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Enregistrement W4242507860 · doi:10.1590/s0101-31732011000300004

Florestan Fernandes

2011· article· pt· W4242507860 sur OpenAlexaboutno aff

Notice bibliographique

RevueTrans/Form/Ação · 2011
Typearticle
Languept
DomaineSocial Sciences
ThématiqueSociology and Education in Brazil
Établissements canadiensnon disponible
Organismes subventionnairesnon disponible
Mots-clésMedicine

Résumé

récupéré en direct d'OpenAlex

FLORESTAN FERNANDES -Durante 25 anos lecionou Sociologia na Universidade de São Paulo, de onde foi afastado, em 1969, como professor catedrático.Lecionou durante três anos na Universidade de Toronto (Canadá) e tem sido frequentemente convidado por inúmeras instituições universitárias e de pesquisas do exterior a fi m de prestar colaboração em nível de cursos de pós-graduação, orientação de pesquisas etc. Tem participado de inúmeros congressos e seminários internacionais como conferencista e como relator de pesquisas.Autor de um extenso número de artigos, ensaios e de livros, dos quais destacamos: Fundamentos Empíricos da Explicação Sociológica, Ensaios de Sociologia Geral e Aplicada, Capitalismo Dependente e Classes Sociais na América Latina, Sociedade de Classes e Subdesenvolvimento, O Negro no Mundo dos Brancos, A Integração do Negro na Sociedade de Classes, Mudanças Sociais no Brasil, A Revolução Burguesa no Brasil e Circuito Fechado.O depoimento que se segue, além de sua excepcional e provocante riqueza em termos de refl exão teórica e crítica, revela-nos igualmente uma fi gura de rara grandeza humana.O mínimo que podemos dizer, nós, que também procuramos "vincular a investigação científi ca e fi losófi ca à transformação da sociedade", é que de Florestan Fernandes somos todos aprendizes.Como interpreta toda a sua produção científi ca? Há um projeto teórico, uma "linhamestra", orientando seus trabalhos e pesquisas?Qual é a sua trajetória intelectual?Essa é uma pergunta complicada para mim.Pelo que sei, só Comte sabia o que ele ia fazer durante todo o resto da vida.Em geral, as preocupações teóricas de qualquer intelectual -especialmente se ele é um sociólogo, historiador ou um antropólogo, enfi m alguém que trabalha com problemas que dizem respeito as sociedades humanas -se alteram ao longo do tempo.Não há uma pessoa que nasça com um projeto e depois o realize completamente.Todavia em termos de formação intelectual, o ensino que nós recebíamos na Faculdade de Filosofi a, como já escrevi, combinava um nível acadêmico muito alto, pois nos tivemos a sorte de termos professores de primeira ordem mas, ao mesmo tempo, uma espécie de didatismo, que estava infi ltrado no ensino.Isto não era decorrência da estrutura do ensino.Era decorrência da situação cultural brasileira.Nós não tínhamos um ponto de partida para começarmos com aquele tipo de universidade.Aquela universidade foi implantada em um meio mais ou menos agreste, exigindo uma base e uma tradição que nós não tínhamos; e a consequência foi que todos tínhamos que improvisar, uns mais, outros menos.É claro que pessoas que vinham de famílias de intelectuais e nas quais o trato com o livro era mais frequente do que pessoas que vinham de famílias pobres, provavelmente tiveram menos difi culdade nesta transição.Essa não era minha situação pessoal.Eu vinha de uma família pobre e o trato com o livro foi adquirido às minhas próprias custas.Eu não tinha ligação com ninguém que pudesse, em termos de situação de família, me ajudar e servir de apoio.Só para vocês terem uma idéia dessa contradição, vou dar um exemplo.Terminado meu curso na Faculdade de Filosofi a, a minha crise -não a de crescimento psicológico -era uma crise moral.Porque eu me perguntava: o que é a Sociologia?; o que são as Ciências Sociais?; posso ser um sociólogo?; sei o sufi ciente para ser um sociólogo?Assim, tive de armar um programa de trabalho que envolvia no mínimo 18 horas, e às vezes mais, de leituras intensas, todo dia.Isso era um trabalho de autodidata, montado a margem e em cima do trabalho desenvolvido pelos professores.Por que isso foi necessário?Foi necessário porque nos não tínhamos um ensino secundário que alimentasse o desenvolvimento intelectual do estudante.O estudante que chegava à USP era um estudante com defi ciências muito graves.E essas defi ciências eu senti logo no começo.Por exemplo: o primeiro contacto que eu tive com a Filosofi a foi através do professor Maugüé, em um curso sobre Hegel de um ano, dado em francês.Agora, o que é que um pobre coitado que sai de um curso de madureza, sabendo o que se sabia aqui a respeito de Filosofi a, poderia fazer no quadro de um ensino destes?Eu tinha de me meter a ler livros e fazer um esforço duplo: de um lado, o de entender o francês do meu professor; de outro lado, o de multiplicar as leituras para poder, independentemente da língua, entender o que ele estava ensinando.Havia, então, uma montagem autodidática paralela, que estava incrustada na atividade do estudante e que, depois, marcava a própria trajetória do intelectual formado pela Universidade de São Paulo.A institucionalização nesta década de 40 é parcial.A preocupação para entrosar o ensino com as potencialidades culturais do ambiente nasceu conosco.Assim que nos tornamos professores, e como professores nós pudemos introduzir inovações, aí é que estes problemas foram sendo enfrentados e resolvidos.Até então, o professor europeu -embora fosse só o professor francês que fazia isso -simplifi cava as coisas.Ele achava que o estudante brasileiro tinha as mesmas condições intelectuais que qualquer outro estudante e dava o ensino que ele achava que devia dar; nós tínhamos assim que enfrentar os problemas resultantes.É claro que de uma forma precária, insatisfatória para os professores, e com muito sacrifício para nós.Então o autodidatismo era a outra face do trabalho intelectual.É curioso, porque era um ensino de grande densidade, um ensino de grandes qualidades, de professores que tinham um treino universitário.Isto fazia com que nós todos tivéssemos uma certa propensão muito abstrata e superestimássemos a Universidade pois essa precariedade toda fazia com que nos procurássemos segurança em termos de uma imaginação criadora.Naturalmente, para compensar as defi ciências do trabalho que fazíamos e que sentíamos, éramos obrigados a pensar que não só a

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Comment cette classification a été obtenuedéplier

Prédiction machine sur la base complète

Imitation des enseignants

Ni prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Le volet Gemma est une étiquette directe du modèle pour chaque travail de la base, lue sur la notice réduite au titre. Le volet Codex est un classifieur appris des 10 348 étiquettes directes de Codex et calibré sur les taux pondérés de l'échantillon; les champs sans appui suffisant ne portent aucun appel Codex. Le mode candidate est l'union des deux volets; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont pas des étiquettes humaines.

score de la tête « metaresearch » (Codex)0,001
score de la tête « metaresearch » (Gemma)0,004
Version: metacan-v3-hybrid-931329e0061cStatut de validation: machine_predicted_unvalidated
Catégories candidatesaucune
Catégories consensuellesaucune
DomaineSignal candidat: aucune · Signal consensuel: aucune
Devis d'étudeSignal candidat: Sans objet · Signal consensuel: Sans objet
GenreSignal candidat: Empirique · Signal consensuel: aucune
Score de désaccord entre enseignants0,176
Score d'incertitude au seuil0,590

Scores du classifieur distillé par catégorie (deux têtes)

CatégorieCodexGemma
Métarecherche0,0010,004
Méta-épidémiologie (sens strict)0,0010,000
Méta-épidémiologie (sens large)0,0000,000
Bibliométrie0,0010,001
Études des sciences et des technologies0,0040,001
Communication savante0,0040,003
Science ouverte0,0010,003
Intégrité de la recherche0,0020,004
Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)0,1760,054

Scores machine (provisoires)

Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.

Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.

Tête enseignante Opus0,138
Tête enseignante GPT0,361
Écart entre enseignants0,223 · la distance entre les deux têtes enseignantes sur ce seul travail
Statut de validationscore_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découle

Classification

machine, non validée

Prédiction automatique; un appel candidat d’une seule source (Gemma direct ou Codex distillé), pas un consensus.

Les modèles n’ont appliqué aucune catégorie : rien dans la taxonomie ne correspondait à ce travail.
Devis d'étudeSans objet
Domainenon disponible
GenreEmpirique

Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».

En bref

Citations0
Publié2011
Routes d'admission1
Résumé présentoui

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