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Enregistrement W2258590333

Homo)sexualidades urbanas fora dos tradicionais bairros gays (Gay Villages)

2014· article· pt· W2258590333 sur OpenAlexaboutno aff
Daniel Moreno Pina

Notice bibliographique

RevueXIV Colóquio Ibérico de Geografia · 2014
Typearticle
Languept
DomaineSocial Sciences
ThématiquePublic Spaces through Art
Établissements canadiensnon disponible
Organismes subventionnairesnon disponible
Mots-clésHumanitiesSociologyArt
DOInon disponible

Résumé

récupéré en direct d'OpenAlex

A geografia anglo-saxonica vem ha muito tempo estudando a forma urbana conhecida como Gay Village, bairros formados por e para individuos LGBTQ, fruto de duras lutas por direitos e reconhecimento social. Desde a sua constituicao, esses bairros em cidades das economias capitalistas avancadas passaram por diversos processos de transformacao socio-espacial. Nos anos 1970 e 1980 os bairros gays eram vistos como espacos seguros nos quais individuos que nao se enquadravam em uma sociedade heteronormativa podiam buscar refugio contra a violencia homofobica. Nos anos 1990, uma serie de processos socio-espaciais e politicos mudaram nao apenas a paisagem desses locais como a sua funcao: de espacos seguros para espacos de consumo. Processos de requalificacao urbana, sobretudo de gentrificacao, acometeram a maior parte desses bairros em cidades como Nova York, Toronto, Montreal, Sao Francisco, Londres, Manchester, Sydney, entre outras. A partir dos anos 2000, os Gay Villages foram inseridos na logica das cidades pos-industriais e passaram a buscar uma identidade fortemente marcada por um cosmopolitismo voltado para turistas. No entanto, no inicio da decada de 2000 alguns pesquisadores comecaram a estudar um novo fenomeno urbano. Desta forma novos espacos se formavam nas cidades onde podiam ser constatadas a forte presenca de individuos LGBTQ. A principio cogitou-se a ideia de que estariamos vivendo em um periodo pos-gay, no qual o acesso aos direitos fundamentais, como o casamento de pessoas do mesmo sexo, seria a prova cabal de que nao haveria mais necessidade de bairros especificamente feitos para e por individuos LGBTQ. Neste sentido, a cidade estaria marcada por espacos considerados pos-gay. Espacos pos-gays podem ser definidos como uma area onde diferencas sexuais sao reconhecidas pelos demais residentes, porem este nao e o principal marcador desse espaco. Entretanto, estudos recentes tem posto em cheque tal conceito, uma vez que a presuncao de que estariamos vivendo em um mundo pos-gay seria, antes de mais nada, uma realidade especifica a alguns paises do chamado mundo ocidental. Alem disso, mesmo dentro destas cidades, o proprio acesso aos tais espacos partiria de um acesso diferencial aos privilegios de raca, classe, genero e nacionalidade. Assim, a nocao de um mundo pos-gay estaria fundamentada em certos padroes homonormativos, permeados por expectativas de classe e raca. Mais recentemente, novas pesquisas buscaram examinar o conceito de bairros queer-friendly. Bairros queer-friendly sao espacos onde as diferencas sexuais nao sao apenas reconhecidas, mas a coesao social resultantes das interacoes sociais entre residentes de diversas orientacoes sexuais e a caracteristica central desses espacos. Dessa forma, a presenca de individuos nao heterossexuais, alem da sua presenca na paisagem e no comercio, seriam essenciais para manter a coesao social na escala local. No entanto, os estudos ate o momento disponiveis sobre o assunto revelam uma tendencia ao aparecimento de processos de diferenciacao urbana, a saber, gentrificacao. Um estudo sobre um possivel bairro queer-friendly em Toronto, Canada, relacionou a nocao de queer-friendly com uma nascente gentrificacao e mercantilizacao de grupos sociais marginais. Assim, a propria nocao de bairros queer-friendly estaria de alguma forma diretamente relacionada aos processos de gentrificacao e de diferenciacao urbana e social. Alem da ideia de queer-friendly, outro conceito encontrado na literatura academica e ambient community. Entende-se por ambient community um espaco onde minorias sexuais estariam integradas dentro da comunidade, sem serem assimiladas ou excluidas espacialmente em guetos. Um estudo sobre uma ambient community no interior do estado americano de Nova York mostrou que apesar de haver a formacao de lacos sociais entre os diversos habitantes dessa comunidade, as relacoes sociais entre esses mesmo habitantes eram marcadas por uma forte separacao em termos de raca e classe. Alem do mais, a maior parte da comunidade era formada por pessoas consideradas caucasianas, o que indica que a coesao social encontrada na escala local so e possivel nesse caso dada a homogeneizacao racial e de classe. Embora os tradicionais bairros gays ainda possuam valor de analise a partir de uma perspectiva geografica, e importante reconhecer que nas economias capitalistas avancadas as cidades estao passando por mudancas sociais e espaciais, e que individuos LGBTQ sao parte dessas mudancas. Novos padroes espaciais LGBTQ estao reformulando a cidade pos-industrial, dentro e fora dos tradicionais Gay Villages, cabe a geografia urbana e das sexualidades entender esses recentes movimentos.

Récupéré en direct depuis OpenAlex et désinversé. Les résumés ne sont pas conservés dans cette base de données : les index inversés représentent 8,6 Go des 9,3 Go de texte de la base, et le serveur dispose de 13 Go libres.

Comment cette classification a été obtenuedéplier

Prédiction distillée sur la base complète

Imitation des enseignants

Ni prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Apprise à partir de 10 348 étiquettes directes de Codex et de 10 348 étiquettes directes de Gemma. Le mode candidate est l'union des têtes enseignantes seuillées; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont ni des étiquettes humaines ni des étiquettes directes de modèles de pointe.

score de la tête « metaresearch » (Codex)0,008
score de la tête « metaresearch » (Gemma)0,002
Version: codex-gemma-dda1882f352aStatut de validation: machine_predicted_unvalidated
Catégories candidatesMéta-épidémiologie (sens strict), Études des sciences et des technologies, Communication savante, Intégrité de la recherche, Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)
Catégories consensuellesCharge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)
DomaineSignal candidat: aucune · Signal consensuel: aucune
Devis d'étudeSignal candidat: Sans objet · Signal consensuel: Sans objet
GenreSignal candidat: Empirique · Signal consensuel: Empirique
Score de désaccord entre enseignants0,379
Score d'incertitude au seuil1,000

Scores Codex et Gemma par catégorie

CatégorieCodexGemma
Métarecherche0,0080,002
Méta-épidémiologie (sens strict)0,0010,001
Méta-épidémiologie (sens large)0,0010,001
Bibliométrie0,0010,004
Études des sciences et des technologies0,0030,002
Communication savante0,0020,001
Science ouverte0,0030,001
Intégrité de la recherche0,0010,001
Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)0,0050,003

Scores machine (provisoires)

Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.

Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.

Tête enseignante Opus0,036
Tête enseignante GPT0,317
Écart entre enseignants0,282 · la distance entre les deux têtes enseignantes sur ce seul travail
Statut de validationscore_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découle

Classification

machine, non validée

Prédiction automatique; les deux têtes enseignantes s’accordent sur ce qui est montré ici.

Devis d'étudeSans objet
Domainenon disponible
GenreEmpirique

Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».

En bref

Citations0
Publié2014
Routes d'admission1
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