PARA A INSTITUIÇÃO DO INAPROPRIÁVEL: O COMUM COMO PRÁXIS A PARTIR DE DARDOT E LAVAL
Bibliographic record
Abstract
Publicada em 2014, a obra de Pierre Dardot e Christian Laval, Comum: ensaio sobre a revolução no século XXI, propõe um acoplamento que dificilmente passaria despercebido ao leitor já familiar com o trabalho coletivo de 2009, isto é, A Nova Razão do Mundo.Isso porque, enquanto a obra de 2009 se esforçava por reconstruir a "genealogia do neoliberalismo" (DARDOT; LAVAL, 2014, p. 401) a sua conclusão já anunciava a necessidade de se conceber, sob a ótica de uma política do comum, um regime de contracondutas capaz de se contrapor e desativar os dispositivos de produção daquele sujeito empreendedor de si engendrado pelas práticas e pelos discursos da razão neoliberal.Pretendemos, no presente trabalho, reconstruir as linhas gerais que permitiram aos autores operar esse encaixe entre, de um lado, um exame minucioso das táticas e das tecnologias do espraiamento generalizado da racionalidade neoliberal e, de outro, uma arqueologia propositiva orientada pelo projeto de inscrever no debate contemporâneo os indícios de um novo princípio de aglutinação das lutas políticas, isto é, o comum, tomado como o horizonte de uma prática instituinte de uma nova forma de vida capaz de superar o rebaixado panorama da sociedade concorrencial.O COMUM E OS COMUNS: TEORIA E PRÁTICA PARA UM BEM VIVER PLANETÁRIO 143 grupo Socialisme ou Barbarie, revelam-se nódulos incontornáveis no interior dessa arquitetura argumentativa.O comum será, portanto, visado, como um conceito operacional capaz de articular uma série de recusas e um conjunto de proposições.Contra o essencialismo ontológico que pretende resgatar o potencial de resistência, seja no dado natural dos recursos ambientais, seja nas instituições não mercantis do Estado social, o que Dardot e Laval procuram demonstrar é o modo pelo qual o neoliberalismo implica a necessidade de se colocar o problema do comum em nova chave.Deve-se ter em vista que a única solução política eficaz é aquela que reconhece a necessidade não da defesa ou do reforço do já existente, mas, a imperatividade de se pensar a partir das condições históricas dadas, da capacidade de se conjurar o novo no palco das lutas políticas do presente. Primeiro esboço de um problema: para além da Multidão e do ImpérioA reflexão de Dardot e Laval acerca do comum tem uma história que ultrapassa a elaboração da questão neoliberal.Anos antes de A Nova Razão de Mundo, é na primeira obra coletiva dos autores intitulada Sauver Marx, publicada em 2007, em uma colaboração que incluía o economista El-Mouhoud Mouhoud, que os autores se propuseram o desafio teórico de dar contornos conceituais à noção, já em disputa, do comum (DARDOT; LAVAL; MOUHOUD, 2007).O que se colocava em jogo, em 2007, era a enunciação de uma alternativa teórica com consequências inegavelmente políticas, à reelaboração do paradigma biopolítico 3 empreendida por Antonio Negri e Michael Hardt em 3 Parece tarefa impossível sistematizar a literatura que se organiza em torno do conceito de biopolítica.Uma apresentação sintética pode ser aquela de Thomas Lemke, para quem "[...] a 'biopolítica' é a agregação do aparentemente incompatível.Se a política, no sentido clássico, é aquilo que começa além das necessidades existenciais, então o conceito de biopolítica contém uma dimensão reflexiva.Ela traz para o núcleo mais interno da política aquilo que representava
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How this classification was reachedexpand
Full frame machine prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. The Gemma side is a direct model label for every work in the frame, read from the title-only record. The Codex side is a classifier learned from the 10,348 direct Codex labels and calibrated to design-weighted sample rates; fields without enough sample support carry no Codex call. Candidate is the union of the two sides; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels.
Distilled classifier scores by category (both heads)
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.003 | 0.004 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.000 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.000 | 0.000 |
| Bibliometrics | 0.001 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.007 | 0.018 |
| Scholarly communication | 0.010 | 0.006 |
| Open science | 0.001 | 0.006 |
| Research integrity | 0.004 | 0.006 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.010 | 0.002 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one source (direct Gemma or distilled Codex), not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".