Ciência e Transformação Social
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Abstract
Tu és meu Brasil em toda parte Quer na ciência ou na arte Portentoso e altaneiro Os homens que escreveram tua história Conquistaram tuas glórias/ Epopeias triunfais Quero neste pobre enredo Reviver glorificando os homens teus Levá-los ao Panteon dos grandes imortais Pois merecem muito mais Não querendo l levá-los ao cume da altura Cientistas tu tens e tens cultura E neste rude poema destes pobres vates Há sábios como Pedro Américo e Cesar Lattes. (“Ciência e Arte", de Cartola e Carlos Cachaça,1948) Somos jovens. Somos tão jovens, como cantou Renato Russo. Somos uma jovem ex-colônia e, por consequência, um jovem estado-nação (temos somente 202 anos de independência jurídica); somos uma jovem república, de apenas 136 anos de existência; uma jovem e perturbada democracia (efetivada há apenas 36 anos. Somos também moços nos estudos ditos superiores. Durante o século XIX, tínhamos poucas faculdades espalhadas pelo território, enquanto nossos vizinhos latino-americanos já tinham universidades. Falando nisso, nossa primeira universidade tem pouco mais de um século de vida. Por isso mesmo, somos também jovens na realização de pesquisas acadêmico-científicas, que, no nosso caso, acontecem sobretudo nas jovens universidades. O CNPq e a Capes foram fundados em 1951. Jovens! A Iniciação Científica foi instituída nos anos 1930, mas apenas ganhou status de programa nacional no final dos anos 1980 (quando quantidades fixas anuais de bolsas passaram a ser concedidas às instituições, pelo CNPq, através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC). Os primeiros cursos de pós-graduação stricto sensu surgiram nos anos 1960, quando a jovem democracia estava sendo maltratada. Mas as jovens e aguerridas universidades estavam se defendendo aguerridamente. Por isso que ser jovem não significa, em essência, ser imaturo. Aqui, meu papel é falar de um aspecto de nossa juventude, que é a realização de pesquisa; a consolidação da produção do conhecimento científico em nosso jovem Brasil. Nossa ciência, apesar na tenra idade, mostra-se madura, criativa e plenamente consolidada. Algumas de nossas moças instituições têm papel fundamental nesse processo. Como diz o samba-enredo que abre esse prefácio, nossa terra tem ciência e tem cientistas. Focando-nos no Brasil independente, é correto afirmar que, nos oitocentos, houve poucas tentativas de organização das poucas pessoas que trabalhavam com ciência no país. No entanto, surgiram, esparsamente, algumas entidades ligadas a setores profissionais, como os de engenharia e medicina. Por exemplo, a Academia Nacional de Medicina surgiu em 1829, e o Clube de Engenharia em 1880. Voltando-se para a indústria, foi estabelecida a Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional em 1831 e em 1838 surgia o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Apesar de as atividades científicas brasileiras centralizaram-se no Rio de Janeiro durante todo o século XIX, ressalte-se que as faculdades de Medicina existentes em Salvador e no Rio de Janeiro, e as Faculdades de Direito do Recife e de São Paulo produziram estudos relevantes para as respectivas áreas durante o século XIX. No século XX surgem as universidades públicas no país. Em 7 de setembro de 1920, por meio do Decreto n.o 14.343, o governo federal criou sua primeira universidade: a Universidade do Rio de Janeiro (URJ). Em 1934, foi criada a Universidade de São Paulo (USP). Ao longo do século passado, as universidades públicas vão se expandindo e se transformando em centros difusores e produtores de ciência e conhecimento acadêmico. Por isso, em nosso país, a imensa maioria das pesquisas – independente da área do conhecimento, ou se é pesquisa pura, aplicada ou inovação tecnológica – são desenvolvidas no âmbito das universidades, especialmente nos cursos de mestrado e doutorado. Obviamente que não podemos negar a existência de instituições não universitárias que se dedicam à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico no país. À guisa de exemplo, temos a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entre outros. No final dos anos 2000, uma nova institucionalidade surgiu, com a finalidade precípua de promover educação profissional e tecnológica para os filhos e filhas da classe trabalhadora brasileira: os Institutos Federais, criados pela Lei no 11.892, de 29 de dezembro de 2008. No entanto, os IFs, herdeiros diretos das antigas escolas técnicas federais, não foram idealizados como instituições voltadas apenas ao ensino técnico, mas, o artigo 7o da supracitada lei estabelece que é finalidade dos Institutos Federais “realizar pesquisas aplicadas, estimulando o desenvolvimento de soluções técnicas e tecnológicas, estendendo seus benefícios à comunidade”. Essas novas instituições integram, junto com as universidades e os institutos de pesquisa, o grande ecossistema de produção de conhecimento nacional, em todas as áreas do conhecimento existentes na tradição acadêmica brasileira. Aqui, chegamos à nossa instituição, o Instituto Federal de Pernambuco, que hoje possui 16 unidades espalhadas pelo estado (além da Educação à Distância), do litoral ao sertão, ofertando cursos que vão desde a educação básica até a pós-graduação. De acordo com o que preconiza a Lei no 11.892, de 2008, a pesquisa se apresenta no IFPE como um dos pilares da formação integral. Parte-se do princípio de que ela se dá em sintonia com as demandas do desenvolvimento local, regional e nacional, de modo a atender aos interesses da sociedade e contribuir para uma formação humana e cidadã dos estudantes pernambucanos, assegurando-lhes uma permanente atualização ante os avanços e desafios sociais, técnicos e tecnológicos. Especificamente sobre a pesquisa e a inovação tecnológica, com fulcro na lei mencionada, nos Institutos Federais são estimuladas a pesquisa aplicada, a inovação tecnológica, o empreendedorismo e o cooperativismo, a fim de apoiar processos educativos que contribuam para o êxito do discente no mundo do trabalho, em sintonia com os arranjos produtivos econômicos, sociais e culturais locais. (PDI/IFPE, 2022-2026). No momento em que escrevo essas linhas, o IFPE possui 194 projetos de pesquisa ativos, 406 pesquisadores (em sua maioria docentes, o que representa cerca de um terço do professorado institucional envolvido com pesquisa e/ou inovação tecnológica), 91 grupos de pesquisa ativos no Diretório de Grupos do CNPq. Além disso, temos cerca de 350 estudantes envolvidos nos Programas de Iniciação Científica e outros 100 matriculados nos mestrados ofertados pela instituição. Essas atividades de pesquisa vêm sendo desenvolvidas em todos os campi do IFPE. E aqui, passo a falar de um campus específico: o da cidade de Belo Jardim, localizada no Agreste Pernambucano, mais especificamente na Região Geográfica Intermediária de Caruaru, e é o mais importante e populoso da Região Geográfica Imediata de Belo Jardim-Pesqueira, tendo o maior PIB desta Região Geográfica Imediata. Sua população, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE de 2022, é de 79 507 habitantes. Tem como principais atividades a agroindústria com maior potencialidade de desenvolvimento para produtos alimentícios e avicultura. Ressalte-se que em Belo Jardim estão localizados polos industriais, com ênfase ao setor alimentício. O comércio na microrregião é o mais intenso do interior. É a cidade sede das indústrias de Acumuladores Moura S.A, Natto Alimentos, Palmeiron (ASA), entre outras. O campus do IFPE de Belo Jardim teve origem a um convênio celebrado entre o Governo Federal e o estado de Pernambuco, em 27 de junho de 1958, que autorizava a instalação da Escola Agrícola no município de Belo Jardim. Com o Decreto no 53.558 de 13 de fevereiro de 1964, deu-se a denominação de Ginásio Agrícola de Belo Jardim. Em maio de 1967, o Decreto no 60.731 transfere o Ginásio da dependência administrativa do Ministério da Agricultura para o Ministério da Educação, passando, em 07 de agosto de 1968, a denominar-se Colégio Agrícola de Belo Jardim, que, no entanto, só em 13 de agosto de 1969 tem o seu funcionamento autorizado, sendo inaugurado em 05 de maio de 1970 com oferta das primeiras turmas do curso de Técnico em Agropecuária. Uma nova mudança em sua denominação aconteceu em 4 de setembro de 1979, quando tornou-se Escola Agrotécnica Federal de Belo Jardim (EAFBJ). Em novembro de 1993, a EAFBJ transformou-se em autarquia federal – instituída pela Lei no 8.731 – passando a ser dotada de autonomia administrativa, financeira, patrimonial, didática e disciplinar, compatível com sua personalidade jurídica e de acordo com seus atos normativos. Por fim, em 29 de dezembro de 2008 a EAFBJ transformou-se no campus Belo Jardim do IFPE. Atualmente, o IFPE campus Belo Jardim oferta 3 cursos técnicos integrados ao Ensino Médio; 4 cursos técnicos subsequentes; 1 curso de qualificação profissional; 2 cursos superiores em nível de graduação e 1 curso de especialização. No que tange à pesquisa, o campus possui 17 servidores pesquisadores, que desenvolvem 7 projetos de pesquisa ativos, e 24 estudantes ligados aos programas de Iniciação Científica institucionais, sendo 11 de cursos superiores e 13 de cursos de nível técnico. Assim, o IFPE campus Belo Jardim contribui para a produção de conhecimento de qualidade e relevância social e acadêmica, alavancando a produção, os indicadores e a inserção social do IFPE. Prova, também, que o conhecimento pode – e deve – ser produzido, de maneira multi e transdisciplinar – em centros de excelência longe do litoral, das capitais ou dos grandes centros urbanos. E é nessa ideia que reside a importância desta obra que prefacio, que não à toa se chama “Ciência e Transformação Social: Contribuições do IFPE Campus Belo Jardim”. Neste livro são abordados temas diversos e todos eles de extrema importância em suas respectivas áreas do conheci
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How this classification was reachedexpand
Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.001 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.001 | 0.002 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.002 | 0.002 |
| Bibliometrics | 0.001 | 0.000 |
| Science and technology studies | 0.003 | 0.002 |
| Scholarly communication | 0.001 | 0.000 |
| Open science | 0.002 | 0.000 |
| Research integrity | 0.002 | 0.002 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.002 | 0.001 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; both teacher heads agree on what is shown here.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".