O novo paradigma de gestão da educação pública e a reconversão docente
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Bibliographic record
Abstract
A gestão pública e a formação de professores não são temas recentes, são pautas que remontam à agenda educacional globalizada neoliberal da década dos anos 1970. Contudo, assumem centralidade a partir dos anos 1990, sobretudo com a Reforma Gerencial de 1995 no Governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), mediante a aprovação do Plano Diretor da Reforma do Aparelho de Estado (PDRAE). A pesquisa tem como objetivo analisar o novo paradigma de gestão da educação pública no Brasil e sua relação com o processo de reconversão docente. Para consecução do objetivo principal, o estudo apresenta como materiais a pesquisa bibliográfica com estudiosos da área como Evangelista (2016; 2012; 2021); Evangelista e Triches (2009; 2012); Evangelista e Shiroma (2007); Shiroma (2018); Laval (2019), entre outros; e a pesquisa documental que sucedeu-se com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) postulada pela Resolução do CNE/CP nº 01/2002; Resolução do CNE/CP nº 2/2015, Resolução CNE/CP nº 2/2019 e a Resolução CNE/CP nº 1/2020, entre outros instrumentos normativos que influenciam e determinam a política de formação de professores como a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDBEN) nº 9.394/1996. Cabe destacar que se utilizou, ainda, documentos referentes à "reforma" do Estado e a nova gestão pública; e relatórios dos organismos multilaterais, a exemplo do Banco Mundial (BM) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O estudo contou com uma abordagem qualitativa e análise fundamentada nos pressupostos teórico-metodológicos do materialismo histórico-dialético (MHD) e na Pedagogia Histórico-Crítica (PHC). Hoje, a educação no Brasil segue a lógica do mercado financeiro institucionalizada com a Reforma do Estado e a Nova Gestão Pública (NGP). O sustentáculo da NGP é a caracterização do setor estatal como ineficiente, burocrático, oneroso, ineficaz etc., e do mercado como formulador, regulador (controle) e avaliador de políticas públicas por excelência. As políticas de formação de professores no país estão em consonância com as diretrizes dos organismos internacionais e é forte a influência do setor empresarial na definição dessas políticas. Permeada por uma racionalidade técnica e instrumental, pelo gerencialismo, accountability e performatividade, a política de formação de professores tem como desiderato a responsabilização dos docentes pelos resultados (desempenho) educacionais. No governo Dilma Rousseff, é elaborada a Resolução CNE/CP nº 02/2015 que tem como referência a concepção sócio-histórica de educador e sinaliza uma ruptura com o entendimento de formação contido na Resolução CNE/CP nº 01/2002. A revogação da Resolução nº 02/2015, ainda em seu período de implementação, representa a tentativa de subordinar a formação ao capital. Além disso, reestabelece uma linha de continuidade com os fundamentos e princípios da Resolução CNE/CP nº 01/2002, nucleada pela noção de competências. A Resolução CNE/CP nº 2/2019 e a Resolução CNE/CP nº 1/2020 aprofundam o projeto de desprofissionalização, despolitização e fragmentação da categoria de professores. Significa, ainda, uma ruptura com a Resolução nº 02/2015, pois desarticula a formação inicial da formação continuada, é fundamentada na pedagogia das competências e representa um novo pacto, estabelecido entre a burguesia nacional e as organizações multilaterais. O fenômeno da reconversão docente objetiva o ajustamento dos professores às políticas educacionais neoliberais modificando seu papel e identidade, tornando-o um experto adaptativo. A reconversão dá-se em atendimento às exigências do capital financeiro. No entanto, a tentativa de converter os professores em representantes do capital e de desmontar a educação pública, encontra a resistência de milhares de professores e suas entidades representativas.
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Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.002 | 0.001 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.001 | 0.001 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.001 | 0.003 |
| Science and technology studies | 0.002 | 0.000 |
| Scholarly communication | 0.001 | 0.001 |
| Open science | 0.002 | 0.000 |
| Research integrity | 0.003 | 0.003 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.001 | 0.001 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from it