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Enregistrement W3048463094

A taxonomia da baleação portuguesa entre os séculos XV e XVIII: Uma história atlântica do mar, das baleias e das pessoas

2020· dissertation· pt· W3048463094 sur OpenAlexfundno aff
Nina Vieira Portugal Azevedo

Notice bibliographique

RevueRevista de Estudos Anglo-Portugueses/Journal of Anglo-Portuguese Studies · 2020
Typedissertation
Languept
DomaineArts and Humanities
ThématiqueHistorical Studies on Spain
Établissements canadiensnon disponible
Organismes subventionnairesFundação para a Ciência e a TecnologiaFederation for the Humanities and Social Sciences
Mots-clésHumanitiesArt
DOInon disponible

Résumé

récupéré en direct d'OpenAlex

A presente tese tem como principal objetivo reconstruir a história da baleação no Brasil dos séculos XVII e XVIII, tendo como problemática central a importância das baleias, enquanto agentes, e da baleação, enquanto estímulo, para a construção da presença portuguesa na América. Este estudo foi motivado por uma lacuna historiográfica relativa à captura de baleias organizada por portugueses, nomeadamente no contexto da História da Expansão Portuguesa, e ainda relativamente à problematização das relações entre as pessoas e o restante mundo natural, na época moderna. Com suporte na História Ambiental, enquanto disciplina emergente na historiografia internacional, e muito recente na academia portuguesa, pretendemos aqui analisar a influência que o ambiente marinho teve sobre as ações humanas e o simultâneo impacto das sociedades nestes ecossistemas e nos recursos naturais que aí existem e dos quais dependem. Do nosso estudo resultam evidências claras de que a abundância de baleias no passado, e a utilidade dos produtos que delas derivam, promoveram a transferência da experiência e técnicas baleeiras bascas para o território sul-americano, estimulando o monopólio régio ibérico da baleação entre 1614 e 1801. O desenvolvimento da atividade ao longo da costa foi promovido pela Coroa e seus funcionários, acompanhando o processo de assentamento no território, clarificando-se, assim, a relação entre a apropriação do território e o estabelecimento e desenvolvimento de armações baleeiras fixas. Com início na Bahia, por negociantes e baleeiros bascos logo em 1602, a atividade baleeira expandiu-se ao Rio de Janeiro, ainda na primeira metade de Seiscentos, e a São Paulo e Santa Catarina nas décadas de 1730 e 1740, respetivamente. Os produtos centrais com valor utilitário e comercial foram o óleo, para iluminação dos principais centros urbanos da América portuguesa, e as barbas de baleia. Mais, durante todo o período analisado, mais particularmente na segunda metade do século XVIII, foram transportadas para Lisboa milhares de pipas de óleo de baleia e fardos de barbas. No período em que decorreu o monopólio baleeiro milhares de baleias foram caçadas, muito provavelmente das espécies baleia-franca-austral (Eubalaena australis) e baleia-corcunda (Megaptera novaeangliae). Na sequência do desenvolvimento da baleação americana para águas do Atlântico Sul, já na segunda metade de Setecentos, promoveu-se nova transferência de conhecimento para o Brasil. Deste modo, integraramse técnicas e instrumentos específicos para a caça de cachalote (Physeter macrocephalus) nas armações brasileiras. Neste período específico, entre 1774 e 1777, a operação baleeira caracterizou-se simultaneamente pelo Estilo-Basco e Estilo-Americano Costeiro. O impacto desta atividade nas populações de baleias começou a ser notado nas últimas décadas do século XVIII, quando a concorrência baleeira entre diferentes nações se intensificou nos mares do sul e, à exceção das águas costeiras adjacentes a Santa Catarina, se começou a sentir a ausência de animais. Pela sua presença ou ausência, pelos seus comportamentos e pelos seus produtos, as baleias foram agentes na construção da presença portuguesa no Brasil e a baleação foi uma atividade com impacto nas finanças da Coroa e dos seus súbditos, na construção da sociedade colonial e da sua relação com o Reino, assim como nos espaços litorais e no ecossistema marinho.

Récupéré en direct depuis OpenAlex et désinversé. Les résumés ne sont pas conservés dans cette base de données : les index inversés représentent 8,6 Go des 9,3 Go de texte de la base, et le serveur dispose de 13 Go libres.

Comment cette classification a été obtenuedéplier

Prédiction distillée sur la base complète

Imitation des enseignants

Ni prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Apprise à partir de 10 348 étiquettes directes de Codex et de 10 348 étiquettes directes de Gemma. Le mode candidate est l'union des têtes enseignantes seuillées; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont ni des étiquettes humaines ni des étiquettes directes de modèles de pointe.

score de la tête « metaresearch » (Codex)0,006
score de la tête « metaresearch » (Gemma)0,006
Version: codex-gemma-dda1882f352aStatut de validation: machine_predicted_unvalidated
Catégories candidatesMéta-épidémiologie (sens strict), Études des sciences et des technologies, Communication savante, Intégrité de la recherche, Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)
Catégories consensuellesMéta-épidémiologie (sens strict), Études des sciences et des technologies, Intégrité de la recherche, Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)
DomaineSignal candidat: aucune · Signal consensuel: aucune
Devis d'étudeSignal candidat: Sans objet · Signal consensuel: Sans objet
GenreSignal candidat: Synthèse · Signal consensuel: aucune
Score de désaccord entre enseignants0,593
Score d'incertitude au seuil1,000

Scores Codex et Gemma par catégorie

CatégorieCodexGemma
Métarecherche0,0060,006
Méta-épidémiologie (sens strict)0,0060,005
Méta-épidémiologie (sens large)0,0120,006
Bibliométrie0,0020,002
Études des sciences et des technologies0,0040,003
Communication savante0,0020,002
Science ouverte0,0040,002
Intégrité de la recherche0,0020,006
Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)0,0060,001

Scores machine (provisoires)

Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.

Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.

Tête enseignante Opus0,047
Tête enseignante GPT0,311
Écart entre enseignants0,264 · la distance entre les deux têtes enseignantes sur ce seul travail
Statut de validationscore_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découle

Classification

machine, non validée

Prédiction automatique; les deux têtes enseignantes s’accordent sur ce qui est montré ici.

Devis d'étudeSans objet
Domainenon disponible
GenreSynthèse

Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».

En bref

Citations0
Publié2020
Routes d'admission1
Résumé présentoui

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