Teste de fala em indivíduos com doença cardiovascular: revisão sistemática e validação de protocolo em esteira
Notice bibliographique
Résumé
Introdução: O teste da fala (TF) é baseado na capacidade do indivíduo de falar confortavelmente enquanto se exercita e tem mostrado correlação com parâmetros fisiológicos determinados pelo teste cardiopulmonar de exercício (TCPE). Embora seja um teste acessível, sua aplicação não segue um protocolo padrão, o que torna difícil a avaliação dos resultados na prática clínica. Assim, conhecer sobre a aplicabilidade do TF, a padronização e validação, para avaliação funcional de adultos com doença cardiovascular (DCV) torna-se relevante. Objetivo: Estudo 1: Identificar, por revisão sistemática, os diferentes métodos de aplicação e as propriedades de medida do TF aplicado em indivíduos com doenças cardiorrespiratórias. Estudo 2: Avaliar a validade concorrente de dois protocolos de TF baseados na equação de predição de distância percorrida do teste de caminhada de seis minutos (TF_TC6) e do incremental shuttle walking test (TF_SWT), realizados em esteira, para avaliação cardiorrespiratória de indivíduos com DCV. Estudo 3: Verificar a validade concorrente do limiar anaeróbico identificado pelo método visual da oxigenação muscular dos membros inferiores e pelo método de referência do TCPE. Métodos: Estudo 1: Realizada busca em bases de dados, identificados e selecionados estudos que apresentassem provocação de fala concomitante a teste de exercício. Avaliou-se a qualidade metodológica (escala Newcastle-Ottawa adaptada), a qualidade descritiva (STROBE statement) e o risco de viés (COSMIN) dos estudos. Estudo 2: Indivíduos com DCV foram avaliados em quatro dias: no primeiro, foi realizada anamnese, avaliação antropométrica e TCPE. No segundo, os indivíduos foram submetidos a duas repetições do TC6 e ao SWT. No terceiro e quarto dias foram aplicados o teste-reteste do TF_TC6 e do TF_SWT, por dois avaliadores, de modo a permitir a avaliação de confiabilidade inter e intra-observador e a reprodutibilidade dos protocolos. A frequência cardíaca (FC) e carga de trabalho (WL) obtidas durante a realização do TCPE e do TF, foram utilizadas para a validação concorrente entre os limiares ventilatórios e os estágios do TF. Estudo 3: Foram repetidos os métodos do Estudo 2. No TCPE e TF, a oxigenação muscular foi avaliada pela espectroscopia no infravermelho próximo, NIRS. Foi identificado o limiar de oxigenação muscular (LLT) com base na análise das curvas de deoxi-hemoglobina e oxi-hemoglobina, tanto no TCPE quanto no TF. Análise Estatística: Estudo 1: Aplicou-se medidas descritivas, média e desvio padrão, para a caracterização das populações. Estudo 2: Aplicou-se medidas de centralidade e de dispersão e adotado o nível de significância de <0,05. O teste de Shapiro-Wilk foi aplicado para verificar a distribuição dos dados. Os testes t para amostras pareadas ou de Wilcoxon foram utilizados para verificar diferença entre FC e WL entre os limiares do TCPE e os estágios do TF (validade) e para a variável tempo, comparando teste-reteste (reprodutibilidade). Para avaliar a correlação destas, foi utilizado coeficiente de correlação de Pearson ou Spearman. Foi aplicado o coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e a análise gráfica de Bland-Altman entre as avaliações inter e intra-avaliadores (confiabilidade). Estudo 3: Foram aplicados os testes t para amostras pareadas ou de Wilcoxon para a comparação entre FC, WL, consumo de oxigênio (VO2) e índice de saturação tecidual (TSI) entre os limiares ventilatórios e o LLT. A análise de variância (ANOVA) de medidas repetidas, seguida do post-hoc de Bonferroni, foi usada comparar as variáveis nos estágios do TT e no LLT. A correlação de Spearman foi aplicada para avaliar a correlação entre as variáveis. A significância estatística foi estabelecida em 5%. Resultados: Estudo 1: Foram incluídos nove estudos. Não foi encontrado um protocolo padronizado para o TF, independente do ergômetro utilizado. Os protocolos estudados, em geral, replicam o protocolo do teste máximo de exercício e incluem recitar um parágrafo padrão como provocação da fala. O cicloergômetro foi o ergômetro mais empregado. A maioria dos estudos apresentou qualidade metodológica moderada a alta e boa pontuação de acordo com o STROBE. Tanto a validade, quanto a confiabilidade do TF foram satisfatórias. Entretanto, segundo COSMIN, apenas um estudo teve seu método de confiabilidade classificado como adequado. Estudo 2: Foram incluídos 25 cardiopatas (15 homens, 60±8 anos). A FC e a WL no primeiro e segundo limiares ventilatórios não foram diferentes das observadas, respectivamente, no último TF+ e no TF- (para os dois protocolos), sugerindo que há correspondência entre estes marcadores de transição metabólica. O CCI foi maior que 0,90, mostrando boa confiabilidade intra e inter-avaliadores. A reprodutibilidade do teste foi boa, já que não houve diferença entre a duração teste-reteste. Estudo 3: Foram observados valores similares de FC, WL e VO2 entre o limiar anaeróbico identificado pelo método de referência do TCPE e pelo LLT. Não houve diferença dos valores de FC e TSI entre o LLT do TCPE e dos protocolos do TF. Os valores de FC, WL e TSI foram similares entre o LLT do TF e o estágio TF+ do protocolo TF_TC6. Resultado semelhante foi observado para os valores de FC e WL do protocolo TF_SWT. Conclusão: Há ausência de padronização de protocolo de aplicação, o que pode limitar a comparação dos achados do teste e o seu emprego na prática clínica. Os protocolos aqui explorados demonstraram ser válidos, confiáveis e reprodutíveis para avaliação cardiorrespiratória de indivíduos com DCV. Além de demostrar correlação com os limiares ventilatórios do TCPE, os protocolos TF_TC6 e TF_SWT também produzem resposta a nível de oxigenação muscular similar ao TCPE.
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Comment cette classification a été obtenuedéplier
Prédiction machine sur la base complète
Imitation des enseignantsNi prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Le volet Gemma est une étiquette directe du modèle pour chaque travail de la base, lue sur la notice réduite au titre. Le volet Codex est un classifieur appris des 10 348 étiquettes directes de Codex et calibré sur les taux pondérés de l'échantillon; les champs sans appui suffisant ne portent aucun appel Codex. Le mode candidate est l'union des deux volets; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont pas des étiquettes humaines.
Scores du classifieur distillé par catégorie (deux têtes)
| Catégorie | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Métarecherche | 0,087 | 0,136 |
| Méta-épidémiologie (sens strict) | 0,001 | 0,001 |
| Méta-épidémiologie (sens large) | 0,003 | 0,004 |
| Bibliométrie | 0,003 | 0,003 |
| Études des sciences et des technologies | 0,002 | 0,002 |
| Communication savante | 0,003 | 0,002 |
| Science ouverte | 0,004 | 0,003 |
| Intégrité de la recherche | 0,002 | 0,003 |
| Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger) | 0,005 | 0,002 |
Scores machine (provisoires)
Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.
Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.
score_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découleClassification
machine, non validéePrédiction automatique; un appel candidat d’une seule source (Gemma direct ou Codex distillé), pas un consensus.
Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».