A leitura como ato de resistência em "A bibliotecária de Auschwitz", de Antonio Iturbe
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Abstract
RESUMO: Tendo como referenciais teóricos autores como Antonio Candido, Eclea Bosi, Primo Levi, Gilka Girardello e Alberto Manguel, busca-se compreender como literatura, memória e imaginação operam no romance A Bibliotecária de Auschwitz, de Antonio Iturbe, de modo a potencializar as potencialidades da leitura como experiência humana. Com base no testemunho de Dita Kraus, adolescente que sobreviveu ao campo de Auschwitz, onde trabalhou como bibliotecária no Bloco 31, o bloco infantil, a narrativa ficcional de Antonio Iturbe mostra como a memória e a imaginação se entrelaçam como exercício de resistência diante do processo de desumanização em Auschwitz. PALAVRAS-CHAVE: Leitura; Memória; Imaginação; Auschwitz. REFERÊNCIAS ADLER, Shimon. "Block 31; The Children's Block in the Family Camp at Birkenau". Yad Vashem Studies, n. 24, p. 281-315, 1994. ASSEMBLEIA Geral da ONU. (1948). "Declaração Universal dos Direitos Humanos" (217 [III] A). Paris. BOSI, Eclea. Memória e sociedade: lembrança de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. CANDIDO, Antonio. “O direito à literatura”. In: ______. Vários escritos. 4. ed. Reorganizada pelo autor. São Paulo; Rio de Janeiro: Duas Cidades; Ouro sobre Azul, 2004. p. 169-191. CORRÊA, Carlos Pinto. Imaginação e Criatividade: Uma introdução ao tema da criação e psicanálise. Cógito, v. 2, p. 11-17, 2000. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-94792000000100002 Acesso em: 20 de ago. de 2021. DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegra: Artmed, 2018. DITA Kraus, A Bibliotecária de Auschwitz, fala com exclusividade ao Jornal Opção. Jornal Opção. Entrevista. Edição 2003 de 24 a 30 de novembro de 2013. Disponível em: <http://www.jornalopcao.com.br/posts/entrevista/dita-kraus-a-bibliotecaria-de-auschwitz-fala-com-exclusividade-ao-jornal-opcao>. Acesso em: 1 ago. 2021. EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2003. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Novo Aurélio: Dicionário da Língua Portuguesa. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. FRANKL, Viktor. Em Busca de Sentido. São Leopoldo (RS): Sinodal, 1985. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Autores Associados; Cortez, 1989. FRITZEN, Celdon. “O direito à literatura” trinta anos depois. Contexto, n. 35, p. 1-18, 2019/1. GIRARDELLO, Gilka. A imaginação no contexto da recepção. Trabalho apresentado no XII Encontro da Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação, Compós. ANAIS do XII Encontro da Compós. Recife, 2003. HALL, Stuart. Cultura e Representação. Tradução de Daniel Miranda e William Oliveira. Rio de Janeiro: Apicuri e Puc Rio, 2013. ITURBE, Antonio. A Bibliotecária de Auschwitz. Rio de Janeiro: Harper Collins, 2014. KRAUS, Dita. A Delayed Life: the True Story of the Librarian of Auschwitz. New York: Faiwel and Friends, 2020. LEVI, Primo. É Isto um Homem? Trad. Luigi Del Re. Rio de Janeiro: Rocco, 2013. MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. Trad. Pedro Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. MANGUEL, Alberto. The library as survival. In: ______. The Library at Night. Toronto, Canada: Vintage, 2008. p. 234-250. RANIERI, L.P.; BARREIRA, C.R.A. A empatia como vivência. Memorandum: Memória e História em Psicologia, v. 23, p. 12–31, 2012. SILVA, Antonio Adailton. A importância de ser professor leitor: uma análise do romance A Bibliotecária de Auschwitz, de Antonio G. Iturbe. Revista Entreletras, Araguaia (TO), v. 6, n. 2, p. 59-71, jul./dez. 2015. Disponível em: https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/entreletras/article/download/2730/8937/ Acessado em 12 set. 2021. SILVA, Sanderli José da. O direito à literatura: um bem incompressível na visão de Antônio Cândido. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Direito do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal da Paraíba. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/13739/1/SJS12112018.pdf Acesso em: 3 ago. 2021. VYGOTSKY, Lev Semenovitch. Imaginação e criatividade na infância. Lisboa, Portugal: Dinalivro, 2012.
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Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.004 | 0.001 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.002 | 0.002 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.002 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.003 | 0.005 |
| Science and technology studies | 0.004 | 0.000 |
| Scholarly communication | 0.001 | 0.001 |
| Open science | 0.003 | 0.001 |
| Research integrity | 0.002 | 0.004 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.002 | 0.000 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from it