Theories of metamorphosis in literature : from the godly violence to the alterity in Ovid, Apuleius, Kafka, Lispector and King
Notice bibliographique
Résumé
O objetivo da tese é investigar a metamorfose em suas variadas formas enquanto narrativa, considerando a transformação física, psicológica ou textual da subjetividade das personagens ou dos narradores em obras literárias. Do ponto de vista metodológico, primeiro, buscou-se textos que fundamentassem o signo da metamorfose em Richard Buxton (2009) e Paul Forbes Irving (1990). Em seguida, produziu-se um panorama histórico que derivou de pesquisa bibliográfica de artigos e ensaios, incluindo os textos críticos de Gustavo Bernardo (2018) e de Vera Silva (1984) que exploram circunstâncias históricas do tema na literatura. Após, pesquisou-se teorias que se aproximassem do que a metamorfose apresentava enquanto movimento ontológico e linguístico, sendo elas as teorias de Kai Mikkonen (1996), Gaston Bachelard (1986) e Deleuze e Guatarri (2002). Paralelamente, foram lidas Metamorfoses, de Públio Ovídio, O asno de ouro, de Lúcio Apuleio, A metamorfose, de Franz Kafka, A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector e A Short History of Indians in Canada, de Thomas King, objetivando identificar trechos narrativos em que a metamorfose ocorresse para um capítulo de análises. Se antes, a metamorfose era lida pelo fogo, enquanto metáfora conceitual da natureza humana, proposta por Bachelard (1986), com o recorte das obras analisadas e a ótica Deleuze e Guatarri (2002), percebeu-se a exibição de uma subjetividade desviante, caracterizada pelo experimentalismo artístico. A importância da vida corporal enquanto mito de Stanley Keleman (2001) e, por último, a leitura pós-colonial sobre a pedagogia e a performance, de Homi K. Bhabha (1998), permitiu compreender a condição corpórea e cultural da metamorfose, seja fisicamente materializada no texto ou enquanto metafísica para a construção interior das personagens ou narradores. Aparecendo fisicamente em Ovídio e Apuleio, as transformações exibem a violência sob os corpos femininos e animais; em Clarice, a metamorfose surge como método filosófico para trabalhar uma transformação da essência, do estado e do interior da narradora. Se, em Kafka, a metamorfose aparece ligada às indústrias e ao caráter maquinário de produção, em King, ela se associa à instituição, à identidade indígena e ao discurso colonial. Comparativamente, há nessas narrativas, elementos como o agente de metamorfose, o ser/objeto metamorfoseado e as noções de resistência e hierarquia. A resistência alude à questão da identidade e da subjetividade, entrelaçadas à noção de pedagogia e performance. Os sucessivos entrecruzamentos do processo metamórfico com a história, a filosofia, a linguagem e a recepção literária mostraram que a criação de narrativas de metamorfose se transformam a partir de acontecimentos históricos, de condições econômicas e de uma arquitetura sociocultural, podendo ser formas de releituras filosóficas para teorias contemporâneas da ficção. Concluiu-se que as metamorfoses nas narrativas pressupõem uma condição de poder complexa, mostrada através da violência naquilo ou naqueles que questionam a ordem, representando a vontade emudecida de construções exiladas, que expressam resistência. A condição para uma narrativa de metamorfose é constituída de três elementos essenciais: a instabilidade, a violência, e a alteridade.
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Scores du classifieur distillé par catégorie (deux têtes)
| Catégorie | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Métarecherche | 0,002 | 0,006 |
| Méta-épidémiologie (sens strict) | 0,000 | 0,000 |
| Méta-épidémiologie (sens large) | 0,000 | 0,000 |
| Bibliométrie | 0,004 | 0,004 |
| Études des sciences et des technologies | 0,006 | 0,027 |
| Communication savante | 0,009 | 0,012 |
| Science ouverte | 0,001 | 0,005 |
| Intégrité de la recherche | 0,002 | 0,003 |
| Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger) | 0,006 | 0,001 |
Scores machine (provisoires)
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machine, non validéePrédiction automatique; un appel candidat d’une seule source (Gemma direct ou Codex distillé), pas un consensus.
Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».