Tumores oculares em animais de companhia
Notice bibliographique
Résumé
Os tumores oculares são bastante raros nos cães e nos gatos, podendo ter várias localizações que incluem a órbita, globo ocular e anexos oculares. Devido à difícil localização destes tumores, muitas das vezes as consequências são nefastas, tendo um impacto negativo na função e estrutura ocular, limitando a terapêutica e o prognóstico. Estes tumores são muito mais frequentes em cães do que em gatos, mas a probabilidade de apresentarem comportamento maligno é maior nos gatos. O tratamento na grande maioria das vezes passa pela excisão cirúrgica da massa ou pela enucleação/exenteração, sendo considerada curativa. Este estudo analisou de forma retrospetiva 12 animais diagnosticados com 13 neoplasias oculares no Hospital Veterinário de Trás-os-Montes (HVTM), em Vila Real, entre 1 de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2022. O objetivo foi a descrever as caraterísticas epidemiológicas dos casos elegíveis. Depois de analisar os resultados, verificou-se que a maioria dos animais incluídos no estudo eram cães (n=11; 92,00%), existindo apenas um gato (n=1; 8,00%). Em relação aos cães, 72,73% eram do sexo masculino (n=8) e 27,27% do sexo feminino (n=3). As raças caninas mais descritas foram o Labrador retriever (n=2; 18,18%), Shihtzu (n=2; 18,18%) e sem raça definida (n=2; 18,18%). O único gato era da raça Persa. Os animais elegíveis apresentavam uma idade compreendida entre 1 ano e 14 anos, sendo a média da idade canina de 8,45 ± 3,45 anos. O único gato incluído tinha 13 anos. O ano com um maior número de diagnósticos de neoplasia ocular foi 2021 (n=6; 50,00%), seguido de 2022 (n=5; 41,67%) e de 2020 (n=1; 8,33%). O principal motivo da consulta nos cães foi o aparecimento de uma massa palpebral (n=6; 54,55%), sendo o mesmo motivo da consulta do único gato incluído no estudo. Relativamente aos sinais clínicos dos cães, o mais descrito foi a presença de uma massa palpebral (n=9; 81,82%), correspondendo também ao mesmo motivo da consulta do único gato incluído no estudo. Verificou-se igualmente que a maioria dos tumores oculares identificados em cães apresentavam caraterísticas histológicas compatíveis com um comportamento benigno (n=10; 83,33%) em comparação ao comportamento maligno (n=2; 16,67%) e o único tumor ocular felino apresentava comportamento maligno. A grande maioria das neoplasias oculares nos cães era de origem epitelial (n=10; 83,33%), existindo apenas um caso de neoplasia mesenquimatosa (n=1; 8,33%) e um tumor de células redondas (n= 1; 8,33%). Nos cães, metade dos tumores identificados correspondiam ao epitelioma das glândulas de Meibómio (n=6; 50,00%) e o único caso felino correspondia a um adenocarcinoma das glândulas sudoríparas. Portanto, a grande maioria dos tumores oculares nos cães apresentavam localização nas glândulas de Meibómio (n=8; 80,00%). A média do tamanho tumoral de todos os casos foi de 0,37 cm. Relativamente ao método de diagnóstico, a maioria dos cães foi sujeito a biopsia (n=10; 90,91%). Por fim, quanto ao tratamento a que os cães foram sujeitos, a sua grande maioria realizou a exérese do nódulo (n=9; 90,00%), tal como o único gato, e apenas um cão foi sujeito a enucleação (n=1; 10,00%). Consoante os resultados obtidos, é possível conjeturar que as neoplasias oculares são bastante raras, tanto em cães como em gatos, apesar de serem mais comuns no cão e apresentarem, na sua maioria, comportamento benigno com localização palpebral e, dentro desta, as glândulas de Meibómio apresentam um maior destaque.
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Comment cette classification a été obtenuedéplier
Prédiction distillée sur la base complète
Imitation des enseignantsNi prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Apprise à partir de 10 348 étiquettes directes de Codex et de 10 348 étiquettes directes de Gemma. Le mode candidate est l'union des têtes enseignantes seuillées; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont ni des étiquettes humaines ni des étiquettes directes de modèles de pointe.
Scores Codex et Gemma par catégorie
| Catégorie | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Métarecherche | 0,006 | 0,003 |
| Méta-épidémiologie (sens strict) | 0,001 | 0,001 |
| Méta-épidémiologie (sens large) | 0,000 | 0,000 |
| Bibliométrie | 0,004 | 0,005 |
| Études des sciences et des technologies | 0,002 | 0,002 |
| Communication savante | 0,000 | 0,000 |
| Science ouverte | 0,001 | 0,001 |
| Intégrité de la recherche | 0,001 | 0,001 |
| Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger) | 0,000 | 0,000 |
Scores machine (provisoires)
Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.
Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.
score_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découleClassification
machine, non validéePrédiction automatique; un appel candidat d’une seule tête enseignante, pas un consensus.
Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».