INVESTIGANDO INSURGÊNCIA NAS ABORDAGENS DE PLANEJAMENTO E PROJETO URBANO
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Bibliographic record
Abstract
Esta Sessao Livre dedica-se ao debate dos desdobramentos dos novos arranjos sociotecnicos [coletivos, ativistas, agentes comunitarios, etc.] do primeiro quartel do seculo XXI nos processos e praticas vigentes em Arquitetura e Urbanismo, e em Planejamento Urbano. Diante das formas renovadas de producao de desigualdades, de problemas economicos com expressao nas cidades, da associacao entre forcas autoritarias e dinâmicas de expropriacao da vida (MBEMBE, 2016), parece imprescindivel buscar compreender como a inteligencia coletiva tem sido reativada por um conjunto de praticas de inovacao democratica em que cidadas e cidadaos tem forjado outros saberes e modos de existencia na cidade. Esses novos arranjos tem mobilizado politicamente a nocao de Comum [ commons ] tanto em resistencia aos cercamentos, privatizacoes e despossessoes associados ao capitalismo neoliberal, quanto em experiencias de construcao de espacos cooperados e autonomos (HARDT & NEGRI, 2018). A ideia de Comum implica a participacao ativa e a pratica direta, ou seja, e a atividade que propicia a existencia do comum e o ampara em sua duracao, e nao a caracteristica previa do lugar – publico ou privado. Pressupoe a gestao direta, de acordo com regras de varios niveis estabelecidas anteriormente entre os parceiros que participam do comum [ commoners ] e, neste sentido, coloca em xeque nao so a ideia de propriedade [da terra, intelectual, etc.], mas tambem a de espaco publico, na medida em que este pressupoe uma tutela externa aos participantes [do Estado] (DARDOT & LAVAL, 2017). Ha uma serie de espacos sendo apropriados dentro dessa perspectiva, sejam eles em territorios populares ou em areas nobres de grandes cidades. Essa expressao renovada das lutas contemporâneas parte tambem da reivindicacao pelo direito, mobilizadas pelo desejo coletivo de fazer cidade e, mais, de reinventa-la. Criam-se possibilidades de forjar e sustentar outros mundos. Transita, portanto, na liminaridade entre a utopia e a emergencia. Lefebvre (1999) compreende o pensamento utopiano como “utopia concreta”, que cria condicoes para a experimentacao e a transformacao do/no cotidiano, ou seja, a possibilidade do impossivel no possivel (LIMONAD, 2016). Aprofundar a compreensao a respeito das praticas, dos processos e dos agentes de producao e apropriacao da cidade significa reconhecer a vida urbana associativa e insurgente como aquela que impulsiona a vida publica institucional. Deste modo, e fundamental que os estudos urbanos apreendam tais experiencias espaciais cotidianas como um metodo situado na manutencao da vida. Percebe-se que, para alem do espaco disciplinar ja concebido e estabelecido, ha saberes que sao elaborados na experiencia partilhada de produzir um espaco em comum, portanto enraizado nessas acoes coletivas. Essa interrelacao entre a reproducao do cotidiano e da totalidade, da ordem proxima e da ordem distante, conduz inevitavelmente ao confronto de distintas praticas espaciais, do concebido frente ao vivido. Esse saber-fazer habitar, onde uma certa producao do comum pode emergir, tensiona sobretudo o papel do profissional Arquiteto Urbanista, tanto em termos da busca de novas formas de projetar [participativas] quanto dos atravessamentos tematicos, das relacoes de poder e das categorias identificadas em contextos individuais e arranjos coletivos, que mobilizam a acao no/sobre o urbano no presente. Assim, a discussao proposta articula um conjunto de processos e praticas apresentados e debatidos sob a perspectiva das estrategias e ferramentas para analise e proporsicao sobre a realidade, desenvolvidas com vistas a contribuicoes para o projeto e o planejamento urbano, que inclui: (1) um paralelo entre insurgencias e politicas municipais em Sao Paulo, com objetivo de fornecer um panorama sobre o tema nas primeiras decadas do seculo XXI na cidade, utilizando cinco elementos para conducao da analise: tempo, narrativas, escala espacial, questionamentos e conceitos (MARINO, 2020); (2) uma reflexao sobre as disputas pelo direito a cidade em Sao Paulo, sobretudo quanto as reapropriacoes das infraestruturas e recursos do espaco urbano, absorvido em um repertorio de acao (COLOSSO, 2020); (3) a investigacao das nocoes conceituais que fundamentam as praticas de inventario participativo, considerando o alargamento da nocao de patrimonio que inclui referencias de expressao cotidiana, bem como narrativas nao oficiais entre os bens culturais com interesse de preservacao (DE ALMEIDA, 2020); (4) a reflexao e investigacao critica em torno da melhoria dos processos de design em colaboracao com comunidades de baixa renda, a fim de gerar protocolos, diretrizes e tecnicas que reflitam os processos de coproducao nas cidades e comunidades brasileiras (ROSA, 2020); e (5) uma analise sobre as insurgencias em Curitiba, quanto as suas potencialidades e limites dos processos de coproducao urbana e com relacao a sua incidencia na elaboracao de politicas publicas (MAZIVIERO, 2020). A partir dessa reflexao pretende-se aqui investigar sobre os caminhos para a concepcao de praticas e processos – em especial no campo de atuacao do planejamento e do projeto urbano, que partam da vida cotidiana, da praxis e do envolvimento dos cidadaos na criacao de solucoes mais justas e adequadas as suas realidades. Nesse percurso, debater estrategias e ferramentas mais eficazes para reconhecer os saberes e praticas populares materializadas no territorio, de modo a estabelecer aliancas e acoes entre moradores e profissionais numa logica de rede, e fundamental como metodo para projetar e pensar a cidade contemporaneamente. Trata-se ainda de vislumbrar uma reflexao critica sobre o papel do Arquiteto Urbanista, frente a novos formatos de participacao na producao da cidade e da arquitetura. REFERENCIAS DARDOT, P.; LAVAL, C. . Comum: ensaio para revolucao no seculo XXI. Sao Paulo: Boitempo, 2017. HARDT, M; NEGRI, A. Assembly : a Organizacao Multitudinaria do Comum . Sao Paulo: ed. Politeia, 2018. LEFEBVRE, Henri . A revolucao urbana. 1a ed. Belo Horizonte: UFMG, 1999. LIMONAD, Ester. “Utopias urbanas sonhos ou pesadelos? Cortando as cabecas da Hidra de Lerna”. In. Anais Coloquio Internacional de Geocritica , 14., 2016, Barcelona: Universitat de Barcelona, 2016. MBEMBE, A.. “Necropolitica”. In: Revista do PPGAV/EBA/UFRJ . N. 32. P. 124-151, 2016.
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Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.004 | 0.004 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.002 | 0.002 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.003 | 0.002 |
| Bibliometrics | 0.000 | 0.003 |
| Science and technology studies | 0.003 | 0.001 |
| Scholarly communication | 0.002 | 0.001 |
| Open science | 0.003 | 0.001 |
| Research integrity | 0.002 | 0.003 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.002 | 0.001 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from it