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Enregistrement W2741646996

O parto normal assistido pelas enfermeiras obstétricas na Casa de Parto do Rio de Janeiro

2012· article· pt· W2741646996 sur OpenAlexaboutno aff
Mariana Santana Schroeter, Tamara Rubia Lino de Lima, Adriana Lenho de Figueiredo Pereira

Notice bibliographique

Revue10º Congresso Internacional da Rede Unida · 2012
Typearticle
Languept
DomaineHealth Professions
ThématiqueMaternal and Neonatal Healthcare
Établissements canadiensnon disponible
Organismes subventionnairesnon disponible
Mots-clésMedicine
DOInon disponible

Résumé

récupéré en direct d'OpenAlex

Introducao: No Brasil, o Ministerio da Saude instituiu os Centros de Parto Normal (CPN) para o atendimento de mulheres com gestacoes de baixo risco no final dos anos de 1990. Os CPN podem ser unidade assistencial situada dentro, anexa ou isolada do hospital, onde atuam as enfermeiras obstetricas. Ha uma tendencia de denominar como Casa de Parto os CPN que sao fisicamente distanciados do hospital. A Secretaria Municipal de Saude e Defesa Civil do Rio de Janeiro (SMSDC/RJ) instituiu um CPN isolado do hospital e comunitario, que se encontra em funcionamento desde marco de 2004 e foi denominado de Casa de Parto David Capistrano Filho (CPDCF). A CPDCF atende o pre-natal, o parto, o pos-parto. Os casos que requerem acompanhamento medico sao encaminhados para uma maternidade publica localizada nas adjacencias.Objetivos: Caracterizar a assistencia prestada pelas enfermeiras obstetricas as mulheres que foram atendidas no pre-natal e parto na Casa de Parto e analisar os resultados maternos e neonatais desses atendimentos. Resultados e Discussao: Na Casa de Parto foi assistido um total de 269 partos em 2009, que resultaram no mesmo quantitativo de nascidos vivos. Nao houve caso de morte materna e neonatal. Alguns prontuarios nao estavam acessiveis na unidade de saude. Portanto, foram analisados 236 (100%) prontuarios dos partos assistidos no periodo de janeiro a dezembro de 2009. O perfil social e obstetrico das parturientes assistidas era de mulheres que em sua maioria estava na faixa etaria de 20 a 24 anos (n=84; 35,6%), seguida de parturientes com idade de 15 a 19 anos (n=76; 32,2%), negras/pardas (n=112; 47,5%), solteiras (n=112; 47,5%), que nao possuiam ocupacao remunerada (n=109; 46,2%), nuliparas (n=145; 61,5%), que realizaram 7 ou mais consultas pre-natais (n=134; 56,9%) e assistiram 4 ou mais oficinas educativas (n=102; 49,2%).Considerando as condutas realizadas no pre-parto, nenhuma parturiente teve a prescricao de dieta zero. Nao existe justificativa para restringir liquidos e alimentos para as parturientes classificadas como baixo risco1. Em quase a metade das parturientes foi administrada ocitocina no soro (n=109; 46,2%). A amniotomia (ruptura artificial da bolsa amniotica) foi realizada apenas em 8,5% (n=20). A proporcao de utilizacao de ocitocina foi semelhante ao observado no Centro de Parto Normal (CPN) peri-hospitalar, com taxa de 44,5%, e maior que a taxa de 23,5% em outro CPN peri-hospitalar2,3. As parturientes com a ocorrencia de bolsa amniotica rota durante o trabalho de parto representaram 28,7% (n=77) da totalidade de partos analisados na Casa de Parto. Grande parte (n=203; 86,0%) das parturientes teve a presenca do acompanhante durante o parto. A presenca do acompanhante deve ser garantida como um direto legal previsto na Lei federal 11.108/2005. No trabalho de parto, os cuidados mais realizados foram: exercicios respiratorios (n=209; 88,6%); deambulacao (n=175; 74,5%); musica ambiente (n=154, 65,3%); banho morno (n=139; 58,9%); massagem (n=122; 51,7%) movimentos pelvicos (n=121; 51,3%); protecao perineal (n=121; 51,3%); oleos essenciais (n=112; 47,5%); essencia aromatica (n=43; 18,2%); uso da bola bobath (n=32; 13,6%); banquinho meia-lua (n=18; 7,6%) e tecnica do rebozo (n=9; 3,8%). Quanto ao local do parto, houve uma variedade onde ocorreu o parto, como a Banheira (n=68; 28,9%); a cama de casal da suite (n=57; 24,1%); o leito tipo PPP (n=49; 20,7 %) e no banquinho (n=40; 16,9%). Com relacao a posicao da mulher no parto, a mais escolhida foi a lateral (n=98; 41,5%); seguida das posicoes vertical (n=84; 35,6%); sentada (n=23; 9,8%) e cocoras (n=15; 6,4%). A posicao horizontal somada com outras posicoes escolhidas teve uma baixa proporcao, 3,3% (n=8). A condicao do perineo tambem foi analisada. Houve predominância das laceracoes (n=181; 76,7%); seguida de perineo integro (n=44; 18,7%). A episiotomia foi praticada em pouquissimos (n=6; 2,5%) casos. Dentre as laceracoes (n=181) a mais frequente foi a de primeiro grau (n=139, 76,8%); seguida a de segundo grau (n=33;18,2%). Nao houve registros de laceracoes de terceiro e quarto graus. As menores proporcoes de episiotomia ocorrem nos partos em birth centers e no domicilio, correspondendo a 3,8% no Canada, 7,8% na Suecia, 15,7% na Alemanha e 17,6% nos Estados Unidos3. Em Birth Center australiano a episiotomia foi realizada em 7,7% das mulheres5. Os dados relativos a saude do neonato foram o peso ao nascer e o indice do Apgar no primeiro e no quinto. A maioria dos neonatos apresentou peso superior a 2500g (n=230; 97,4%) e boas condicoes vitalidade. Apenas 0,8% (n=2) obteve Apgar abaixo de sete no quinto minuto. Dados semelhantes aos observados em pesquisas nacionais e internacionais. Entre os nascidos vivos em CPN Peri-hospitalar, 4,1% receberam um valor de Apgar abaixo de 7 no 1o minuto e 1% no 5o minuto6. Entre as 22.222 mulheres cujos partos foram atendidos em Birth Centers da Australia, periodo de 2001 a 2005, os nascidos vivos que obtiveram Apgar abaixo de 7 no 5o minuto de vida corresponderam a 0,9% da totalidade de nascimentos7. Quanto as transferencias neonatais para o hospital, essas representaram 6,7% (n=16) do total dos nascimentos no ano de 2009. A causa de transferencia mais frequente foram desconforto respiratorio (n=5, 31,2%), ictericia (n=3; 18,8%); baixo peso (n=2; 12,5%) e hipoatividade/hipoglicemia (n= 6,3%). Quanto a transferencia materna, somente 3,8% (n=9) das parturientes foram transferidas. Os motivos mais frequentes foram hipertensao arterial (n=2; 22,2%), hipotonia uterina (n=2; 22,2%) e mastite (n=1; 11,1%). As transferencias neonatais foram semelhantes de CPN Peri-hospitalar6. Conclusao: O perfil assistencial e os resultados maternos e neonatais da Casa de Parto David Capistrano Filho sao semelhantes aos observados na literatura nacional e internacional. Em relacao a taxa de episiotomia foi verificado um percentual menor entre os praticados em Centro de Partos Normais do Brasil. As enfermeiras utilizam cuidados variados que promovem o relaxamento e o conforto no processo da parturicao, sendo que as mais empregadas foram os exercicios respiratorios, os movimentos pelvicos e o banho morno. Referencias: 1. Lawrence A, Lewis L, Hofmeyr GJ, Dowswell T, Styles C. Maternal positions and mobility during first stage labour. Cochrane Database Syst Rev. 2009;15(2): CD003934. 2. Schneck CA, Riesco MLG. Intervencoes no parto de mulheres atendidas em um centro de parto normal intra-hospitalar REME – Rev. Min. Enf.; 10(3): 240-246, jul./set., 2006. 3 Lobo SF, Oliveira SMJV, Schneck A, Silva FMB, Bonadio IC, Riesco MLG. Resultados maternos e neonatais em Centro de Parto Normal peri-hospitalar na cidade de Sao Paulo, Brasil. Rev Esc Enferm USP 2010; 44(3): 812-8. 4. Koiffman MD, Schneck CA, Riesco ML, Bonadio IC.Risk factors for neonatal transfers from the Sapopemba free-standing birth centre to a hospital in Sao Paulo, Brazil. Midwifery. 2010 Dec; 26(6): e37- e43. 5. Tracy SK., Dahlen H, Caplice S, Laws P, Wang YA, Tracy M B, Sullivan, E. Birth Centers in Australia: A National Population-Based Study of Perinatal Mortality Associated with Giving Birth in a Birth Center. Birth. 2007; 34 (3): 194–201. 6. Campos SEV, Lana FCF. Resultados da assistencia ao parto no Centro de Parto Normal Dr. David Capistrano da Costa Filho em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Cad. Saude Publica, Rio de Janeiro, 23(6): 1349-1359, jun, 2007. 7. Laws PJ, Tracy SK, Sullivan EA. Perinatal outcomes of women intending to give birth in Birth Centers in Australia. Birth. 2010;37(1): 28-36.

Récupéré en direct depuis OpenAlex et désinversé. Les résumés ne sont pas conservés dans cette base de données : les index inversés représentent 8,6 Go des 9,3 Go de texte de la base, et le serveur dispose de 13 Go libres.

Comment cette classification a été obtenuedéplier

Prédiction distillée sur la base complète

Imitation des enseignants

Ni prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Apprise à partir de 10 348 étiquettes directes de Codex et de 10 348 étiquettes directes de Gemma. Le mode candidate est l'union des têtes enseignantes seuillées; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont ni des étiquettes humaines ni des étiquettes directes de modèles de pointe.

score de la tête « metaresearch » (Codex)0,002
score de la tête « metaresearch » (Gemma)0,001
Version: codex-gemma-dda1882f352aStatut de validation: machine_predicted_unvalidated
Catégories candidatesMéta-épidémiologie (sens strict), Études des sciences et des technologies, Intégrité de la recherche, Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)
Catégories consensuellesIntégrité de la recherche, Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)
DomaineSignal candidat: aucune · Signal consensuel: aucune
Devis d'étudeSignal candidat: Observationnel · Signal consensuel: aucune
GenreSignal candidat: Empirique · Signal consensuel: Empirique
Score de désaccord entre enseignants0,512
Score d'incertitude au seuil1,000

Scores Codex et Gemma par catégorie

CatégorieCodexGemma
Métarecherche0,0020,001
Méta-épidémiologie (sens strict)0,0010,001
Méta-épidémiologie (sens large)0,0010,001
Bibliométrie0,0000,001
Études des sciences et des technologies0,0020,000
Communication savante0,0000,001
Science ouverte0,0020,001
Intégrité de la recherche0,0010,004
Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)0,0110,006

Scores machine (provisoires)

Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.

Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.

Tête enseignante Opus0,086
Tête enseignante GPT0,411
Écart entre enseignants0,326 · la distance entre les deux têtes enseignantes sur ce seul travail
Statut de validationscore_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découle

Classification

machine, non validée

Prédiction automatique; les deux têtes enseignantes s’accordent sur ce qui est montré ici.

Devis d'étudeObservationnel
Domainenon disponible
GenreEmpirique

Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».

En bref

Citations0
Publié2012
Routes d'admission1
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