Espacialidades da participação: agenciamentos entre cultura, política e subjetivação neoliberal.
Bibliographic record
Abstract
Desde 1960, a participação tem nomeado uma miríade de discursos e práticas localizadas entre os campos da arte e da arquitetura e urbanismo. Sob este termo guarda-chuva encontramos desde as formas de reorganização do canteiro de obras, como defendia Sergio Ferro, às atuais tecnologias de planejamento urbano dito inteligente, inclusivo ou compartilhado; passando também pelas experimentações de relações intersubjetivas alternativas entre percepção, corpo e espaço, como foram as vivências descondicionantes de Hélio Oiticica, ou como atualmente perseguem as apropriações de edifícios e espaços livres praticadas pelos chamados artivismos. O que permite unir estes e tantos outros exemplos é a dissolução de limites convencionais que regiam a produção do espaço em direção a um enfoque sobre processos sociais de toda ordem. No entanto, longe de configurar um lugar comum de experimentações, o que estamos chamando de espacialidades da participação revelam: 1) um campo de permanente disputa sobre seus significados estéticos e também políticos; 2) um contraditório processo de difusão e institucionalização do que, nos turbulentos anos 1960-70, parecia configurar diferentes horizontes de transformação política e social; e, finalmente, 3) A ressignificação de termos como obra-aberta, experiência, colaboração, criatividade ou interatividade, hoje confundidas com as transformações produtivas, culturais e subjetivas levadas a cabo pela emergência da racionalidade neoliberal: aquela que, segundo Dardot e Laval (2016), ao superar as regras fixas e hierarquizadas do mundo fordista, fundou o sujeito empresarial - competitivo, autorrealizável, flexível, precário, fluido, sem gravidade. Interessa compreender, portanto, e esta é a hipótese da pesquisa, se os discursos e as práticas da participação configuram um dos nós centrais no conjunto de transformações levadas a cabo pela formação discursiva da racionalidade neoliberal e que vem afetando as relações de produção e de trabalho, redefinindo instituições e organizações políticas, pautando o desenvolvimento tecnológico e produzindo novas formas de subjetividade e de sociabilidade. Desta perspectiva, a pesquisa busca compreender a participação como um dispositivo do poder biopolítico; e as espacialidades da participação como um conjunto de agenciamentos sociais, culturais e políticos capazes de pôr em funcionamento o exercício da subjetividade empresarial.
Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.
How this classification was reachedexpand
Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.001 | 0.001 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.001 | 0.001 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.000 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.002 | 0.000 |
| Scholarly communication | 0.001 | 0.001 |
| Open science | 0.001 | 0.000 |
| Research integrity | 0.001 | 0.001 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.013 | 0.011 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; both teacher heads agree on what is shown here.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".