PODE O ALUNO AVALIAR? POSSIBILIDADES DE UM GIRO CONTRA-HEGEMÔNICO COMO OPÇÃO DESCOLONIAL NO CAMPO DA AVALIAÇÃO EDUCACIONAL NO BRASIL
Notice bibliographique
Résumé
O debate contemporâneo sobre avaliação educacional no Brasil tem sido marcado por forte influência de modelos hegemônicos centrados na mensuração, na responsabilização e na lógica de controle, produzindo práticas que, muitas vezes, silenciam a voz dos estudantes e reforçam hierarquias históricas entre ensinar e aprender. Nesse cenário, torna-se urgente problematizar a ausência do aluno como sujeito ativo nos processos avaliativos, reconhecendo que tal invisibilidade está ancorada em uma tradição colonial de conhecimento que trata a avaliação como instrumento disciplinador, e não como prática dialógica. Partindo dessa tensão, o objeto deste artigo consiste em analisar as potencialidades da participação estudantil na avaliação como movimento contra-hegemônico capaz de tensionar a racionalidade tecnocrática vigente e inaugurar possibilidades descoloniais no campo educacional. Assim, a pergunta de partida que orienta o estudo é: em que medida a inserção do aluno como agente avaliador pode promover deslocamentos epistemológicos e políticos que contribuam para uma avaliação mais democrática, dialógica e descolonial nas escolas brasileiras? A partir dessa problematização, o artigo examina fundamentos teóricos, experiências emergentes e efeitos possíveis dessa reconfiguração, compreendendo a avaliação como território de disputa e de construção coletiva do conhecimento. Teoricamente, fizemos uso das obras de Angelo & Cross (1993), Apple (2001; 2019), Ball (2005; 2007; 2008), Boaventura de Sousa Santos (2002; 2006; 2013; 2014; 2019), Brookfield (2017), Darling-Hammond (2010), Dardot & Laval (2016), Fanon (2008; 2022), Freire (1979; 1992; 2014a; 2014b; 2014c; 2014d), Giroux (1997; 2011; 2022; 2024), Habermas (1972; 2003), Laclau (1990), McLaren (1994; 1997; 2000; 2005; 2014), Mignolo (2010; 2012a; 2012b), Quijano (2000; 2020), Santomé (2003), hook (1994; 2003), Tuhiwai Smith (2007), Walsh (2013; 2019), Wiliam (2011), entre outros. A pesquisa é de caráter qualitativo (Minayo, 2007), descritiva e bibliográfica (Gil, 2008) e com o viés analítico compreensivo (Weber, 1949). Os achados indicam que, no plano teórico-conceitual, a participação estudantil reconfigura a avaliação ao deslocá-la de uma lógica centrada na mensuração para uma perspectiva dialógica que valoriza a produção compartilhada de sentidos. A análise das obras examinadas demonstra que práticas participativas operam como gestos contra-hegemônicos capazes de desafiar a racionalidade tecnocrática e os dispositivos coloniais que historicamente organizaram o campo avaliativo. Verifica-se, ainda, que esse movimento potencializa a emergência de epistemologias desobedientes, ampliando a autonomia intelectual dos estudantes e fortalecendo vínculos pedagógicos mais horizontais. Ademais, os referenciais teóricos analisados convergem ao apontar que a participação ativa do aluno desestabiliza hierarquias escolarizadas naturalizadas, abrindo espaço para formas mais colaborativas de construção do conhecimento. Assim, a pesquisa evidencia que a avaliação participativa constitui um horizonte descolonial promissor para a democratização das práticas educativas no Brasil.
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Comment cette classification a été obtenuedéplier
Prédiction distillée sur la base complète
Imitation des enseignantsNi prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Apprise à partir de 10 348 étiquettes directes de Codex et de 10 348 étiquettes directes de Gemma. Le mode candidate est l'union des têtes enseignantes seuillées; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont ni des étiquettes humaines ni des étiquettes directes de modèles de pointe.
Scores Codex et Gemma par catégorie
| Catégorie | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Métarecherche | 0,006 | 0,007 |
| Méta-épidémiologie (sens strict) | 0,001 | 0,001 |
| Méta-épidémiologie (sens large) | 0,001 | 0,001 |
| Bibliométrie | 0,000 | 0,001 |
| Études des sciences et des technologies | 0,003 | 0,001 |
| Communication savante | 0,002 | 0,001 |
| Science ouverte | 0,002 | 0,000 |
| Intégrité de la recherche | 0,001 | 0,002 |
| Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger) | 0,018 | 0,003 |
Scores machine (provisoires)
Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.
Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.
score_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découleClassification
machine, non validéePrédiction automatique; les deux têtes enseignantes s’accordent sur ce qui est montré ici.
Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».