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Enregistrement W4411632373 · doi:10.55905/oelv23n6-146

Entre turnos e lutas: a escala 6 x 1, o precariado brasileiro e as consequências para a saúde mental dos trabalhadores

2025· article· pt· W4411632373 sur OpenAlexaboutno aff
Marcia Leão de Lima, Ana Cláudia Afonso Valladares-Torres, Lucas Teixeira Dezem, Jefferson Fellipe Jahnke, Jakson dos Santos Raposo, Alexandre Moura Lima Neto, Maria Magaly Colares de Moura Alencar, Nikolas Corrent, Caíque dos Santos Sousa, Ana Lara Silva de Oliveira, Raquel Alves dos Santos Fabio, M. S. B. Araújo

Notice bibliographique

RevueOBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA · 2025
Typearticle
Languept
DomaineHealth Professions
ThématiqueOccupational Health and Burnout
Établissements canadiensnon disponible
Organismes subventionnairesnon disponible
Mots-clésHumanitiesPolitical sciencePhilosophy

Résumé

récupéré en direct d'OpenAlex

Em um cenário de crescentes precarizações das relações laborais no Brasil, a escala 6 x 1 – que impõe seis dias consecutivos de trabalho para um único dia de descanso – emerge como um dos dispositivos normativos mais naturalizados e, ao mesmo tempo, mais cruéis do cotidiano do trabalhador assalariado. E ainda, sua vigência normativa, respaldada pelo artigo 67 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), frequentemente é interpretada como um direito garantido, embora, na prática, represente a consolidação de uma lógica que sobrecarrega o corpo, compromete a vida social e fragiliza a saúde mental de milhões de pessoas. Assim sendo, este artigo propõe refletir sobre os efeitos psicossociais e existenciais da jornada 6 x 1 no contexto da classe trabalhadora brasileira, em especial daquele segmento conhecido como “precariado” – ou seja, trabalhadores que vivenciam inseguranças crônicas, instabilidade contratual e ausência de direitos trabalhistas consolidados. Nesse sentido, o objeto desta pesquisa concentra-se na análise crítica da escala como “dispositivo reprodutor do sofrimento psíquico estrutural” no mundo do trabalho contemporâneo. Ou seja, pretende-se compreender como a estrutura temporal imposta por essa jornada se articula com fatores como a intensificação do trabalho, a desregulamentação das relações laborais e a individualização do sofrimento nas sociedades neoliberais. Cabe ressaltar que, ao lidar com sujeitos marcados por vulnerabilidades múltiplas – como jovens, mulheres, negros e periféricos –, a escala funciona não apenas como imposição de uma jornada, mas como um mecanismo de esvaziamento da vida para além do labor. Dito isso, a pergunta que norteia esta pesquisa é: de que maneira a escala 6 x 1, enquanto forma de organização do tempo de trabalho, contribui para a intensificação do sofrimento psíquico e para o aprofundamento da precarização da vida no Brasil contemporâneo? Teoricamente, fizemos uso dos trabalhos de Antunes (2005; 2009; 2018; 2020; 2021), Bader Sawaia (2016), Butler (2004; 2009; 2017; 2019), Byung-Chul Han (2015; 2017; 2025), Dardot e Laval (2016), David Harvey (2000), Dejours (1987; 1992; 1994; 2006; 2009; 2011; 2013; 2015), Dunker (2015), Durkheim (1999; 2014), Ferreras (2017), Lordon (2010; 2013; 2014), Hardt e Negri (2001), Isabelle Ferreras (2017), Souza Martins (2012), Karl Marx (1844; 1845; 1867), Lessa (2007), Weber (2004), Richard Sennett (1998; 2002; 2012), entre outros. A pesquisa é de cunho qualitativa (Minayo, 2007), bibliográfica e descritiva (Gil, 2008) e com o viés analítico crítico-compreensivo (Weber, 2004). A análise revelou que a jornada 6 x 1 atua como mecanismo estruturante da precarização da vida, intensificando o sofrimento psíquico dos trabalhadores por meio da captura do tempo, da naturalização do cansaço e da fragmentação dos vínculos sociais. Além disso, evidenciou-se que esse modelo de jornada impacta de forma desproporcional os grupos vulnerabilizados, reforçando desigualdades históricas e inviabilizando o cuidado de si e dos outros. Por fim, constatou-se que a escala não apenas regula o tempo de trabalho, mas redefine o próprio sentido da existência sob a lógica do desempenho e da submissão.

Récupéré en direct depuis OpenAlex et désinversé. Les résumés ne sont pas conservés dans cette base de données : les index inversés représentent 8,6 Go des 9,3 Go de texte de la base, et le serveur dispose de 13 Go libres.

Comment cette classification a été obtenuedéplier

Prédiction machine sur la base complète

Imitation des enseignants

Ni prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Le volet Gemma est une étiquette directe du modèle pour chaque travail de la base, lue sur la notice réduite au titre. Le volet Codex est un classifieur appris des 10 348 étiquettes directes de Codex et calibré sur les taux pondérés de l'échantillon; les champs sans appui suffisant ne portent aucun appel Codex. Le mode candidate est l'union des deux volets; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont pas des étiquettes humaines.

score de la tête « metaresearch » (Codex)0,002
score de la tête « metaresearch » (Gemma)0,005
Version: metacan-v3-hybrid-931329e0061cStatut de validation: machine_predicted_unvalidated
Catégories candidatesaucune
Catégories consensuellesaucune
DomaineSignal candidat: aucune · Signal consensuel: aucune
Devis d'étudeSignal candidat: Observationnel · Signal consensuel: Observationnel
GenreSignal candidat: Empirique · Signal consensuel: Empirique
Score de désaccord entre enseignants0,218
Score d'incertitude au seuil0,434

Scores du classifieur distillé par catégorie (deux têtes)

CatégorieCodexGemma
Métarecherche0,0020,005
Méta-épidémiologie (sens strict)0,0000,000
Méta-épidémiologie (sens large)0,0000,000
Bibliométrie0,0020,003
Études des sciences et des technologies0,0040,006
Communication savante0,0040,002
Science ouverte0,0010,005
Intégrité de la recherche0,0010,002
Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)0,0120,000

Scores machine (provisoires)

Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.

Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.

Tête enseignante Opus0,038
Tête enseignante GPT0,400
Écart entre enseignants0,362 · la distance entre les deux têtes enseignantes sur ce seul travail
Statut de validationscore_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découle

Classification

machine, non validée

Prédiction automatique; un appel candidat d’une seule source (Gemma direct ou Codex distillé), pas un consensus.

Les modèles n’ont appliqué aucune catégorie : rien dans la taxonomie ne correspondait à ce travail.
Devis d'étudeObservationnel
Domainenon disponible
GenreEmpirique

Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».

En bref

Citations0
Publié2025
Routes d'admission1
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