Marshall McLuham: media, cultura e escatologia
Bibliographic record
Abstract
A perspectiva de Marshall McLuhan, apesar da controvérsia que suscitou no mundo das ideias, nos anos 60 do século XX, junto com a tradição antecedente e pioneira dos estudos de comunicação de Harold Innis no interior da Universidade de Toronto, só recente e muito timidamente deixaram de ser negligenciadas. Esta é uma consequência do facto de a visão de McLuhan e de as anteriores e posteriores orientações da escola de Toronto pouco ou nada terem a ver com a conhecida bipolarização entre a investigação administrativa dominante nos EUA e a “teoria crítica” desenvolvida pela escola marxista de Frankfurt. As tendências que mais catacterizam a tradição académica canadiana da comunicação tendem a centrar-se fundamentalmente no tratamento conceptual e na reflexão histórico-social relativamente às alterações antropológicas que cada artefacto tecno-comunicacional promove na condição humana através das suas implicações na organização social, na cultura, na percepção, na sensibilidade e até no futuro da humanidade. Quais são, então, a relevância e o alcance, para as ciências da comunicação e para os estudos sociológicos, das reflexões de McLuhan relativamente às alterações dos meios que são a nossa fonte de informação, comunicação e conhecimento? Têm as suas hipóteses, que se tornaram quase populares, interesse teórico para o mundo contemporâneo? As sugestões de McLuhan quanto à importância dos processos de mediação via artefactos tecnológicos da informação permitem-nos um discernimento valioso sobre pressuposições que têm ainda hoje um papel central no estudo da vida social? Qual foi a recepção, no mundo intelectual e académico, do famoso aforismo “o meio é a mensagem” ou da ideia de que as tecnologias da comunicação nos estavam a conduzir para uma “aldeia global”? As intuições de McLuhan, audaciosas e inesperadas, mas também poderosamente interpelantes, deixaram algum rasto na consciência contemporânea? A sua visão sobre um mundo aberto a um tremendum de compossibilidades é uma mera miragem ou, pelo contrário, prossegue uma tradição de fundo no pensamento? Sendo estas as interrogações que organizam este texto, a tentativa de resposta que aqui se esboça procura simultaneamente esclarecer alguns dos problemas com que a reflexão contemporânea sobre os meios de comunicação se depara.
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How this classification was reachedexpand
Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.019 | 0.009 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.001 | 0.001 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.000 |
| Bibliometrics | 0.005 | 0.005 |
| Science and technology studies | 0.007 | 0.022 |
| Scholarly communication | 0.000 | 0.001 |
| Open science | 0.003 | 0.001 |
| Research integrity | 0.002 | 0.002 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.000 | 0.000 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; both teacher heads agree on what is shown here.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".