Associação entre fragilidade e tempo de velocidade da marcha em idosos hospitalizados
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Bibliographic record
Abstract
INTRODUÇÃO: O crescente aumento da população idosa é uma realidade mundial. Em consequência, constata-se o aumento das doenças crônicas não transmissíveis, principalmente, no Brasil, condição que impõe longos tratamentos, hospitalizações, elevado consumo de medicamentos por parte de pessoas idosas, o que pode provocar alteração no estado cognitivo, no equilíbrio e desestabilizar a marcha aumentando o risco de sofrer eventos que determinam a redução da funcionalidade, aumento dos riscos para complicações específicas e propiciar o surgimento das chamadas síndromes geriátricas, destacando a Síndrome da Fragilidade no idoso (SFI). Há duas grandes vertentes internacionais de estudos sobre fragilidade, uma delas se deriva de grupos canadenses que reforçam a multidimensionalidade da síndrome envolvendo a avaliação de elementos como cognição, humor e suporte social, outros grupos norte-americanos consideram a fragilidade como uma síndrome fortemente biológica, e propuseram para sua identificação um fenótipo com cinco indicadores: perda de peso não intencional, autorrelato de fadiga, diminuição da força de preensão, redução da atividade física e diminuição da velocidade da marcha. Para a avaliação da fragilidade no idoso pode-se utilizar algumas escalas de avaliação global de saúde como a Escala de Fragilidade de Edmonton (EFE). Trata-se de um instrumento desenvolvido na Universidade de Alberta, em Edmonton no Canadá em 2006, cuja finalidade é detectar fatores de risco e apontar indicadores de fragilidade (ROLFSON et al., 2006; BERGMAN et al., 2004). Na investigação do desempenho funcional que representa um dos domínios da EFE avalia-se o tempo de velocidade da marcha que vem sendo apontado como o preditor de fragilidade mais confiável, prático e de baixo custo. A dificuldade na marcha associada à fragilidade pode provocar isolamento, sarcopenia e incapacidade para realizar atividades da vida diária. OBJETIVO GERAL: Analisar associação entre Síndrome da Fragilidade e tempo de velocidade da marcha em idosos hospitalizados. MÉTODO: Estudo transversal, retrospectivo, do tipo correlacional descritivo, aninhado a estudo primário, cuja amostra foi constituída por 395 idosos internados nas unidades de internação médica e cirúrgica. COLETA DE DADOS: utilizado Banco de Dados do estudo principal desenvolvido de 2010 a 2012. Foram capturados dados sociodemográficos, dados sobre os níveis de fragilidade e dados acerca da medida do tempo de velocidade da marcha. ANÁLISE: realizada com base na estatística descritiva para as características sociodemográficas e, posteriormente, foi aplicado o teste Qui-quadrado de Fischer para verificar a associação entre as variáveis níveis de fragilidade e tempo de velocidade da marcha obtidos pela EFE. O intervalo de confiança escolhido corresponde a 95% (α ≤ 0,05). ASPECTOS ÉTICOS: projeto principal intitulado “Fatores de risco para a fragilidade em idosos hospitalizados: contribuições para o diagnóstico de enfermagem ‘Risco para a Síndrome da fragilidade no idoso” aprovado pelo CEP/HCPA nº 100172. RESULTADOS: A média de idade dos pacientes analisados foi de 69,73 anos com desvio padrão de ± 7,23 anos, 62,8% eram do sexo masculino. Quanto aos níveis da SFI: 28,9% dos sujeitos não apresentaram a síndrome, 26,3% foram identificados como aparentemente vulneráveis, 20,8% com fragilidade leve, 13,4% com fragilidade moderada e 10,6% apresentaram a síndrome em nível severo. Na associação entre níveis de fragilidade e dados do perfil sociodemográfico, verificou-se associação estatisticamente significativa entre as variáveis: sexo feminino e o nível de fragilidade moderada (p=0,031); situação conjugal sem companheiro e os níveis fragilidade moderada e severa (p=0,014); idade entre 60 e 69 anos e ausência de fragilidade (p=0,014); nenhuma escolaridade e fragilidade severa e mais de 9 anos de estudo com ausência de fragilidade (p<0,001); renda familiar mensal de 1 a 2 salários mínimos com os níveis fragilidade moderada e severa (p=0,014). Quanto à associação entre níveis de fragilidade e o tempo de velocidade da marcha foi evidenciada significância estatística (p<0,001) entre fragilidade moderada 60,4% e severa 78,6% com o tempo maior de 20 segundos para realização do teste de marcha. Destaca-se que entre 44,8% dos idosos classificados com fragilidade leve, moderada e severa 25,5% concluíram o teste em mais de 20 segundos, caracterizando lentidão ao caminhar. Também foi significativa (p<0,001) a associação entre ausência de fragilidade 47,7% e o tempo de conclusão do teste de 0 a 10 segundos. CONCLUSÃO: os dados permitem concluir que existe relação estatística entre maior grau de fragilidade e velocidade da marcha diminuída, corroborando com achados internacionais que demostraram a importância de valorizar a marcha como potencial preditor do 6 estado de saúde do idoso, podendo ser definida como o “sexto sinal vital”. Nesse sentido recomenda-se ao enfermeiro a proceder a avaliação do tempo de velocidade da marcha, de forma isolada, ou como parte de uma avaliação global, tendo em vista que o idoso pode estar em condição pré-frágil, com fragilidade leve, moderada ou severa, situações em que com introdução de intervenções preventivas poderá evitar a ocorrência da síndrome ou promover a reversão ou estadiamento do evento.
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Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.001 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.002 | 0.002 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.002 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.000 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.002 | 0.002 |
| Scholarly communication | 0.002 | 0.001 |
| Open science | 0.003 | 0.001 |
| Research integrity | 0.002 | 0.002 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.177 | 0.015 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from it