Bibliographic record
Abstract
This work analyses a number of propositions that make possible the collective construction of low-cost housing.The starting point is the criticism of the traditional desigmng process, which is usually led by superficial analysis of the intervention and its context and which is highly centralized on the figure of the architect.By re-assessing basic concepts and reflecdng upon practical experiences, I intend to demonstrate that the inclusion of future residents into the designing process as active participants has as a result, a significant gain in quality of the produced architecture and urban environment.Este trabalho analisa e avalia algumas alternativas que permitam a construção coletiva do projeto da habitação popular.Seu ponto de partida é a crítica ao processo de projeto tradicio nal, usualmente orientado por análises superficiais do contexto da intervenção, e extremamen te centralizado na figura do arquiteto.A partir de algumas revisões conceituais e reflexões sobre experiências práticas, tento demonstrar que a inclusão dos futuros moradores no proces so de projeto pode resultar em um ganho significativo na qualidade da arquitetura e urbanismo produzidos.Apresentação 5 / / processo pode de sua Essa é uma dissertação onde estão consolidados os resultados de uma pesquisa sobre projeto de arquitetura.Mais especificamente, sobre o processo de projeto, da arquitetura produzida para a habitação popular, e sobre os caminhos pelos quais esse processo pode se transformar em um elemento de qualificação dos resultados possíveis e de sua adequação aos desejos, necessidades e possibilidades dos futuros moradores.São os objetivos desse trabalho: formular uma crítica às formas tradicionais de condução do processo de projeto da habitação, e, apresentar, a partir de experiências nacionais e internacio nais, outras alternativas para a condução desse processo.Alternativas que necessariamente tenham sido marcadas pela negação de alguns aspectos tidos como fundamentais no processo de projeto tradicional, dos quais devemos destacar a autosuficiência do arquiteto em relação aos demais colaboradores e futuros moradores, o elogio ao tecnicismo c à normatização, a arbitrariedade formal individualista e o constante descolamento entre os espaços propostos e a vida cotidiana.No primeiro capítulo são apresentadas as justificativas para essa revisão crítica do processo de projeto da habitação.Inicialmente, a partir dos fatores que passaram a definir o processo de projeto da habitação como uma atividade excessivamente fragmentada e hierarquizada.Em seguida, através da crítica à arquitetura e ao urbanismo produzidos a partir dessa orientação.O segundo capítulo trata especificamente do processo de projeto da habitação.As variáveis que, em geral, condicionam esse processo, como o programa, o sítio, o usuário e a técnica, são revistas conceitualmente, a partir de uma nova perspectiva, onde o foco se transfere para a necessidade de integração, das análises e propostas referentes a estes diferentes elementos, no decorrer do processo de projeto.No terceiro capítulo são descritas e analisadas algumas experiências habitacionais, nacionais e internacionais, onde o processo de projeto passou a incorporar novas referências para o seu desenvolvimento.Entre estas novas referências, destacam-se a incorporação da participação dos futuros moradores no processo de construção das propostas e o rompimento com as defi nições funcionalistas para a habitação e a cidade.O quarto capítulo apresenta um estudo de caso.A análise do processo de projeto, e seus resul tados, de um conjunto habitacional de 200 unidades, desenvolvido no primeiro semestre de 2004, a partir de uma parceria entre a assessoria técnica Usina -Centro de Trabalhos para o Ambiente Habitadoe a Associação Quilombo dos Palmares, vinculada ao Movimento Sem Teto Leste 1. E através dessa análise que as discussões desenvolvidas nos capítulos anteriores podem ser interpretadas a partir das condições reais que definem a produção de habitação popular em uma cidade como São Paulo.O quinto e último capítulo traz as considerações finais da dissertação, onde o conteúdo de todos os capítulos é amarrado, consolidando assim as principais conclusões dessa pesquisa.7 Capítulo 01 Antecedentes Nas periferias das cidades brasileiras, principalmente a partir da segunda metade da década de 60, a produção de habitação de interesse social, promovida pelo poder público, vem se caracterizando pela consolidação de grandes extensões de espaço urbano a partir de projetos de arquitetura e urbanismo excessivamente padronizados, bastante deslocados das condições so ciais, ambientais e urbanas locais.Conjuntos caracterizados principalmente pela grande escala, isolamento em relação ao entorno, homogeneidade de usos e funções e inadequação do projeto e construção dos espaços, em todas as escalas, às necessidades coddianas de seus moradores.Necessidades que somente são atendidas, nesse modelo, no âmbito da sobrevivência, condi ção que limita o atendimento das necessidades não previstas e não planejadas, tão presentes na relação entre o homem e seu espaço.De um modo geral, as soluções arquitetônicas e urbanísticas adotadas, e usualmente impostas, pelos nossos programas de provisão de habitação popular, vêm evidenciando o afastamento e consequente desconhecimento, por parte dos arquitetos que desenvolvem os projetos e dos órgãos públicos que gerenciam os programas, das reais necessidades, aspirações e possibilida des dos futuros moradores.Nos programas de produção de moradias destinados à parcela mais pobre de nossa população, dificilmente podemos observar, nos projetos de arquitetura e urbanismo e na construção dos conjuntos habitacionais, o mesmo cuidado dispensado aos projetos habitacionais, individuais ou coletivos, desenvolvidos para a elite brasileira.Nós, arquitetos, raramente adotamos, ao longo das últimas quatro décadas, o mesmo rigor teórico e prático a estes dois extremos de um mesmo programa.Se, por um lado, conseguimos produzir excelentes projetos para casas e edifícios multifamiliares destinados a um público de alta renda, por outro, boa arquitetura para a habitação popular continua sendo exceção até o presente.Desconhecimento que surge da dificuldade de compreender que a população para quem se projeta possui um modo próprio de relacionar-se com o espaço e que esse geralmente pouco tem a ver com os padrões idealizados pelos arquitetos, Estado ou qualquer outro mediador Certamente estes problemas não dizem respeito apenas à arquitetura e ao urbanismo.Eles também possuem vínculos bastante significativos com problemas de nossa estrutura política é económica, acentuados pelo caráter público destes empreendimentos.No entanto, no decorrer desse trabalho, iremos nos concentrar apenas nas questões relativas à arquitetura e ao urbanis mo, mais especificamente, nas questões relativas ao processo de projeto da habitação popular.0 Processo de Projeto de Habitação Popular 8 Condição resultante da fragmentação característica da sociedade moderna, que só permite à arquitetura existir do modo como ela se apresenta atualmente: tarefa especializada do arquite to, normatizada a partir de referências que atendem somente às necessidades da estrutura produtiva vigente."As questões relativas à profissão c à formação profissional nos enviam, como não poderia deixar de ser, às questões referentes à divisão social do trabalho no processo de produção da arquitetura.Nessas circunstâncias, isto é, no quadro ideal traçado pelo arquiteto, ele ocupa, ou procura ocupar, ao máximo possível, uma posição que lhe permita desenvolver uma certa atividade, de forma exclusiva, tida como direito seu, e definida no interior da organização do trabalho que melhor lhes corresponde.E para que o exercício da profissão, tal qual o pretendido, se faça na forma considerada a mais adequada, uma certa formação profissional, consubstanciada num certo saber, também exclusivo do arquiteto, torna-se necessária.1'ipo de saber e tipo de apropriação do conhecimento conformes à mesma divisão social do trabalho da qual depende a existência do arquiteta" (BICCA, 1984) No entanto, podemos encontrar na história da arquitetura alguns exemplos que sugerem que nem sempre a arquitetura foi tratada como uma técnica dominada exclusivamente pelos arqui tetos, como esclarece Gropius.Este distanciamento entre técnicos e comunidade reforça a hierarquização relativa ao poder para tomada de decisões.Inicialmente, no processo de projeto, e consolidada posteriormente no canteiro de obras.imposto entre os futuros moradores e a construção de sua moradia.Essa dificuldade certamen te tem origem, entre outras coisas, no distanciamento, imposto pelo Estado e pelos técnicos (dos quais se destacam os arquitetos) aos usuários, do processo de concepção e construção dos espaços da habitação, e da relação destes com a cidade.Nas condições atuais, em que o processo de projeto é imposto, os usuários somente são cha mados a participar do projeto de sua moradia em casos excepcionais, mesmo quando existem exemplos que nos mostram que sua participação pode ser um elemento importante, quando há a intenção de qualificar o projeto através da incorporação de referências presentes no cotidiano das comunidades envolvidas, permitindo ainda que os usuários tenham condições de trans formar, continuamente e cotidianamente, sua moradia.E, aqui devemos explicitar o que en tendemos como participação: transferência, dos técnicos para os futuros moradores, da capaci dade de intervir na construção do espaço da habitação."O mais surpreendente na organização destas guildas era o foto de que, até meados do século XVIII, cada artesão, participante da obra, podia nào apenas executar, mas também projetar a parte que lhe cabia, desde que se subordinasse à clave de proporções geométricas de seu mestre; essa servia às guildas de construçãotal como a clave musical serve ao compositor -, de recurso geométrico na construçãa Quase nunca exi
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How this classification was reachedexpand
Full frame machine prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. The Gemma side is a direct model label for every work in the frame, read from the title-only record. The Codex side is a classifier learned from the 10,348 direct Codex labels and calibrated to design-weighted sample rates; fields without enough sample support carry no Codex call. Candidate is the union of the two sides; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels.
Distilled classifier scores by category (both heads)
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.008 | 0.019 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.000 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.000 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.003 | 0.002 |
| Science and technology studies | 0.006 | 0.008 |
| Scholarly communication | 0.008 | 0.006 |
| Open science | 0.002 | 0.008 |
| Research integrity | 0.002 | 0.002 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.014 | 0.002 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one source (direct Gemma or distilled Codex), not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".