Pourquoi ce travail est dans la base
Une base qui oublie comment elle a trouvé un travail ne peut pas être vérifiée. Voici les voies qui ont admis celui-ci.
Notice bibliographique
Résumé
Abril ou setembro Reginaldo da Luz Pujol Filho (bio) Não sei mais que dia é hoje. Pode ser quarta, sexta. Porto Alegre segue com seu ritmo de carnaval. Até a temperatura tem se mantido estranhamente estável. Não digo que é um eterno dia da marmota, porque hoje saí de casa. Não foi como ontem, nem como antes de ontem, nem como antes de antes de antes de antes. Fui até a igreja desses tempos: o Zaffari, lugar de peregrinação e reunião periódica, do pão nosso de cada semana, quinzena, do álcool bento que salva e protege. Botei roupas de corrida, tênis e dei um trote de uns três quilômetros por ruas menores até chegar lá. Fiz compras como se um furacão fizesse ondas no Guaíba e, antes de ir embora, me senti um pouco clandestino: estava chegando perto dos caixas e fiz meia-volta. Fui ao freezer das cervejas e peguei uma longneck. Gelada. Mais gelada do que o habitual para um supermercado. Não tivesse que pagar pela garrafinha e teria escondido da menina do caixa, que, protegida por trás de um capacete de esquadrão antibomba, registrou compra por compra como se eu estivesse levando granadas sem pino. Vai saber. Caminhei de volta para casa tomando a cerveja criminosa devidamente desinfectada. O parque da caixa d’água vazio numa tarde de sol sugeria uma segunda-feira, mas pode ser domingo. Não acredito em sugestões. A rua, virada em pista de motociclismo, estava calma. E não estava. Segui pela Vinte e Quatro e decidi não atalhar pelo posto. Passando dele, uns dez metros à frente, tinha uma nesga de sol batendo na calçada. Lembrei do A praia do futuro, Wagner Moura tirando o capuz num dia frio, recebendo cheio de orgasmo os raios esbranquiçados do sol de um dia de inverno ou outono em Berlim. Avancei rumo à luminosidade, caminhei mais devagar enquanto estive sob a luz. ________ Ao virar a esquina, de novo na sombra, parei. Eles estavam ali, do outro lado da rua. Isolados da sociedade, não em isolamento social, a [End Page 165] turma dos caras que dormem na Praça Júlio de Castilhos ou na frente do antigo Itaú ou debaixo da marquise do Bradesco. Confraternizam. Seus carrinhos de super abarrotados de restos de compras de outras pessoas. Um dos caras toma uma longneck como eu. Mas pode ser cachaça, pode ser água, pode ser veneno, pode ser até cerveja. Vi, entre eles, o Meu Amigo e o Nosso Amigo. O Meu Amigo quase sempre está bêbado, muitas vezes, caído, algumas, esfolado. Me surpreende que, quase sempre, me reconheça e venha apertar a minha mão, dizer palavras carinhosas. Me surpreende ainda mais que sobreviva. Vejo ele desde que me mudei para cá e nunca vi ele comer qualquer coisa. Sempre o corpo magrinho, a cara amassada, a língua enrolada e um olhar melancômico de clown. O Nosso Amigo é diferente. Chegou faz pouco. Às vezes senta como um juiz na sua cadeira velha e olha de cima todo mundo que passa, como se fiscalizasse a calçada. Às vezes sorri, pergunta se estou bem, agradece o pacote de Doritos, manda lembranças para a patroa. Às vezes dorme estatelado na calçada ao sol do meio-dia. Os dois estavam na praça, com outros caras, que falavam alto, vozes roucas e pigarrentas, uma cobertura sonora sobre o silêncio da cidade, criando um disfarce de normali-dade para as coisas. Um dia o presidente disse que deveríamos voltar à normalidade, lembrei olhando os caras. O presidente parece pensar como os caras, como Meu Amigo, Nosso Amigo. Só que ele se reúne não com os outros caras, mas com a Abin, cientistas, ministros. Pensava nisso quando uma senhora puxada por um labrador passou muito perto de mim, mesmo com quase toda a cidade à sua disposição. Me deu um arrepio mórbido. ________ Psicólogos e coachs e jornalistas e especialistas em isolamento dizem que, mesmo em casa, é preciso se exercitar e manter a rotina. Em casa, temos seguido...
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Prédiction distillée sur la base complète
Imitation des enseignantsNi prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Apprise à partir de 10 348 étiquettes directes de Codex et de 10 348 étiquettes directes de Gemma. Le mode candidate est l'union des têtes enseignantes seuillées; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont ni des étiquettes humaines ni des étiquettes directes de modèles de pointe.
Scores Codex et Gemma par catégorie
| Catégorie | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Métarecherche | 0,001 | 0,000 |
| Méta-épidémiologie (sens strict) | 0,001 | 0,000 |
| Méta-épidémiologie (sens large) | 0,001 | 0,000 |
| Bibliométrie | 0,000 | 0,001 |
| Études des sciences et des technologies | 0,003 | 0,000 |
| Communication savante | 0,004 | 0,001 |
| Science ouverte | 0,000 | 0,000 |
| Intégrité de la recherche | 0,000 | 0,001 |
| Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger) | 0,001 | 0,000 |
Scores machine (provisoires)
Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.
Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.
score_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découle