Experiências adversas e desenvolvimento de competências socioemocionais de adolescentes em contexto de vulnerabilidade social: análise por gênero e raça
Notice bibliographique
Résumé
A exposição de jovens a experiências adversas (do inglês Adverse Childhood Experiences - ACEs), envolvendo maus tratos domésticos, violência comunitária e fatalidades como perdas por morte de pessoas significativas, constitui-se como fator de risco para prejuízos ao desenvolvimento psicossocial, com muitas evidências na literatura. Logo, as ACEs podem afetar também o desenvolvimento de competências socioemocionais e comprometer habilidades importantes para a convivência social plena destes jovens, como a empatia e o autocontrole. A presente pesquisa se propôs a investigar, as relações entre ACEs e competências socioemocionais em jovens vivendo em comunidades demarcadas por indicadores de vulnerabilidade social, focalizando no primeiro artigo, a influência do gênero feminino e masculino. No segundo artigo, além das experiências adversas e da vulnerabilidade social, dá-se enfoque à influência da raça/cor. Foram coletados dados junto a jovens com idades entre 14 e 18 anos incompletos, em escolas em territórios socialmente vulneráveis das cidades de Ribeirão Preto e Franca, no estado de São Paulo. A amostra intencional, formada por conveniência, foi de 1.329 adolescentes, estudantes de escolas públicas, sendo 712 oriundos de Ribeirão Preto e 617 de Franca, ambas cidades no interior do estado de São Paulo. A idade média dos participantes foi de 15,6 anos, com desvio padrão de 1,2. Quanto ao gênero, a distribuição mostra-se semelhante, com 48,8% composta por indivíduos do gênero masculino e 49,8% do gênero feminino. Uma pequena parcela, de 1,4%, declarou-se como não-binário. No que se refere à raça/cor/etnia, 54,5% se declararam negros - pardos 39,5% e pretos 15% - e 40,6% se declararam brancos (2,6% se declararam amarelos e 2,3%, indígenas). Os dados foram coletados com o auxílio de tablets, por meio de um aplicativo especialmente desenvolvido para o projeto, contendo versões digitalizadas dos instrumentos: Questionário sociodemográfico; Escala para el tamizaje de experiencias adversas en adolescentes (EEA); Questionário de Empatia de Toronto (em inglês, Toronto Empathy Questionnaire; TEQ); Escala de Autocontrole (em inglês, Self-control Scale; SCS). As escalas e questionários elaborados em outros contextos socioculturais foram devidamente adaptados em estudo piloto. Os resultados indicaram taxa de acúmulo de ACEs alta na amostra, em média 10 sobre 15 categorias investigadas. Na comparação entre os gêneros, verificou-se maior taxa de ACEs para o gênero feminino, sobretudo aquelas relativas à violência intrafamiliar e ao abuso sexual. No entanto, em categorias específicas, como vivência de acidentes graves e abordagem policial, a taxa foi mais alta no gênero masculino. No tocante às competências socioemocionais, a exposição às ACEs pareceu afetar negativamente mais o gênero feminino que o masculino (ainda que na amostra geral, o gênero feminino tenha obtido pontuações mais elevadas em empatia). Quanto à influência da raça, os adolescentes auto-declarados negros apresentaram diferenças significativas apenas na vitimização por violência comunitária, sendo mais afetados por esta categoria que os não-negros. O estudo insere-se no escopo de uma pesquisa maior, transcultural, de colaboração entre o GEPDIP-USP e o Grupo de Estudios y Investigación en Desarrollo Psicológico y Procesos de Adaptación Social do Departamento de Psicologia da Universidad de la Frontera (Chile), financiado pela FAPESP.
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Comment cette classification a été obtenuedéplier
Prédiction distillée sur la base complète
Imitation des enseignantsNi prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Apprise à partir de 10 348 étiquettes directes de Codex et de 10 348 étiquettes directes de Gemma. Le mode candidate est l'union des têtes enseignantes seuillées; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont ni des étiquettes humaines ni des étiquettes directes de modèles de pointe.
Scores Codex et Gemma par catégorie
| Catégorie | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Métarecherche | 0,004 | 0,001 |
| Méta-épidémiologie (sens strict) | 0,001 | 0,002 |
| Méta-épidémiologie (sens large) | 0,002 | 0,001 |
| Bibliométrie | 0,000 | 0,001 |
| Études des sciences et des technologies | 0,004 | 0,001 |
| Communication savante | 0,001 | 0,001 |
| Science ouverte | 0,002 | 0,000 |
| Intégrité de la recherche | 0,002 | 0,002 |
| Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger) | 0,002 | 0,001 |
Scores machine (provisoires)
Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.
Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.
score_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découleClassification
machine, non validéePrédiction automatique; les deux têtes enseignantes s’accordent sur ce qui est montré ici.
Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».