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Record W4410148318 · doi:10.56238/arev7n5-128

EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA – A DISPUTA ENTRE O SABER DOS POVOS ANCESTRAIS E A ENGRENAGEM DA FÁBRICA EDUCATIVA DO CAPITAL

2025· article· pt· W4410148318 on OpenAlex

Why this work is in the frame

A frame that forgets how it found something cannot be audited. These are the routes that admitted this work.

aboutThe title or abstract carries a Canadian signal from the geographic lexicon.
no affNo Canadian affiliation: this work is invisible to an affiliation-only frame.
No Canadian affiliation. An affiliation-only frame, the usual design, would never have seen this work. It is one of the works that make the case for inverting the frame.

Bibliographic record

VenueAracê. · 2025
Typearticle
Languagept
FieldSocial Sciences
TopicRural and Ethnic Education
Canadian institutionsnot available
Fundersnot available
KeywordsHumanitiesPolitical sciencePhilosophy

Abstract

fetched live from OpenAlex

Nas últimas décadas, a educação escolar indígena passou a ocupar lugar de maior visibilidade nas políticas públicas educacionais brasileiras. No entanto, é importante destacar que esse avanço normativo nem sempre significou, na prática, o reconhecimento pleno dos saberes ancestrais e das epistemologias indígenas como legítimos fundamentos do processo educativo. Em outras palavras, ainda que marcos legais como a Constituição de 1988 e a Lei 11.645/2008 representem conquistas relevantes, persiste uma tensão entre o respeito à diversidade cultural e a padronização curricular que molda a escola a partir da lógica do capital. Assim, cabe ressaltar que a escola indígena, frequentemente, tem sido convocada a reproduzir os modelos hegemônicos de ensino, muitas vezes descolados da realidade, da cosmovisão e das formas próprias de aprender dos povos originários. E ainda, observa-se que essa escola, em vez de promover o fortalecimento das identidades coletivas, por vezes opera como um instrumento de assimilação, disciplinamento e silenciamento de tradições milenares. Desse modo, torna-se necessário problematizar de que forma a engrenagem da chamada “fábrica educativa” impacta diretamente na deslegitimação dos saberes que nascem do território, da oralidade, do ritual e da coletividade. A partir desse cenário, este artigo tem como objeto de investigação a tensão entre os saberes indígenas e a racionalidade técnica e produtivista que estrutura a educação formal brasileira. Com o objetivo de compreender como se dá essa disputa nos contextos de escolarização indígena, pretende-se analisar os desafios enfrentados pelas comunidades na defesa de seus conhecimentos e modos próprios de educar, frente à normatização imposta pelos sistemas escolares oficiais. Dessa forma, a pesquisa se orienta pela seguinte pergunta de partida: de que maneira a escola indígena pode resistir à lógica da padronização e afirmar, em seu currículo e em sua prática, os saberes ancestrais como forma legítima de conhecimento e existência? Teoricamente foram utilizados os trabalhos de Antunes (2009; 2017; 2021), Althusser (1970), Darcy (1962; 1987; 1991; 2010; 2019), Freire (1979; 2000; 2005; 2014), Frigotto (2001; 2010), Las Casas (1552), Laval (2016; 2019), Meneses (2014), Mignolo (2006; 2012), Munduruku (2005; 2009), Ribeiro (1987), Santos (2012; 2014), Simpson (2017), Smith (2007; 2019), Tuhiwai (2007; 2019), Walsh (2005; 2013; 2019) Yang (2019), entre outros. A pesquisa é de cunho qualitativa a partir de Minayo (2007), bibliográfica conforme Gil (2008) e com o viés analítico compreensivo de Weber (1949). Os achados revelam que a escola indígena, ao ser inserida no sistema educacional hegemônico, sofre pressões para adequar-se a um currículo padronizado que ignora os territórios epistêmicos ancestrais. Verificou-se que a imposição de conteúdos eurocentrados e de metodologias tecnocráticas gera rupturas nos vínculos entre saber, comunidade e território. Além disso, constatou-se que a resistência dos povos indígenas tem se manifestado por meio de práticas pedagógicas insurgentes, que buscam resgatar a oralidade, a espiritualidade e os ciclos da vida como fundamentos do ensino. Identificou-se ainda que a formação de professores indígenas críticos e a valorização das línguas originárias são caminhos essenciais para a construção de uma educação verdadeiramente intercultural. Por fim, compreendeu-se que a escola pode se tornar um território de reexistência quando rompe com a lógica da fábrica educativa e assume o protagonismo dos saberes dos povos originários.

Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.

Full frame distilled prediction

Teacher imitation

Not calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.

metaresearch head score (Codex)0.001
metaresearch head score (Gemma)0.001
Version: codex-gemma-dda1882f352aValidation status: machine_predicted_unvalidated
Candidate categoriesMeta-epidemiology (narrow), Insufficient payload (model declined to judge)
Consensus categoriesInsufficient payload (model declined to judge)
DomainCandidate signal: none · Consensus signal: none
Study designCandidate signal: Not applicable · Consensus signal: Not applicable
GenreCandidate signal: Empirical · Consensus signal: Empirical
Teacher disagreement score0.134
Threshold uncertainty score1.000

Codex and Gemma teacher scores by category

CategoryCodexGemma
Metaresearch0.0010.001
Meta-epidemiology (narrow)0.0000.000
Meta-epidemiology (broad)0.0010.000
Bibliometrics0.0000.002
Science and technology studies0.0010.001
Scholarly communication0.0010.001
Open science0.0010.000
Research integrity0.0000.001
Insufficient payload (model declined to judge)0.0030.001

Machine scores (provisional)

The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.

Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.

Opus teacher head0.028
GPT teacher head0.349
Teacher spread0.321 · how far apart the two teachers sit on this one work
Validation statusscore_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from it