Bibliographic record
Abstract

 
 
 
 O álcool foi um importante elemento dentro da sociedade colonial que viria formar o Canadá desde seus primórdios – seja como valoroso produto dentro da dinâmica do comércio de peles com os nativos, seja como fonte segura para hidratação – e se fez fortemente presente no Canadá em sua era pré-industrial como um todo, tanto em momentos de lazer como até mesmo nos ambientes de trabalho, podendo ser consumido sem maiores problemas.
 
 
 
 
 
 
 No século XIX, entretanto, em conjunto com a ascensão industrial, essa substância vê crescerem exponencialmente questionamentos acerca de seu uso na Europa e na América do Norte por conta de um possível uso problemático, abuso por parcela da população que trazia consigo problemas de ordem pública – como a segurança – bem como de ordem privada – como o bem-estar das famílias –, onde religião e ciência moveram os movimentos e as sociedades pela temperança emergentes nesse período, sendo o cunho religioso predominante dos espaços norte-americano e canadense. O historiador canadense Desmond Morton considerou a luta antialcoólica como a maior cruzada do século XIX no Canadá.
 
 
 
 
 
 
 Num primeiro momento, nas primeiras décadas do século XIX, mostrou-se um movimento que visava à moderação, à temperança de fato, condenando os destilados e considerando os fermentados higiênicos, aptos a serem consumidos em moderação; a ideia era, por via educacional e informacional, resolver o problema pela autoindulgência individual. Na década de 1830, porém, começam a emergir grupos denominados teetotallers que visavam à abstinência total acerca do consumo alcoólico; com o crescimento desses grupos, começaram a surgir demandas legais para combater o consumo alcoólico no país, dando origem a medidas como o Scott Act de 1878, o qual permitiu aos municípios decidirem sobre a proibição alcoólica em seus territórios.
 
 
 
 
 
 
 Essa grande disputa ideológica acerca do consumo alcoólico leva, em 1898, à realização de um plebiscito nacional sobre proibir ou não a venda e consumo alcoólico; a não implementação da proibição em nível nacional por ele devido à forte oposição franco-católica é um ponto de virada importante para os movimentos pela temperança, que voltarão suas forças às esferas provinciais a partir de então, conseguindo sucessivas vitórias pró-proibição nas duas primeiras décadas do século XX. O Québec, que seria a última província a implementar a proibição, adota via plebiscito realizado em 1919 um modelo regulatório de estatização da distribuição e venda de bebidas alcoólicas que serviu de modelo para outras províncias que viriam a adotá-lo nas décadas seguintes.
 
 
 
 
 
 
 A presente pesquisa estrutura-se sobre análise crítica de historiografia em língua inglesa e francesa – sendo Booze: a distilled history (2003) do historiador canadense Craig Heron obra central nessa análise – amparando-se na teoria do deslocamento do psicólogo canadense Bruce Alexander e busca trazer uma contribuição em uma temática pouco trabalhada no cenário historiográfico nacional.
 
 
 
Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.
How this classification was reachedexpand
Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.001 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.000 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.000 |
| Bibliometrics | 0.000 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.000 | 0.000 |
| Scholarly communication | 0.001 | 0.000 |
| Open science | 0.001 | 0.000 |
| Research integrity | 0.000 | 0.000 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.003 | 0.005 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; both teacher heads agree on what is shown here.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".