboração (Reeves et al, 2016). Os conceitos apresentados foram aplicados em uma oficina educativa, estratégia pedagógica que possibilita a interação e reflexão por meio da construção coletiva de um produto concreto. Esse relato se refere a um construção de um boneco representando um homem, vivência que propicia aos estudantes a oportunidade de reflexão sobre a experiência de interação interprofissional. A estratégia foi baseada no referencial de Educação Crítica de Paulo Freire, pautado na aprendizagem de adultos que enfatiza a participação, o diálogo e a transformação como elementos fundamentais de qualquer processo educativo. Relatar uma experiência de ensino para trabalho em equipe inteprofissional em cursos de graduação da área da saúde. O planejamento da oficina levou em conta o contexto em que foram realizadas, os participantes (estudantes) e os recursos disponíveis. A oficina tem sido realizada em uma universidade pública estadual e uma federal do Estado de São Paulo em disciplinas curriculares formais, optativas interprofissionais e da Graduação e Pós- Graduação. Essas iniciativas já envolveram cerca de 200 estudantes desde 2015 dos cursos de Enfermagem, Medicina, Psicologia, Gerontologia, Odontologia, Educação Física, Biotecnologia, Terapia Ocupacional, Nutrição e Fisioterapia. A oficina foi realizada em salas de aula, com cadeiras e mesas móveis, que possibilitaram a formação e o trabalho em três grupos. Os materiais necessários foram: duas cartolinas, duas colas, duas tesouras, duas réguas, uma caixa de caneta hidrocor ponta grossa (12 cores), uma caixa de giz de cera (12 cores), dois grampeadores, um rolo de barbante, dois rolos de fita crepe. A realização da oficina tem uma duração média de três horas, sendo 30 minutos para o aquecimento, uma hora para a construção da atividade e uma hora e trinta minutos para a discussão e síntese final. No aquecimento da oficina o grupo de docentes, apresenta e propõe a estratégia aos estudantes. A finalidade é sensibilizá-los para o trabalho em equipe, interprofissionalidade, colaboração e cuidado integral. A oficina torna-se uma referência para o desenvolvimento das disciplinas em que ela ocorre, pelo fato dos estudantes e docentes retomarem a vivência sempre que são abordados os referidos temas. A experiência das autoras mostra que não é necessária a apresentação prévia dos conteúdos e conceitos, para que o grupo possa se expressar livremente e de acordo com suas vivências, promovendo a reflexão a partir da ação. Estratégia didática: a construção interdependente de um boneco A turma de estudantes é subdividida em três grupos que recebem um protocolo das peças que precisam produzir para a construção do boneco de um homem: rosto, cabelos, nariz, olhos, sombrancelhas, orelhas, boca, chapéu, tronco, braços, relógio, mãos, quadril, pernas e sapatos. As orientações possuem detalhes sobre as medidas e cores de cada peça mencionada para garantir a proporcionalidade do boneco na montagem. Essa é a primeira fase da atividade, na qual os grupos são orientados a fazer cada uma sua atividade. Os materiais são comuns aos três e colocados sobre uma mesa pelo facilitador. Cada grupo tem 40 minutos para a confecção de sete peças para o boneco e, posteriormente, em 20 minutos realizam a montagem final do boneco reunindo os pedaços produzidos por todas as equipes. Após a construção das peças, os grupos recebem uma nova instrucão: elas terão que montar “uma parte” do boneco, com os materiais que receberem dos demais grupos Ao final, os estudantes são convidados a montar o boneco, unindo as partes e peças construídas. O produto final é um boneco homem que se torna o mascote da turma no semestre, ao qual geralmente é atribuído um nome. Com a finalização do boneco inicia-se o debrifing da tarefa cumprida e o facilitador anota as percepções gerais no quadro da sala de aula. Os estudantes são convidados a compartilhar sua opinião sobre o produto final e experiência vivenciada no qual o primeiro aspecto que lhes chama a atenção são as assimetrias perceptíveis visualmente no boneco. Referem que apesar do resultado assimétrico o objetivo da tarefa foi cumprido e consideram a importância de compartilharem as medidas das peças entre os grupos durante sua confecção, afim de garantir a simetria do boneco construído coletivamente. O reconhecimento da interdependência entre os membros da equipe inteprofissional propicia o desenvolvimento de valores necessários para a colaboração como o respeito, o mútuo reconhecimento, a troca de saberes, e a comunicação (D´Amour et al., 2008). A percepção dos estudantes sobre a necessidade de estabelecer colaboração entre as equipes está relacionada com o cotidiano dos serviços, pois os profissionais das equipes comprometidas com o cuidado colaboram sempre que há necessidades de saúde complexas apresentadas pelos usuários, com o intuito de refletir conjuntamente sobre as melhores intervenções vislumbrando resultados qualificados (Agreli et al., 2017). A assimetria do boneco pode ser relacionada com resultados obtidos por intervenções em saúde pautadas no modelo biomédico hegemônico que possuem sua relevância e certa efetividade, mas pelo fato de se desenvolverem, com ênfase na remissão de sinais e sintomas por meio de intervenções especificas e muitas vezes isoladas de cada professional reduzem o êxito das ações profissionais devido a fragmentação e falta de articulação das decisões (Frenk et al., 2010). Outros atributos do trabalho em equipe mencionados pelos participantes são objetivos comuns, comunicação, capacidade de negociação, necessidade de liderança e coordenação das tarefas, conflitos, flexibilidade para mudanças, criatividade, capacidade de inovação, troca de conhecimentos, reconhecimento das diferentes habilidades e talentos. Os referidos atributos podem ser relacionados com as competências para a colaboração interprofissional desenvolvidas pela Canadian Interprofessional Health Collaborative (CIHC, 2010) prática centrada no usuário, família e comunidade, comunicação interprofissional, dinâmica do trabalho em equipe, resolução de conflitos, clarificação de papéis profissionais e liderança compartilhada. A oficina educativa para o trabalho em equipe interprofissional, com uso de estratégia didática de construção coletiva de um ‘boneco’ se mostra adequada para sensibilização de educandos para os temas: prática centrada no usuário, família e comunidade, comunicação interprofissional, trabalho em equipe, resolução de conflitos, clarificação de papéis profissionais e liderança compartilhada. A oficina permite ainda a reflexão acerca da comunicação para o sucesso de atividades que envolvam a interdependência entre profissionais, como é o caso da prática colaborativa.

Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.

Full frame distilled prediction

Teacher imitation

Not calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.

metaresearch head score (Codex)0.004
metaresearch head score (Gemma)0.000
Version: codex-gemma-dda1882f352aValidation status: machine_predicted_unvalidated
Candidate categoriesMeta-epidemiology (narrow), Science and technology studies
Consensus categoriesnone
DomainCandidate signal: none · Consensus signal: none
Study designCandidate signal: Not applicable · Consensus signal: Not applicable
GenreCandidate signal: Empirical · Consensus signal: none
Teacher disagreement score0.740
Threshold uncertainty score1.000

Codex and Gemma teacher scores by category

CategoryCodexGemma
Metaresearch0.0040.000
Meta-epidemiology (narrow)0.0010.001
Meta-epidemiology (broad)0.0020.001
Bibliometrics0.0010.001
Science and technology studies0.0010.001
Scholarly communication0.0010.001
Open science0.0040.001
Research integrity0.0000.002
Insufficient payload (model declined to judge)0.0010.000

Machine scores (provisional)

The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.

Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.

Opus teacher head0.031
GPT teacher head0.351
Teacher spread0.320 · how far apart the two teachers sit on this one work
Validation statusscore_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from it