Os assaltos do moinho satânico nos campos e os contramovimentos da agricultura familiar : atores sociais, instituições e desenvolvimento rural no Sudoeste do Paraná
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Bibliographic record
Abstract
A motivação para a realização dessa pesquisa partiu da ideia de que os estudos sobre desenvolvimento rural precisam elaborar definições mais claras em relação ao seu escopo, definindo uma temática própria e não apenas importando os temas postos a partir das políticas públicas e da ação do Estado. Por isso, o tema das interfaces entre o papel dos atores sociais e o papel das instituições nos processos de mudança social que incidem sobre as dinâmicas de desenvolvimento rural se reveste de grande interesse. O objetivo dessa pesquisa consistiu em analisar a diversidade dos estilos de agricultura familiar e as formas com que os agricultores foram respondendo às circunstâncias redundantes do crescente processo de mercantilização da agricultura e do espaço rural, tanto em termos de práticas técnico-produtivas como em termos organizativo-institucionais. Para isso, realizamos um estudo de caso no Sudoeste do Paraná, um território onde a importância histórica da categoria agricultura familiar é amplamente reconhecida. A diversidade da agricultura familiar e do meio rural pode ser explicada, por um lado, pela sua crescente mercantilização, por conta da inserção dos agricultores na dinâmica da economia capitalista, enquanto produtores de mercadorias, trabalhadores e demandantes de insumos e tecnologias externas e, por outro, pelas estratégias de reprodução que os mesmos foram estabelecendo como reação a este processo ou mesmo para adaptarem-se a ele. A primeira hipótese levantada assevera que, apesar dos efeitos e consequências da mercantilização, a identidade territorial da agricultura familiar, constituída através de episódios históricos, de sentimento de origem e trajetórias comuns e de valores partilhados, mantém-se enraizada nas concepções mentais dos atores, permitindo que as estratégias familiares postas em prática ganhem uma dimensão social mais alargada, que vão além das formas de organização da produção e do trabalho nas suas propriedades ao institucionalizarem-se na forma de dispositivos de ação coletiva. Neste sentido, a atividade leiteira, estratégia cada vez mais central para a reprodução das unidades produtivas, ganha uma expressão institucional através da organização do Sistema de Cooperativas de Leite da Agricultura Familiar - SISCLAF, um dispositivo coletivo de ação econômica. O “novo cooperativismo” emerge de um intenso processo de aprendizagem coletiva, como uma iniciativa inovadora e fundamental para a promoção de processos de desenvolvimento rural no território. Todavia, a segunda hipótese assevera que o SISCLAF e o cooperativismo da agricultura familiar enfrentam dificuldades em consolidar práticas, projetar iniciativas e empreender ações que conduzam a atividade leiteira para além de determinadas reações às contingências do ambiente e, assim, estabelecer uma estratégia coletivamente deliberada de desenvolvimento rural. A integração entre os ramos cooperativos e a articulação destes com os outros atores e instituições é deveras incerta no plano econômico e mais ainda no plano político, porque não há clareza sobre o lugar que cada organização ocupa na correlação de forças entre os grupos e classes sociais do território e na definição dos seus respectivos papéis na dinâmica do mesmo. As hipóteses foram confirmadas pelos resultados alcançados a partir da aplicação de um sofisticado aporte teórico-analítico e de uma série de procedimentos metodológicos, baseados tanto em técnicas de pesquisa quantitativa (lançando mão de diversas fontes de dados e métodos estatísticos) como qualitativa (entrevistas semiestruturadas, observação e participação em eventos). A principal conclusão do trabalho é a de que os processos de desenvolvimento rural têm na ação dos agricultores, como atores sociais ativos, um elemento causal fundamental, mas que só ganham efetividade através de projetos coletivos e deliberados, capazes de operar mudanças sociais, por meio de instituições.
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Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.001 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.003 | 0.002 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.002 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.000 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.003 | 0.001 |
| Scholarly communication | 0.003 | 0.003 |
| Open science | 0.002 | 0.001 |
| Research integrity | 0.002 | 0.002 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.008 | 0.006 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from it