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Enregistrement W4410148318 · doi:10.56238/arev7n5-128

EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA – A DISPUTA ENTRE O SABER DOS POVOS ANCESTRAIS E A ENGRENAGEM DA FÁBRICA EDUCATIVA DO CAPITAL

2025· article· pt· W4410148318 sur OpenAlexaboutno aff
Antônio Nacílio Sousa dos Santos, Wanderson da Silva Santi, Edgar Fernández Fonseca, Dalva de Araujo Menezes, Alex de Mesquita Marinho, José Maria Nogueira Neto, Katia Pereira Duarte, Maria Cláudia Silva, Eduarda Regina Carvalho, Marcelo Gattermann Perin, J. L. Medeiros, Wivianne Fonseca da Silva Almeida, Rodrigo Andrade dos Santos

Notice bibliographique

RevueAracê. · 2025
Typearticle
Languept
DomaineSocial Sciences
ThématiqueRural and Ethnic Education
Établissements canadiensnon disponible
Organismes subventionnairesnon disponible
Mots-clésHumanitiesPolitical sciencePhilosophy

Résumé

récupéré en direct d'OpenAlex

Nas últimas décadas, a educação escolar indígena passou a ocupar lugar de maior visibilidade nas políticas públicas educacionais brasileiras. No entanto, é importante destacar que esse avanço normativo nem sempre significou, na prática, o reconhecimento pleno dos saberes ancestrais e das epistemologias indígenas como legítimos fundamentos do processo educativo. Em outras palavras, ainda que marcos legais como a Constituição de 1988 e a Lei 11.645/2008 representem conquistas relevantes, persiste uma tensão entre o respeito à diversidade cultural e a padronização curricular que molda a escola a partir da lógica do capital. Assim, cabe ressaltar que a escola indígena, frequentemente, tem sido convocada a reproduzir os modelos hegemônicos de ensino, muitas vezes descolados da realidade, da cosmovisão e das formas próprias de aprender dos povos originários. E ainda, observa-se que essa escola, em vez de promover o fortalecimento das identidades coletivas, por vezes opera como um instrumento de assimilação, disciplinamento e silenciamento de tradições milenares. Desse modo, torna-se necessário problematizar de que forma a engrenagem da chamada “fábrica educativa” impacta diretamente na deslegitimação dos saberes que nascem do território, da oralidade, do ritual e da coletividade. A partir desse cenário, este artigo tem como objeto de investigação a tensão entre os saberes indígenas e a racionalidade técnica e produtivista que estrutura a educação formal brasileira. Com o objetivo de compreender como se dá essa disputa nos contextos de escolarização indígena, pretende-se analisar os desafios enfrentados pelas comunidades na defesa de seus conhecimentos e modos próprios de educar, frente à normatização imposta pelos sistemas escolares oficiais. Dessa forma, a pesquisa se orienta pela seguinte pergunta de partida: de que maneira a escola indígena pode resistir à lógica da padronização e afirmar, em seu currículo e em sua prática, os saberes ancestrais como forma legítima de conhecimento e existência? Teoricamente foram utilizados os trabalhos de Antunes (2009; 2017; 2021), Althusser (1970), Darcy (1962; 1987; 1991; 2010; 2019), Freire (1979; 2000; 2005; 2014), Frigotto (2001; 2010), Las Casas (1552), Laval (2016; 2019), Meneses (2014), Mignolo (2006; 2012), Munduruku (2005; 2009), Ribeiro (1987), Santos (2012; 2014), Simpson (2017), Smith (2007; 2019), Tuhiwai (2007; 2019), Walsh (2005; 2013; 2019) Yang (2019), entre outros. A pesquisa é de cunho qualitativa a partir de Minayo (2007), bibliográfica conforme Gil (2008) e com o viés analítico compreensivo de Weber (1949). Os achados revelam que a escola indígena, ao ser inserida no sistema educacional hegemônico, sofre pressões para adequar-se a um currículo padronizado que ignora os territórios epistêmicos ancestrais. Verificou-se que a imposição de conteúdos eurocentrados e de metodologias tecnocráticas gera rupturas nos vínculos entre saber, comunidade e território. Além disso, constatou-se que a resistência dos povos indígenas tem se manifestado por meio de práticas pedagógicas insurgentes, que buscam resgatar a oralidade, a espiritualidade e os ciclos da vida como fundamentos do ensino. Identificou-se ainda que a formação de professores indígenas críticos e a valorização das línguas originárias são caminhos essenciais para a construção de uma educação verdadeiramente intercultural. Por fim, compreendeu-se que a escola pode se tornar um território de reexistência quando rompe com a lógica da fábrica educativa e assume o protagonismo dos saberes dos povos originários.

Récupéré en direct depuis OpenAlex et désinversé. Les résumés ne sont pas conservés dans cette base de données : les index inversés représentent 8,6 Go des 9,3 Go de texte de la base, et le serveur dispose de 13 Go libres.

Comment cette classification a été obtenuedéplier

Prédiction machine sur la base complète

Imitation des enseignants

Ni prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Le volet Gemma est une étiquette directe du modèle pour chaque travail de la base, lue sur la notice réduite au titre. Le volet Codex est un classifieur appris des 10 348 étiquettes directes de Codex et calibré sur les taux pondérés de l'échantillon; les champs sans appui suffisant ne portent aucun appel Codex. Le mode candidate est l'union des deux volets; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont pas des étiquettes humaines.

score de la tête « metaresearch » (Codex)0,002
score de la tête « metaresearch » (Gemma)0,004
Version: metacan-v3-hybrid-931329e0061cStatut de validation: machine_predicted_unvalidated
Catégories candidatesaucune
Catégories consensuellesaucune
DomaineSignal candidat: aucune · Signal consensuel: aucune
Devis d'étudeSignal candidat: Sans objet · Signal consensuel: aucune
GenreSignal candidat: Empirique · Signal consensuel: aucune
Score de désaccord entre enseignants0,057
Score d'incertitude au seuil0,114

Scores du classifieur distillé par catégorie (deux têtes)

CatégorieCodexGemma
Métarecherche0,0020,004
Méta-épidémiologie (sens strict)0,0000,000
Méta-épidémiologie (sens large)0,0000,000
Bibliométrie0,0010,002
Études des sciences et des technologies0,0050,009
Communication savante0,0050,002
Science ouverte0,0000,003
Intégrité de la recherche0,0010,002
Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)0,0140,002

Scores machine (provisoires)

Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.

Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.

Tête enseignante Opus0,028
Tête enseignante GPT0,349
Écart entre enseignants0,321 · la distance entre les deux têtes enseignantes sur ce seul travail
Statut de validationscore_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découle

Classification

machine, non validée

Prédiction automatique; un appel candidat d’une seule source (Gemma direct ou Codex distillé), pas un consensus.

Les modèles n’ont appliqué aucune catégorie : rien dans la taxonomie ne correspondait à ce travail.
Devis d'étudeSans objet
Domainenon disponible
GenreEmpirique

Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».

En bref

Citations2
Publié2025
Routes d'admission1
Résumé présentoui

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