A prática do xamanismo entre os Kaingang do Brasil meridional: uma breve comparação com o xamanismo Bororo
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Bibliographic record
Abstract
Os Kaingang, uma sociedade ameríndia da família lingüística Jê, habitantes do sul do Brasil, possuem xamãs, nomeados de kuiã, que provêem de somente uma metade (a metade Kamé) e que dispõem de um animal-auxiliar associado a sua metade de origem. No plano sociológico, tudo se passa como se o xamanismo kaingang envolvesse uma metade, que se ocupa, sem partilha ou complementaridade com a outra metade, de sua prática. Este fato contrasta com os outros aspectos da vida ritual kaingang que se caracteriza pela obrigatoriedade complementar entre os membros das metades kamé e kairu. De um ponto de vista comparativo, o caso Kaingang difere da assimetria e da necessária complementaridade existente entre os Bororo, entre os xamãs bope, quase sempre da metade tugarege, e xamãs aroe, que são quase sempre da metade exarae. Bope e aroe são complementos inversos um do outro que definem os pólos ideológicos da sociedade bororo. Em contraste, o xamanismo kaingang parece corresponder à forma restrita do princípio hierárquico que concebe uma oposição cujos componentes estão ligados por uma relação de contrariedade, a oposição hierárquica, definida como uma relação englobante-englobado. Um dos termos (kamé) é idêntico ao todo e engloba o outro (kairu). O dualismo permite o engendramento de contrastes úteis em função dos contextos muito variados e mutáveis, contrastes que são construídos a partir de princípios simples: o idêntico e o diferente, o uno e o múltiplo, o centro e a periferia, o masculino e o feminino, o alto e o baixo, etc. No plano de uma sociedade de organização dualista - como o caso dos Kaingang e Bororo demonstram - é importante determinar a relação respectiva das metades afim de compreender seu papel complementar e assimétrico na constituição da instituição da prática xamânica. Este estudo demonstra a urgência e o interesse de estender a comparação às outras sociedades Jê.
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Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.001 | 0.001 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.002 | 0.002 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.002 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.000 | 0.002 |
| Science and technology studies | 0.008 | 0.004 |
| Scholarly communication | 0.001 | 0.001 |
| Open science | 0.002 | 0.001 |
| Research integrity | 0.001 | 0.001 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.017 | 0.004 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from it