Antropologia da música guarani - política e resistência
Notice bibliographique
Résumé
Quando pensamos em epistemologias do sul, e em populacoes que foram colocadas em posicao de subalternidade e silenciamento, podemos citar os povos indigenas como exemplo. Sao muitos povos e se considerarmos que cada grupo tem uma cosmologia e conhecimentos proprios, e evidente a grande riqueza de interpretacoes que ficam apagadas no cenario colonial. Varias pesquisas tem demonstrado que as linguagens artisticas sao centrais entre os povos indigenas da America do Sul (p.e. Menezes Bastos 2007, 2014; Seeger 1987; Vidal 1992; Lagrou 2007). A musica e uma delas. Nesta comunicacao irei tratar sobre os Kaiowa e Guarani, a partir de uma etnografia realizada no Mato Grosso do Sul. Estes povos, apesar do intenso genocidio que vem sofrendo ininterruptamente ha decadas e decadas, vem mantendo sua vida ritual. Cantar e dancar e o que mantem a vida na e da terra. O Sol, a manifestacao do heroi criador e responsavel por manter a sonoridade do mundo durante o dia, responsabilidade legadas aos humanos durante a noite. Os cantos e dancas sao tambem caminhos que levam os participantes dos rituais ao encontro dos seres espirituais, fontes de conhecimento. Mais recentemente os jovens estao fazendo rap, e suas letras trazem conteudos tambem de resistencia e luta. Os indigenas fazendo rap, rock, musica country ou outras…. nao e algo novo. Eu diria mesmo que sempre fizeram, desde que ouve o primeiro encontro entre indigenas e europeus, os primeiros passaram a ter em suas praticas musicais generos outros, incorporando instrumentos e formas. A imagem dos indigenas fazendo musica, compondo para orgaos e outros instrumentos europeus, nas missoes jesuiticas nos seculos XVII e XVIII e bastante divulgada. A musica e uma linguagem especial para intercâmbios e para comunicacao como aponta Menezes Bastos na Musicologica Kamayura, uma obra pioneira na area, explora a musica como comunicacao em rituais intertribais no Xingu (1974). O sistema xinguano e um exemplo paradigmatico, onde varios grupos que falam distintas linguas, convivem durante dias, comunicando-se essencialmente por linguagens caracteristicamente associadas ao mundo da arte, a musica, a danca, os adornos corporais, cheiros e tais. Seeger (2003) pontua que de alguma maneira a globalizacao sempre esteve presente entre os indigenas no Brasil. Ele da o exemplo dos Suya, auto denominados Kinsedje, de acordo com os quais, a musica sempre vem de fora da sua comunidade. Isto mesmo antes da chegada dos Europeus, a musica, e outras praticas culturais vieram de trocas com outros povos ou dos animais. Se a pratica dos generos musicais dos outros sempre ocorreu, o que caracterizaria entao o surgimento de bandas, grupos musicais e musicos solos nos ultimos anos, fazendo forro, rap, rock, entre outros generos associados ao que estamos acostumados a denominar musica popular. Enfatizo que este surgimento recente diz respeito ao Brasil, porque nos Estados Unidos e Canada, contamos com registros pelo menos desde o inicio do seculo XX. Exploro nesta comunicacao duas possibilidades para interpretar o porque de no Brasil este ser um fenomeno recente. Um deles e a visibilidade que a internet nos dias atuais possibilita. Outra e devido ao fato de que os indigenas no Brasil, sao visto pela lente de um coletivismo, onde os individuos nao podem existir. Ou seja, o artista, o musica indigena nunca foi visto pela sociedade brasileira. Se nao e algo novo, a internet possibilita a visibilidade ou audibilidade. Temos pela primeira vez uma radio indigena, no Brasil, na qual podemos escutar as linguas indigenas faladas em nosso pais continental, e que sao, apesar dos genocidios, que 300, 270 mais de 200. Trata-se da Radio Yande, streaming na internet. O rap dos Bro MC, kaiowas e a radio Yande sao neste contexto atos politicos de resistencia ao silenciamento imposto pelo colonialismo.
Récupéré en direct depuis OpenAlex et désinversé. Les résumés ne sont pas conservés dans cette base de données : les index inversés représentent 8,6 Go des 9,3 Go de texte de la base, et le serveur dispose de 13 Go libres.
Comment cette classification a été obtenuedéplier
Prédiction distillée sur la base complète
Imitation des enseignantsNi prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Apprise à partir de 10 348 étiquettes directes de Codex et de 10 348 étiquettes directes de Gemma. Le mode candidate est l'union des têtes enseignantes seuillées; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont ni des étiquettes humaines ni des étiquettes directes de modèles de pointe.
Scores Codex et Gemma par catégorie
| Catégorie | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Métarecherche | 0,002 | 0,010 |
| Méta-épidémiologie (sens strict) | 0,001 | 0,001 |
| Méta-épidémiologie (sens large) | 0,002 | 0,001 |
| Bibliométrie | 0,000 | 0,000 |
| Études des sciences et des technologies | 0,006 | 0,004 |
| Communication savante | 0,003 | 0,001 |
| Science ouverte | 0,005 | 0,001 |
| Intégrité de la recherche | 0,002 | 0,002 |
| Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger) | 0,002 | 0,001 |
Scores machine (provisoires)
Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.
Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.
score_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découleClassification
machine, non validéePrédiction automatique; les deux têtes enseignantes s’accordent sur ce qui est montré ici.
Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».