Fisioterapia respiratória, capacidade de exercício e predição de mortalidade em pacientes com fibrose cística
Bibliographic record
Abstract
Introdução: A fibrose cística (FC) é uma doença genética, multissistêmica, caracterizada pela perda progressiva da função pulmonar e obstrução das vias aéreas. Assim, a limitação ao fluxo aéreo e a hiperinsuflação dinâmica podem limitar da capacidade de exercício desses pacientes. Além disso, a capacidade de exercício têm se correlacionado com a sobrevida de crianças e adultos com FC. Objetivo: Avaliar o efeito da fisioterapia respiratória sobre a capacidade de exercício e o papel do consumo máximo de oxigênio como preditor de mortalidade em pacientes com FC. Métodos: Está tese está dividida em dois artigos. O artigo 1 foi um estudo piloto, prospectivo, randomizado e cross-over realizado em crianças com diagnóstico de FC, com idade >9 anos e >128 cm de altura. Foram realizadas duas visitas com um mês de intervalo, sendo uma com a realização da fisioterapia respiratória utilizando pressão expiratória positiva e drenagem autogênica, antes da espirometria, pletismografia e do teste de exercício cardiopulmonar (TECP), e outra sem a realização da fisioterapia respiratória. O TECP foi realizado no ciclo ergômetro com a utilização do protocolo de Godfrey. Todos os testes seguiram as recomendações internacionais. O artigo 2 consistiu em uma revisão sistemática e meta-análise, no qual foi realizada uma pesquisa on-line nas bases de dados PubMed, Embase, LILACS e SciELO. Foram incluídos estudos de coorte que avaliaram as taxas de mortalidade após medições do consumo máximo de oxigênio (VO2pico) durante um TECP. A análise de qualidade dos artigos selecionados foi realizada com a escala Newcastle-Ottawa. O principal desfecho avaliado foi a mortalidade de pacientes com FC. Sempre que possível, e se apropriado, foi realizada uma meta-análise de efeito aleatório. Resultados: No estudo 1 foram incluídos 12 pacientes com FC com média de idade de 12,83±1,85 anos, o índice de massa corporal em escore Z foi 0,08±0,82 e 75% deles apresentavam um alelo ΔF508. Não foram encontradas diferenças significativas no consumo máximo de oxigênio com a realização da fisioterapia respiratória. No entanto, houve uma diminuição significativa na ventilação minuto (VE) e nos equivalentes ventilatórios para o consumo de oxigênio (VEVO2) e para a produção de gás carbônico (VEVCO2) no limiar anaeróbico quando realizaram fisioterapia respiratória antes do TECP. A média da VE (L.min-1) foi 26,67±5,49 vs 28,92±6,30 (p=0,05), VEVO2 (L.min-1) foi 24,5±1,75 vs 26,05±2,50 (p=0,03) e VEVCO2 (L.min-1) foi 26,58±2,41 vs 27,98±2,11 (p=0,03). No estudo 2 foram incluídos seis estudos de coorte, totalizando 551 participantes. Cinco estudos foram classificados com alta qualidade metodológica. Foram realizadas duas análises diferentes para avaliar a influência do VO2pico sobre a mortalidade. A diferença total padronizada significativa entre as médias do VO2pico nos grupos sobrevivente ou não-sobrevivente foi -0,606 (IC95%= -0,993 – -0,219; p=0,002). Além disso, os pacientes com menor VO2pico foram associados a um risco de mortalidade significativamente maior (RR: 4,896; IC95%= 1,086 – 22,072; p=0,039). Conclusão: Os resultados obtidos sugerem que a realização de fisioterapia respiratória antes do exercício pode levar a uma melhora da dinâmica ventilatória durante o exercício em pacientes com FC. Além disso, a revisão sistemática com meta-análise demonstrou que baixos níveis de absorção máxima de oxigênio estão associados a um aumento de 4,8 vezes no risco de mortalidade na FC, indicando que o VO2pico também pode ser uma importante variável de acompanhamento.
Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.
How this classification was reachedexpand
Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.003 | 0.001 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.001 | 0.001 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.002 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.001 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.001 | 0.001 |
| Scholarly communication | 0.000 | 0.000 |
| Open science | 0.001 | 0.000 |
| Research integrity | 0.002 | 0.002 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.001 | 0.000 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one teacher head, not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".