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Record W4306411113 · doi:10.14295/jmphc.v14.1264

Cozinhas comunitárias enquanto estratégia política de segurança alimentar, nutricional e combate à fome

2022· article· pt· W4306411113 on OpenAlexaboutno aff
Renan Antonio, Lúcia Dias da Silva Guerra

Bibliographic record

VenueJMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750 · 2022
Typearticle
Languagept
FieldEnvironmental Science
TopicRural Development and Agriculture
Canadian institutionsnot available
Fundersnot available
KeywordsPolitical scienceAgricultural scienceBiology

Abstract

fetched live from OpenAlex

Um marco internacional no combate à doença da fome, na promoção da saúde e no direito humano à alimentação adequada, foi a saída do Brasil, em setembro de 2014, do Mapa da Fome elaborado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – ONU/FAO. Segundo levantamento da FAO, o país reduziu em 82% a população de brasileiros em estado de subalimentação entre os anos de 2002 e 2013 e, naquele ano, menos de 5% da população brasileira estava em situação de insegurança alimentar grave, resultado este creditado, principalmente, ao Programa Fome Zero. Hoje, dados do projeto VigiSAN (Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil), cerca de 9% da população brasileira passa fome, e outros 46% se encontram em insegurança alimentar moderada e leve. Esta situação alimentar afeta, ao todo, mais de 116 milhões de brasileiros, um fenômeno social total, como afirmou Josué de Castro: para além das questões nutricionais, [a fome] envolve a política, a história, a economia, o social. A experiência do Programa Fome Zero apontou a necessidade de que aspectos do abastecimento, da alimentação, da saúde, da educação e da nutrição devem trabalhar juntos enquanto estratégia de combate à insegurança alimentar e à fome. Muitas das políticas e diretrizes vinculadas ao programa foram descontinuadas ao longo dos últimos seis anos, entre elas as políticas de cozinhas comunitárias. Essas cozinhas representam uma estratégia de política em saúde, de soberania alimentar e de combate à fome a partir da construção coletiva e participação da comunidade, visando garantir benefícios nutricionais e sociais, tais como melhora da coesão social, promoção à saúde e empoderamento. Desse modo, o presente estudo visa investigar tais modelos de intervenção, tão distintos na literatura internacional, com enfoque nas iniciativas de organização popular. Analisar na literatura científica iniciativas de organização popular na implantação de cozinhas comunitárias enquanto política de saúde, segurança alimentar e nutricional (SAN) e combate à fome. Como objetivos específicos, este estudo visa: a) distinguir as iniciativas comunitárias das políticas públicas de SAN; b) debater sobre a implementação e ampliação de cozinhas comunitárias enquanto política pública; c) levantar e comparar os modelos de cozinhas comunitárias encontrados na literatura internacional. Este estudo é uma revisão integrativa sistematizada da literatura, incluindo buscas em seis bases de dados sem limite de data, em língua inglesa e espanhola, sobre o tema cozinhas comunitárias. As bases de dados utilizadas para busca bibliográfica foram: Web of Science; CiNAHL; Embase; Scopus; PubMed; e BVS. A partir da pergunta de pesquisa “O que a literatura científica apresenta sobre cozinhas comunitárias enquanto política pública de saúde, segurança alimentar e nutricional e combate à fome?”, foram escolhidas categorias de análise, destas foram derivados descritores devidamente catalogados em língua portuguesa, partindo dos polos: objeto (cozinhas comunitárias) e fenômeno (política pública de saúde, SAN e fome). Neste estudo optou-se por não incluir o polo contexto devido à limitação e restrição dos resultados encontrados em buscas preliminares. Para a construção da sintaxe, após testes preliminares englobando os descritores previamente selecionados, observou-se a necessidade de inclusão de termos-livres no objeto que delimitavam a busca, aumentado a especificidade relacionada à categoria “Cozinhas-Comunitárias”. Dessa forma, encontramos palavras que, na literatura, se relacionavam ao objeto. A sintaxe final em inglês foi: (“Community kitchen” OR “Community kitchens” OR “collective kitchen” OR “collective kitchens” OR “communal kitchen” OR “popular cuisine” OR “solidary kitchen” OR “solidary kitchens”) AND (“Food insecurity” OR “Food security” OR “food aid” OR hunger OR “collective feeding” OR “health policy” OR “public health practice” OR “public policy” OR “nutrition policy” OR “community health services” OR “food and nutrition unit” OR “food services” OR “nutrition programs and policies” OR “community organisation” OR “community participation” OR “community networks” OR “public health” OR “social health” OR Community OR social). Com a finalização da sintaxe e dos critérios de inclusão e exclusão, procedeu-se a busca nas bases de dados em fevereiro de 2022 e elaboração do fluxograma PRISMA. Nesta etapa, foram utilizados os softwares gratuitos Zotero, Rayyan e Lucid-Chart. Na primeira etapa do fluxograma, foram identificados 1.408 títulos, destes foram excluídos as duplicatas e os títulos que não correspondiam a artigos, restando 1.202 artigos que foram exportados para o processo de síntese e análise no Rayyan. O próximo passo foi a seleção dos estudos, pela leitura de títulos e resumos, classificando-os em Include, Maybe e Exclude. Nesta etapa, com dupla checagem, foram excluídos 1.168 artigos, restando 34 artigos para revisão integrativa. A análise dos artigos constatou a existência de modelos de cozinhas comunitárias em, ao menos, quinze países: Argentina, Australia, Bolívia, Brasil, Canada, China, Colômbia, Espanha, EUA, Índia, Inglaterra, Líbano, México, Nicarágua e Peru. Os estudos sobre cozinhas diferem quanto ao design, características populacionais, tipo de intervenção, metodologia de coleta de dados e análise de impactos. Dentre estes, são abordados os seguintes temas: impactos econômicos, sociais, nutricionais, culturais e educacionais; saúde mental; redes de apoio social; empoderamento feminino e de comunidades; desenvolvimento e desnutrição infantil; coesão social; combate à violência e à fome; habilidades culinárias; promoção à saúde; entre outros. A análise preliminar sugere que não há consenso na literatura acerca do conceito, da nomenclatura e das definições sobre cozinhas comunitárias. Os estudos encontrados incorporam nomes, tais como “soup kitchens”, “community kitchens”, “healthy kitchens”, “collective kitchens” e “communal kitchen”, para designar intervenções que guardam muitas semelhanças entre si. De modo geral, é possível perceber um denominador comum no que tange à participação da comunidade e ao impacto social. Tais características ajudam a distinguir as cozinhas comunitárias de outros programas de SAN e combate à fome, como bancos de alimentos, programas de distribuição direta de renda, os cupons e tickets alimentação e os programas de alimentação escolar. Espera-se que esta revisão possa contribuir para elucidar a importância deste objeto de pesquisa, a relevância que as cozinhas comunitárias apresentam enquanto política social, e o seu papel para a garantia da SAN e combate à fome, contribuindo para efetivação do direito humano à alimentação adequada.

Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.

How this classification was reachedexpand

Full frame distilled prediction

Teacher imitation

Not calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.

metaresearch head score (Codex)0.003
metaresearch head score (Gemma)0.000
Version: codex-gemma-dda1882f352aValidation status: machine_predicted_unvalidated
Candidate categoriesMeta-epidemiology (narrow), Science and technology studies, Insufficient payload (model declined to judge)
Consensus categoriesnone
DomainCandidate signal: none · Consensus signal: none
Study designCandidate signal: Not applicable · Consensus signal: Not applicable
GenreCandidate signal: Empirical · Consensus signal: Empirical
Teacher disagreement score0.335
Threshold uncertainty score0.999

Codex and Gemma teacher scores by category

CategoryCodexGemma
Metaresearch0.0030.000
Meta-epidemiology (narrow)0.0010.001
Meta-epidemiology (broad)0.0010.001
Bibliometrics0.0010.001
Science and technology studies0.0020.000
Scholarly communication0.0000.001
Open science0.0020.002
Research integrity0.0000.002
Insufficient payload (model declined to judge)0.0060.000

Machine scores (provisional)

The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.

Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.

Opus teacher head0.007
GPT teacher head0.245
Teacher spread0.237 · how far apart the two teachers sit on this one work
Validation statusscore_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from it

Classification

machine, unvalidated

Machine predicted; a candidate call from one teacher head, not a consensus.

Study designNot applicable
Domainnot available
GenreEmpirical

How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".

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Published2022
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