"Ei, olha a história que a gente tá fazendo!" : as crianças e suas performances na produção de narrativas orais na pré-escola
Bibliographic record
Abstract
Esta dissertação, a partir da linha de pesquisa Estudos sobre Infâncias, investigou a produção das narrativas orais (COOPER, 2005; SMITH, 2006; CAMPOS; GIRARDELLO, 2015; SOUZA, 2015; BINDER, 2017; GARVIS, 2017; PRAMLING, 2017; PIHL; PETERSON; PRAMLING, 2017) das crianças pré-escolares por meio das performances narrativas (HARTMANN, 2015c), da mediação literária (CARDOSO, 2014) e da interface entre brincadeira e letramento (ROSKOS; CHRISTIE, 2009; PELLEGRINI; VAN RYZIN, 2009; ROWE, 2009; SAWYER; DEZUTTER, 2009; SAWYER, 2011; WAJSKOP, 2017). Considerando esse propósito principal, este estudo pretendeu analisar os processos de produção das narrativas orais através das performances corporais, gestuais e vocais expressas pelas crianças; identificar o modo como as mediações contribuem para a produção das narrativas orais infantis; verificar, com base nos referenciais teóricos estudados e na análise dos dados gerados, a inter-relação entre brincadeira e letramento, bem como evidenciar a importância de um trabalho que contemple as narrativas orais das crianças a partir da intencionalidade pedagógica e do protagonismo infantil no contexto pré-escolar. Para isso, metodologicamente, foi realizada uma pesquisa etnográficapropositiva (HARTMANN, 2015c) de abordagem multimetodológica (FERREIRA, 2005; CLARK, 2017) com sete crianças de 5 e 6 anos de idade, sendo três meninas e quatro meninos, que frequentavam a pré-escola de uma instituição de ensino da rede privada localizada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Sob tal perspectiva, cabe esclarecer as especificidades e as questões éticas imbricadas em uma investigação com crianças (GRAUE; WALSH, 2003), considerando-as como coprodutoras e participantes (CLARK, 2017) da pesquisa e reconhecendo sua competência (ALDERSON, 2007), em uma abordagem em parceria e em um fazer compartilhado. Para a geração dos dados, foram propostas sessões de contação de histórias, rodas de conversa e exploração de adereços. Esses encontros com as crianças participantes foram denominados Ateliês Narrativos e organizados em três etapas, cada uma caracterizando-se por uma intencionalidade específica: Ateliês de Experimentação, com foco na ampliação de repertórios; Ateliês de Exploração, para conhecimento e exploração da obra Caixa de Contos (LAVAL, 2017) e dos adereços; e Ateliês de Produção das Narrativas Orais, voltados para a criação das histórias de modo individual e coletivo. Todas as sessões de Ateliê foram filmadas e decupadas para posterior análise. A leitura dos dados gerados possibilitou a definição de três eixos analíticos: a) as performances narrativas (HARTMANN, 2015c; SOUZA, 2015; MACHADO, 2010a); b) as mediações, divididas em dois eixos: as mediações protagonizadas entre as crianças por meio da emergência colaborativa (SAWYER; DEZUTTER, 2009; SAWYER, 2011) e as mediações planejadas por mim, a partir dos conceitos do pensamento compartilhado sustentado (SIRAJ-BLATCHFORD; SYLVA, 2004) e da mediação literária (CARDOSO, 2014); e c) as narrativas das crianças (CAMPOS; GIRARDELLO, 2015; GIRARDELLO, 2015). Com as análises, foi possível inferir a importância da produção das narrativas orais infantis no contexto pré-escolar, tendo em vista que a criação e o modo como as crianças contam suas histórias permitem que se desenvolva um processo criativo marcado pela performance e a construção de conhecimentos linguísticos, os quais contribuem significativamente para o desenvolvimento da escuta, da fala, do pensamento e da imaginação.
Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.
How this classification was reachedexpand
Full frame machine prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. The Gemma side is a direct model label for every work in the frame, read from the title-only record. The Codex side is a classifier learned from the 10,348 direct Codex labels and calibrated to design-weighted sample rates; fields without enough sample support carry no Codex call. Candidate is the union of the two sides; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels.
Distilled classifier scores by category (both heads)
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.003 | 0.007 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.000 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.000 | 0.000 |
| Bibliometrics | 0.001 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.006 | 0.008 |
| Scholarly communication | 0.007 | 0.006 |
| Open science | 0.001 | 0.006 |
| Research integrity | 0.001 | 0.002 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.008 | 0.001 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one source (direct Gemma or distilled Codex), not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".