ENTRE A MERCANTILIZAÇÃO E A EMANCIPAÇÃO – O PAPEL DO PROFESSOR FRENTE À ESCOLA UTILITARISTA NA PERSPECTIVA MARXISTA DE PAULO FREIRE E DERMEVAL SAVIANI
Bibliographic record
Abstract
Nas últimas décadas, a escola brasileira tem sido crescentemente tensionada por políticas educacionais orientadas pela lógica utilitarista, centradas na produtividade, na mensuração de resultados e na adequação dos sujeitos às demandas do mercado. Tal movimento, marcado pela mercantilização da educação e pela subordinação do trabalho docente a critérios empresariais, tem produzido um cenário de esvaziamento formativo e de precarização simbólica e material da docência. Nesse contexto, torna-se urgente revisitar perspectivas críticas que reafirmam a educação como prática humanizadora e ato político, especialmente a partir da tradição marxista reelaborada por Paulo Freire e Dermeval Saviani. Ambos os autores denunciam o caráter reprodutor das racionalidades tecnocráticas e, ao mesmo tempo, reivindicam uma pedagogia comprometida com a autonomia, a conscientização e a historicização da experiência escolar. Assim, o objeto deste artigo centra-se na análise do papel do professor diante da expansão da escola utilitarista, investigando como a ação docente pode atuar como mediação histórica entre processos de mercantilização e projetos emancipatórios de formação humana integral. A pergunta de partida que orienta este estudo é: de que maneira o professor, situado entre pressões institucionais de cunho produtivista e compromissos ético-políticos de transformação social, pode construir práticas pedagógicas que resistam à lógica da utilidade e afirmem a educação como processo de emancipação humana? Teoricamente, fizemos uso central dos trabalhos de Freire (2014; 2014; 2017; 1992; 2014; 1997) e Saviani (2008; 2011; 2013; 2019), e orbitalmente dos manuscritos de McLaren (1997; 2005; 2014; 2016), Dardot e Laval (2014; 2016), Antunes (2005; 2006; 2017; 2018), Antunes e Pinto (2017), Ball (2005; 2008), Apple (1999; 2003; 2011; 2012), Marx (1996; 1972; 1993; 2015), Frigotto (2010; 2017), Giroux (2013; 2024), Gramsci (1982; 1999; 2001; 2007), entre outros. A pesquisa é de cunho qualitativa (Minayo, 2007), descritiva e bibliográfica (Gil, 2008) e com o viés analítico crítico marxista. Os resultados evidenciaram que a expansão da escola utilitarista intensifica a precarização material e simbólica da docência, submetendo o trabalho educativo à lógica empresarial da eficiência e do desempenho. Identificou-se que, apesar desse avanço hegemônico, o professor mantém potência contra-hegemônica ao articular conhecimento rigoroso, leitura crítica da realidade e compromisso ético-político. Verificou-se que a práxis docente, quando orientada por Freire e Saviani, torna-se mediação histórica capaz de transformar o cotidiano escolar em espaço de resistência. A análise revelou que a autonomia docente é construção coletiva e não atributo individual, fortalecida por práticas colaborativas e projetos político-pedagógicos críticos. Constatou-se, assim, que a docência crítica, mesmo em contextos de racionalidade mercantil, preserva a capacidade de afirmar a educação como processo de emancipação humana.
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How this classification was reachedexpand
Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.004 | 0.004 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.001 | 0.001 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.000 | 0.002 |
| Science and technology studies | 0.003 | 0.001 |
| Scholarly communication | 0.001 | 0.001 |
| Open science | 0.002 | 0.000 |
| Research integrity | 0.001 | 0.002 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.017 | 0.001 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one teacher head, not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".