A comunicação organizacional enquanto conceito e processo: perceções de professores universitários; formadores e gestores de comunicação
Notice bibliographique
Résumé
As organizações são entidades simbólicas através das quais os seus atores criam e utilizam uma linguagem específica. Esta linguagem surge procura atribuir sentido aos acontecimentos, comportamentos e objetos e poderá estar relacionada com aquilo que se designa por comunicação organizacional (CO)(Gomes, 2000). Pode verificar-se, então, que a ideia base de Weick de que a comunicação constitui a organização tem vindo a ser defendida até aos dias de hoje (McPhee & Zaug, 2009). Esta ideia está também por trás da conhecida escola de Montreal e do paradigma da CCO (i.e., “Comunicação constituí a Organização”) (Schoeneborn; Blaschke, Cooren, McPhee, Seidl & Taylor, 2014). Nesse sentido, este tipo de comunicação constitui-se como fundamental para explicar e para compreender o funcionamento e gestão de qualquer organização, tornando-se impossível separar ambos os conceitos (Fairhurst & Connaughton, 2014; Mangorrinha, 2012; Ricardo, 2008). A comunicação organizacional surge, então, como uma forma de garantir que os colaboradores têm conhecimento dos contextos nos quais se encontram inseridos, seguindo todos a mesma direção (Quirke, 2008). Especificamente, a comunicação organizacional tem vindo a ser entendida como uma forma de disseminação de informação que possibilita a coordenação e conclusão de tarefas, a tomada de decisões e uma possível resolução de eventuais conflitos (Ricardo, 2008; Ayub, Manaf & Hamzah, 2014). Apesar da sua relevância, a comunicação organizacional assume, ainda, uma identidade pouco clara, uma vez que se trata de um processo dinâmico e complexo. Nesse sentido, enquadra-se em diferentes linhas de investigação, associadas a diferentes períodos históricos (Deetz, 2001; Mumby & Stohl, 1996). Face aos aspetos acima mencionados, surgiu a necessidade de perceber-se como é Experts: Docentes universitários da área de Comunicação Organizacional/Relações Públicas/Gestão de Recursos Humanos; Formadores na área de Comunicação Organizacional/Relações Públicas/Gestão de Recursos Humanos e Técnicos responsáveis pela gestão da comunicação interna nas suas empresas entendem, definem e concretizam a comunicação organizacional. Como tal, realizou-se um estudo qualitativo exploratório, através da aplicação de entrevistas semiestruturadas tendo a amostra de conveniência um total de 33 indivíduos: 11 Docentes Universitários, 11 Formadores de comunicação organizacional e 11 Técnicos responsáveis pela gestão da comunicação interna nas suas empresas. A análise de conteúdo elaborada permitiu a construção da Dimensão-Perceções sobre a Comunicação Organizacional enquanto conceito e processo, constituída por 33 categorias e 12 subcategorias. De uma forma geral, os aspetos mais frisados pelos entrevistados no que respeita à CO enquanto conceito prenderam-se com a sua centralidade, em que os entrevistados relatam a relevância da comunicação nas organizações, descrevendo muitas das vezes, que a comunicação constitui a própria organização; a relevância da comunicação interna foi outro aspeto fortemente mencionado pelos entrevistados. Ainda no que respeita à CO enquanto conceito, os experts descrevem a necessidade de ser considerada a evolução dos paradigmas inerentes ao seu estudo, tendo sido este um aspeto fortemente apontado. Em relação à CO enquanto processo, os participantes relatam a pertinência de adequar a prática da comunicação ao contexto em que a organização atua, incluindo o tipo de atores organizacionais, o tipo de liderança e a cultura organizacional. Para além disso, os indivíduos envolvidos neste estudo referem-se à importância de um planeamento dos processos de comunicação em que se considerem os objetivos da comunicação e as ferramentas necessárias, de forma a que seja possível aplicar planos de contingência, caso seja necessário. Uma outra questão relacionada com o planeamento prende-se com a inclusão de todos os atores organizacionais, dos vários níveis hierárquicos, nos processos de comunicação da organização, para que seja possível uma comunicação descendente, ascendente e lateral, bem como a sua formação. A utilização das novas tecnologias e a relação da CO com outras áreas adjacentes (e.g., Sociologia, Psicologia) também foram aspetos referidos pelos participantes. Finalmente, os entrevistados mencionaram aspetos positivos e menos positivos inerentes à comunicação organizacional. Dentro dos aspetos positivos salienta-se o entendimento dos colaboradores (i.e., utilização de uma linguagem comum, evitando-se conflitos) e a transparência. Dentro dos aspetos menos positivos, salienta-se a escassa formação dos envolvidos nos processos de comunicação e um Gap entre os conteúdos lecionados nas Universidades e aquilo que é aplicado no quotidiano das Organizações.
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Comment cette classification a été obtenuedéplier
Prédiction machine sur la base complète
Imitation des enseignantsNi prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Le volet Gemma est une étiquette directe du modèle pour chaque travail de la base, lue sur la notice réduite au titre. Le volet Codex est un classifieur appris des 10 348 étiquettes directes de Codex et calibré sur les taux pondérés de l'échantillon; les champs sans appui suffisant ne portent aucun appel Codex. Le mode candidate est l'union des deux volets; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont pas des étiquettes humaines.
Scores du classifieur distillé par catégorie (deux têtes)
| Catégorie | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Métarecherche | 0,007 | 0,011 |
| Méta-épidémiologie (sens strict) | 0,000 | 0,000 |
| Méta-épidémiologie (sens large) | 0,000 | 0,001 |
| Bibliométrie | 0,002 | 0,003 |
| Études des sciences et des technologies | 0,007 | 0,013 |
| Communication savante | 0,018 | 0,018 |
| Science ouverte | 0,001 | 0,009 |
| Intégrité de la recherche | 0,003 | 0,005 |
| Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger) | 0,011 | 0,002 |
Scores machine (provisoires)
Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.
Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.
score_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découleClassification
machine, non validéePrédiction automatique; un appel candidat d’une seule source (Gemma direct ou Codex distillé), pas un consensus.
Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».