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Record W7074573906

Indígenas, escravizados negros e homens livres na fronteira do Mato Grosso, Bolívia e Paraguai: fugas, contrabando e resistência (1750-1850)

2019· article· pt· W7074573906 on OpenAlexaboutno aff

Bibliographic record

VenueAmericanae (AECID Library) · 2019
Typearticle
Languagept
FieldEnvironmental Science
TopicWater Quality and Resources Studies
Canadian institutionsnot available
Fundersnot available
KeywordsPortugueseQuarter (Canadian coin)Period (music)Frontier
DOInot available

Abstract

fetched live from OpenAlex

Os personagens analisados nessa tese são os escravizados negros, indígenas e homens livres no Mato Grosso e suas circulações na fronteira com Bolívia e Paraguai na segunda metade do século XVIII e primeira metade do XIX. Defendemos nessa tese o protagonismo desses escravizados negros e indígenas no processo de colonização portuguesa e espanhola na região. Afirmamos que nenhum desses personagens responderam passivos às submissões de senhores, nem mesmo às instituições coloniais administrativas e religiosas. Durante o século XVIII foram travados vários embates entre indígenas e colonizadores nessa tríplice fronteira e os indígenas responderam a essa colonização desenvolvendo estratégias diversas como enfrentamento ou alianças com aquele que mais lhe convinha, ora com portugueses, ora com espanhóis. E mesmo depois de estabelecida a colonização, com construções de fortalezas e vilas nessa fronteira luso-espanhola e também estabelecidas as reduções jesuíticas em território fronteiriço de domínios hispânicos, os indígenas continuaram fazendo alianças e sendo personagens importantes comercializando seus produtos tanto com portugueses quanto com espanhóis tentando manter seu território conquistado sempre. Os escravizados negros começaram a chegar no Mato Grosso na segunda metade do século XVIII depois de uma longa e penosa viagem desde outras regiões do Brasil e também da África. Percebemos que, por ser uma região de fronteira, os escravizados fugiam para os domínios hispânicos, mas, para isso deveriam atravessar os caudalosos rios Paraguai, Guaporé ou Mamoré que dividiam os domínios das duas coroas ibéricas (Portugal e Espanha) na fronteira oeste do Mato Grosso. Mais do que uma fronteira política que limitava essas duas coroas ibéricas, a fronteira luso-espanhola foi um espaço no qual diferentes grupos sociais inventavam práticas diversas procurando melhores condições de vida e sobrevivência. Esse espaço de convívio de diferentes identidades na fronteira oeste da capitania, assim como as fugas de escravizados negro para os domínios hispânicos e formação de quilombos foram constantes durante todo o período colonial, e não cessaram durante o período imperial. Para avalizar essa tese pesquisamos documentação em três países. No Brasil recorremos ao Arquivo Público do Estado de Mato Grosso (APMT), localizado em Cuiabá. Na Bolívia, pesquisamos dois arquivos: o primeiro foi o Archivo y Biblioteca Nacionales de Bolivia (ABNB), localizado em Sucre; e o segundo foi o Museo de Historia y Archivo Histórico de Santa Cruz (MHAHSC), localizado em Santa Cruz de la Sierra. O último arquivo pesquisado foi no Paraguai, em Assunção, o Archivo Nacional de Asunción (ANA). Por fim, no diz respeito à fronteira oeste do Mato Grosso, para os lusitanos, tratava-se de manter o território conquistado; para os espanhóis, impedir o avanço; e, para ambos era conter a força indígena. Já os escravizados negros viam nos países vizinhos uma oportunidade para conquistar a liberdade e de melhores condições de sobrevivência e trabalho, com menos vigilância institucional, enquanto os proprietários de escravizados deveriam exercer mais vigilância para que não houvesse marginalidades. No caso dos indígenas, essa fronteira também era uma oportunidade de fuga institucional das coroas ibéricas (Portugal e Espanha) e das missões jesuíticas, mas também lutando para manter seu território em situação de conquista, essa fronteira possibilitava negociação, tanto com portugueses quanto com espanhóis. Quanto aos homens livres, essa fronteira facilitava as fugas de soldados desertores dos fortes construídos nesse limite institucional imposto pelas metrópoles, mas também maior possibilidade de comércio, contrabando e negociações entre nações fronteiriças vizinhas.

Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.

How this classification was reachedexpand

Full frame distilled prediction

Teacher imitation

Not calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.

metaresearch head score (Codex)0.000
metaresearch head score (Gemma)0.000
Version: codex-gemma-dda1882f352aValidation status: machine_predicted_unvalidated
Candidate categoriesMeta-epidemiology (narrow), Insufficient payload (model declined to judge)
Consensus categoriesMeta-epidemiology (narrow), Insufficient payload (model declined to judge)
DomainCandidate signal: none · Consensus signal: none
Study designCandidate signal: Observational · Consensus signal: Observational
GenreCandidate signal: Empirical · Consensus signal: Empirical
Teacher disagreement score0.036
Threshold uncertainty score1.000

Codex and Gemma teacher scores by category

CategoryCodexGemma
Metaresearch0.0000.000
Meta-epidemiology (narrow)0.0010.001
Meta-epidemiology (broad)0.0020.001
Bibliometrics0.0000.001
Science and technology studies0.0010.002
Scholarly communication0.0000.002
Open science0.0020.002
Research integrity0.0000.001
Insufficient payload (model declined to judge)0.0160.008

Machine scores (provisional)

The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.

Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.

Opus teacher head0.016
GPT teacher head0.202
Teacher spread0.186 · how far apart the two teachers sit on this one work
Validation statusscore_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from it

Classification

machine, unvalidated

Machine predicted; both teacher heads agree on what is shown here.

Study designObservational
Domainnot available
GenreEmpirical

How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".

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Published2019
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