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Enregistrement W7044075961

Universidade(s) e deficiência(s) : interfaces, tensões e processos

2020· dissertation· pt· W7044075961 sur OpenAlexaboutno aff

Notice bibliographique

RevueLume (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) · 2020
Typedissertation
Languept
DomaineSocial Sciences
ThématiqueGender, Sexuality, and Education
Établissements canadiensnon disponible
Organismes subventionnairesnon disponible
Mots-clésSubject (documents)Context (archaeology)Perspective (graphical)Field (mathematics)Work (physics)
DOInon disponible

Résumé

récupéré en direct d'OpenAlex

Este estudo discute modos possíveis de relação com a deficiência e problematiza como essa categoria é materializada nos espaços e temporalidades da universidade pública. Sobretudo, circunscreve a universidade como uma instituição retórica que, ao mesmo tempo em que produz e atualiza perspectivas capacitistas, pode se constituir também como um local privilegiado para a contestação de verdades únicas sobre deficiências múltiplas. O percurso das problematizações desenvolvidas na tese acompanha os encontros temporais e espaciais com 3 universidades distintas: a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em Porto Alegre; a Universidade Ryerson, em Toronto/Canadá; e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Em um primeiro momento, acionamos 3 operadores teórico e metodológicos que, articulados entre si e na relação com a deficiência, tranversalizam o texto e nos permitem mobilizar as discussões propostas: materializar corporalidades, contar histórias e incômodo. Para posicionar o debate, tecemos algumas reflexões sobre as condições de emergência das práticas e políticas de inclusão educacional voltadas para estudantes com deficiência, subsidiadas em três paradigmas que contextualizam essas discussões em um panorama histórico e orientam nossas intervenções cotidianas: a inclusão como reclusão, como integração, como um direito e imperativo de Estado. Em seguida, relatamos algumas experiências do doutorado sanduíche em um programa de Estudos sobre Deficiência da Universidade Ryerson e refletimos sobre os deslocamentos conceituais e analíticos decorrentes desse estágio, bem como as possibilidades de ampliar tecnologias de acessibilidade e cuidado proporcionadas por essa vivência. O encontro com a arte e com modos interseccionais de relação com a deficiência que encontramos no cenário canadense nos permitiram reiterar a compreensão de que contextos sociais, históricos e culturais diversos permitem a emergência de diferentes modos de produção e relação com as deficiências. Na pesquisa de campo, buscamos observar como a política de reserva de vagas para estudantes com deficiência (Lei nº. 13.409/2016) vem sendo implementada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o que ela coloca em movimento nesse processo de implementação. Como procedimentos para a produção das informações que compõe o corpus empírico da pesquisa, realizamos entrevistas semiestruturadas com 4 estudantes que ingressaram no ensino superior dessa universidade por meio da política de cotas para deficiência. Além das entrevistas, acionamos interlocutoras e departamentos institucionais: transitamos pela Coordenadoria de Acessibilidade Educacional (CAE), por projetos de extensão e núcleos de pesquisa; acompanhamos eventos sobre a deficiência e sobre as políticas de ações afirmativas; conversamos com profissionais que atuam como servidoras da instituição e com pessoas com deficiência que participam do cotidiano da universidade. As entrevistas com as estudantes foram gravadas em áudio e as demais informações foram registradas em diário de campo. As narrativas das estudantes com deficiência cotistas e os percursos institucionais acionados no decorrer da pesquisa de campo nos apontaram algumas pistas sobre os desafios, as tensões e as controvérsias na operacionalização da política. Discutimos como, ao relegar as questões da deficiência exclusivamente a um plano individual e às soluções técnicas e pontuais, podemos contribuir para isentar a universidade da urgência em reconhecer como as suas próprias estruturas sustentam desigualdades sociais e articulam opressões de forma interseccional e capacitista. Analisamos como contextos diversos materializam deficiências específicas que só podem ser compreendidas na sua multiplicidade e de forma temporal e espacialmente situada. Defendemos a complementaridade inerente a esse processo de constituição que, ao fazer uma deficiência e um sujeito deficiente, também faz o seu oposto – um repertório de práticas, corporalidades e instituições supostamente não atravessadas pela categoria deficiência. Utilizamos a análise de implicações como estratégia metodológica que nos permite refletir sobre quais elementos vão inquietando o fazer pesquisa que faz também a pesquisadora, materializando dores e deficiências nesse processo-encontro. Além disso, a análise de implicações contribui para problematizar as reverberações do contexto político, econômico, social e educacional contemporâneo na pesquisa. Por fim, entendemos que a implementação das políticas de ações afirmativas vem fazendo com que as universidades públicas sejam compelidas a abrir suas portas para comportar a diversidade. Outrossim, a ampliação de entrada de um público diverso nas instituições federais de ensino superior, faz com que seja necessário repensar suas estruturas, epistemologias, referências, práticas e pedagogias. Quando a deficiência passa a ocupar os espaços e temporalidades acadêmicos, não mais apenas como objeto de estudo, mas como categoria analítica e política, além de ser um componente identitário que singulariza as trajetórias de vida das estudantes, nos convoca a repensar os sistemas de ensino a partir de uma dimensão estrutural, uma vez que denuncia o capacitismo intrínseco à universidade. Como apontamentos finais, apostamos em uma academia aleijada, ou seja, uma universidade capaz de antecipar e desejar a diversidade funcional e corporal e, a partir dessa virada epistemológica, promover e garantir o acesso e a participação das pessoas com deficiência nos diferentes espaços, contextos e atuações universitárias.

Récupéré en direct depuis OpenAlex et désinversé. Les résumés ne sont pas conservés dans cette base de données : les index inversés représentent 8,6 Go des 9,3 Go de texte de la base, et le serveur dispose de 13 Go libres.

Comment cette classification a été obtenuedéplier

Prédiction distillée sur la base complète

Imitation des enseignants

Ni prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Apprise à partir de 10 348 étiquettes directes de Codex et de 10 348 étiquettes directes de Gemma. Le mode candidate est l'union des têtes enseignantes seuillées; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont ni des étiquettes humaines ni des étiquettes directes de modèles de pointe.

score de la tête « metaresearch » (Codex)0,001
score de la tête « metaresearch » (Gemma)0,000
Version: codex-gemma-dda1882f352aStatut de validation: machine_predicted_unvalidated
Catégories candidatesMéta-épidémiologie (sens strict), Études des sciences et des technologies, Communication savante, Intégrité de la recherche, Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)
Catégories consensuellesMéta-épidémiologie (sens strict), Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)
DomaineSignal candidat: aucune · Signal consensuel: aucune
Devis d'étudeSignal candidat: Qualitatif · Signal consensuel: Qualitatif
GenreSignal candidat: Empirique · Signal consensuel: Empirique
Score de désaccord entre enseignants0,060
Score d'incertitude au seuil1,000

Scores Codex et Gemma par catégorie

CatégorieCodexGemma
Métarecherche0,0010,000
Méta-épidémiologie (sens strict)0,0010,002
Méta-épidémiologie (sens large)0,0020,001
Bibliométrie0,0010,003
Études des sciences et des technologies0,0040,001
Communication savante0,0020,002
Science ouverte0,0020,000
Intégrité de la recherche0,0020,002
Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger)0,0030,001

Scores machine (provisoires)

Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.

Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.

Tête enseignante Opus0,038
Tête enseignante GPT0,299
Écart entre enseignants0,262 · la distance entre les deux têtes enseignantes sur ce seul travail
Statut de validationscore_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découle

Classification

machine, non validée

Prédiction automatique; les deux têtes enseignantes s’accordent sur ce qui est montré ici.

Devis d'étudeQualitatif
Domainenon disponible
GenreEmpirique

Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».

En bref

Citations0
Publié2020
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