Racionalidade Afetiva: A Justa Medida entre a Razão Argumentativa e a Ética do Cuidado
Bibliographic record
Abstract
cuidado Acir de Matos Gomes Márcia Silva Pituba Freitas Considerações iniciais D esde o final da Segunda Grande Guerra Mundial (1939 -1945), marco histórico do início da Pós-Modernidade, o mundo passa por grandes transformações tecnológicas, políticas, sociais e econômicas que trazem consigo mudanças que têm impactado nas relações entre as pessoas.O que não significa dizer que as relações de poder se extinguiram e que foi sucumbido o saber controlador, mas que os laços entre os seres humanos se renovam.Ainda é curioso perceber que "a invocação de 'amar o próximo como a si mesmo' , diz Freud (em O mal-estar na civilização), é um dos preceitos fundamentais da vida civilizada 1 ".Jesus Cristo pregou essa máxima há mais de 2.000 anos.A partir do contexto retórico 2 do qual somos parte, habitamos o Século XXI e fazemos parte da Idade Pós-Moderna, dessa forma, vivemos em um líquido cenário de modernidade, em que nada se finca com uma garantia de permanência.3 O que antes se enxergou como seguro, pois havia de permanecer como duradouro, era engessado e paralisante, não proporcionou mudanças a curto prazo.Esse foi o tempo em que a razão alcançou seu apogeu, pois teve a pre-1 Bauman, 2004, p. 97. 2 Ferreira (2010, p. 31) conceitua o contexto retórico como: "o conjunto de fatores temporais, históricos, culturais, sociais etc., que exercem influência no ato de produção e de recepção dos discursos".3 Bauman, 2004.tensão de superar o mito e dissipar o desconhecido.Quando o excesso da razão predominou, fez o ser humano retroceder ao mitológico e ao irracional, como bem afirmam Adorno e Horkheimer na Dialética do esclarecimento, 4 pois a racionalidade em demasia pode anestesiar uma compreensão mais afetiva e sensível do mundo.5 No fluxo corrente da natureza humana, continuamos a nos digladiar entre as paixões e a razão.Os discursos retóricos, dentro do Judiciário, se modificam com pequenos passos, mas já podemos perceber que avançamos em direção aos Direitos Humanos.Por exemplo, a Justiça se permite sofisticar, ao simplificar as decisões judiciais, de forma que o cidadão comum tenha acesso à leitura das sentenças, que se revestem de um maior grau de legibilidade.Percebemos que a razão moderna se renova não só como fruto de técnica e racionalidade argumentativa, mas cede espaço ao afeto, à empatia e à alteridade.O que se revela com a denominação de uma ética do cuidado, cuja necessidade imediata é tornar-se uma prática frequente de solidariedade social, para, em consequência, ensejar compaixão e tolerância e demarcar o lugar do afeto como categoria social valiosa e relevante.Para nós, em revisita a Aristóteles, fez-nos pensar em uma racionalidade afetiva: a justa medida 6 de uma razão que se finca em argumentos lógicos-concretos, porém não mais se fecha hermeticamente em si mesma, ao contrário, permite-se afetar e sensibilizar ao focar o outro, voltar o olhar em atenção aos demais sujeitos.A questão desse trabalho é trazer para a análise como a renovação de paradigmas dominantes ocorrem a partir dos primeiros sinais de mudança de mentalidade e ação e trazem consigo impactos sociais decorrentes desse ato retórico.O corpus é um recorte da vida real, representado por uma sentença de emancipação, que integra um processo judicial, em que um magistrado sai da cautela do Juízo que o protege, e, indignado, é tomado de coragem para falar em primeira pessoa e agir revestido de prudência, a partir da ética do cuidado, para realizar um verdadeiro ato de justiça, que, segundo Aristóteles, é a mais importante das virtudes.Durante esse percurso, vamos contextualizar retoricamente o processo judicial -"mundo" em que ocorrem vários atos retóricos -, dessa forma, trazemos os atores e a narrativa guardada no mencionado processo, conceituamos a racionalidade afetiva e destacamos quais paixões e virtudes movimentam os atos retóricos concretizados.
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How this classification was reachedexpand
Full frame machine prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. The Gemma side is a direct model label for every work in the frame, read from the title-only record. The Codex side is a classifier learned from the 10,348 direct Codex labels and calibrated to design-weighted sample rates; fields without enough sample support carry no Codex call. Candidate is the union of the two sides; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels.
Distilled classifier scores by category (both heads)
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.005 | 0.013 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.001 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.000 |
| Bibliometrics | 0.002 | 0.003 |
| Science and technology studies | 0.007 | 0.027 |
| Scholarly communication | 0.015 | 0.010 |
| Open science | 0.002 | 0.005 |
| Research integrity | 0.008 | 0.010 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.014 | 0.001 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one source (direct Gemma or distilled Codex), not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".