Modulação autonômica cardiovascular e velocidade de onda de pulso em pacientes com doença de Parkinson
Bibliographic record
Abstract
Introdução: A doença de Parkinson (DP) é amplamente reconhecida pela degeneração dopaminérgica da via nigroestriatal que determina seus sintomas motores característicos, porém sintomas considerados não motores estão presentes, dentre eles a disfunção autonômica. A disautonomia cardiovascular pode levar a distúrbios do ritmo cardíaco e da regulação do fluxo coronariano e está associada a sobrevida pós-evento cardiovascular em pacientes com DP. Além disso, a disautonomia cardiovascular contribui para o desenvolvimento de hipotensão ortostática, hipertensão supina e redução do descenso noturno da pressão arterial (PA). Essas alterações autonômicas do controle da PA podem estar relacionadas com injúria microvascular cerebral e, consequentemente, declínio cognitivo em pacientes com DP. Objetivo: Avaliar os parâmetros hemodinâmicos, a modulação autonômica cardiovascular, a velocidade de onda de pulso e a cognição em pacientes com DP. Métodos: Trata-se de um estudo observacional transversal descritivo exploratório com amostra composta por cinco indivíduos com DP (estágios I a III na Escala de Hoehn e Yahr) e sete indivíduos saudáveis (grupo controle). Foram realizados registros não invasivos contínuos das curvas da PA batimento a batimento, em repouso e após exercício estático de preensão manual, para análise de parâmetros hemodinâmicos, da variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e da PA no domínio do tempo e da frequência. Além disso, foi avaliada a rigidez arterial por meio da mensuração da velocidade de onda de pulso carótida-femoral. A cognição foi avaliada por meio de rastreio de sintomatologia cognitiva utilizando os questionários Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) e Avaliação Cognitiva Montreal (MoCA). Resultados: A média de idade foi de 64 anos no grupo Parkinson (GP) e de 61 anos no grupo controle (GC). A PA sistólica em repouso foi 122,7 no GP e 123 mmHg no GC, enquanto a diastólica foi 72,6 no GP e 70,8 mmHg no GC. Os pacientes com DP apresentaram uma menor reposta pressórica ao exercício sométrico de preensão manual quando comparados aos controles para a PA diastólica (7,27 ± 10,9 vs. 24,6 ± 6,6 mmHg, p = 0,03) e média (11,7 ± 16,8 vs. 37,3 ± 7,6 mmHg, p = 0,02). Quanto a VFC no domínio do tempo, o GP apresentou menor variabilidade geral, evidenciada pelo desvio padrão do intervalo de pulso (26,9 ± 8,5 vs. 37,9 ± 5,2 ms, p = 0,03), enquanto não houve diferença no RMSSD, um indicativo da modulação parassimpática. Na VFC no domínio da frequência observou-se uma menor modulação simpática cardíaca nos pacientes com DP representada pela banda de baixa frequência em valores absolutos (137,3 ± 101,1 vs. 428,5 ± 134,7 ms2, p = 0,00), bem como um menor balanço simpatovagal (0,85 ± 0,19 vs. 2,09 ± 0,34, p = 0,00), enquanto não houve diferença para a banda de alta frequência, representativa da modulação parassimpática. Já para a variabilidade da PA não houve diferença entre os grupos GP e GC. Na análise do barorreflexo espontâneo, os pacientes do GP apresentaram um menor índice de eficiência do barorreflexo quando comparados ao GC (0,34 ± 0,10 vs. 0,58 ± 0,12, p = 0,01). Em relação à rigidez arterial, a velocidade de onda de pulso média foi de 9,2 no GP e de 7,1 m/s no GC (p = 0,03). Quanto ao rastreio de sintomatologia cognitiva, o grupo \nGP apresentou pontuação média de 27 no MEEM e de 22,4 na MoCA, e o GC de 26 no MEEM e de 22 na MoCA, sendo que não houve diferença significante entre os grupos. Considerações finais: Embora os pacientes com DP não tenham apresentado alterações nos níveis pressóricos em repouso, a resposta pressórica ao exercício isométrico de preensão manual foi atenuada nesses pacientes, bem como a VFC e a modulação simpática cardíaca. Ainda, os pacientes com DP apresentaram uma menor eficiência do barorreflexo e maior rigidez arterial.
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How this classification was reachedexpand
Full frame machine prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. The Gemma side is a direct model label for every work in the frame, read from the title-only record. The Codex side is a classifier learned from the 10,348 direct Codex labels and calibrated to design-weighted sample rates; fields without enough sample support carry no Codex call. Candidate is the union of the two sides; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels.
Distilled classifier scores by category (both heads)
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.001 | 0.002 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.000 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.000 | 0.000 |
| Bibliometrics | 0.001 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.001 | 0.000 |
| Scholarly communication | 0.001 | 0.000 |
| Open science | 0.000 | 0.000 |
| Research integrity | 0.000 | 0.000 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.002 | 0.000 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one source (direct Gemma or distilled Codex), not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".