Eletroencefalografia como avaliação da neuroplasticidade na reabilitação de pacientes com osteoartrite de joelho
Notice bibliographique
Résumé
A osteoartrite (OA) de joelho é uma condição crônica e multifatorial com importantes implicações em saúde pública, principalmente devido à sua associação com dor persistente. A sensibilização central relacionada à dor crônica desempenha papel fundamental nesse processo, mas seus mecanismos neurobiológicos permanecem pouco compreendidos. O eletroencefalograma (EEG) quantitativo em estado de repouso constitui uma ferramenta não invasiva para explorar tais mecanismos. Este estudo teve como objetivo investigar alterações no EEG em estado de repouso antes e após um programa de reabilitação em pacientes com OA de joelho crônica, além de avaliar a relação entre mudanças clínicas medidas pelo Western Ontario and McMaster Universities Arthritis Index (WOMAC) e as oscilações eletrográficas. Foi conduzido um estudo longitudinal em adultos acima de 50 anos com diagnóstico clínico ou radiológico de OA do joelho. Foram coletadas variáveis demográficas e clínicas relevantes utilizando escalas validades para tal finalidade. O EEG em repouso e as subescalas de dor e função física do WOMAC foram avaliados antes e após um programa convencional, porém individualizado, de reabilitação ambulatorial no Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IMREAHC FMUSP). O poder relativo foi calculado para as bandas delta, teta, alfa e beta nas regiões frontal, central e parieto-occipital, em ambos os hemisférios cerebrais. Testes estatísticos avaliaram mudanças nos desfechos clínicos e eletrográficos, e análises de subgrupos foram conduzidas de acordo com a melhora clínica, características demográficas e clínicas. Cinquenta e nove pacientes (idade mediana: 67,6 anos) foram considerados para a análise do estudo e apresentaram uma duração da dor de 3 meses a 41 anos, sendo que 96,6% apresentavam dor bilateral e 59,3%, OA radiológica bilateral. Após o processo de reabilitação, 80,7% dos pacientes mostraram melhora tanto da dor quanto da função física. Apesar de não terem sido observadas diferenças estatisticamente significativas no poder do EEG antes e após a reabilitação, identificou-se tendência geral de aumento do poder beta e redução da alfa após o tratamento. A análise de subgrupos revelou aumento significativo do poder beta frontal esquerda em pacientes sem melhora da dor, enquanto aqueles com dor de duração 10 anos apresentaram redução do poder beta no lobo frontal direito. Este é o primeiro estudo a relatar alterações no EEG em repouso em pacientes com OA de joelho submetidos à reabilitação em condições do mundo real. Indivíduos com dor prolongada, possivelmente refletindo mecanismos compensatórios mal-adaptativos, exibiram reduções no poder beta em regiões frontais. Em contrapartida, pacientes sem alívio da dor apresentaram aumento desse poder. Esses achados sugerem que o poder beta do EEG pode se configurar como potencial biomarcador na OA de joelho, justificando novas investigações, especialmente em subgrupos de pacientes mais específicos. Contudo, diante das atuais incertezas quanto à sua aplicabilidade clínica, o uso do EEG deve permanecer restrito ao contexto de pesquisa e a centros acadêmicos especializados.
Récupéré en direct depuis OpenAlex et désinversé. Les résumés ne sont pas conservés dans cette base de données : les index inversés représentent 8,6 Go des 9,3 Go de texte de la base, et le serveur dispose de 13 Go libres.
Comment cette classification a été obtenuedéplier
Prédiction distillée sur la base complète
Imitation des enseignantsNi prévalence calibrée, ni vérité terrain. Validation humaine à venir. Apprise à partir de 10 348 étiquettes directes de Codex et de 10 348 étiquettes directes de Gemma. Le mode candidate est l'union des têtes enseignantes seuillées; le consensus est leur intersection. Ces sorties portent le statut machine_predicted_unvalidated et ne sont ni des étiquettes humaines ni des étiquettes directes de modèles de pointe.
Scores Codex et Gemma par catégorie
| Catégorie | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Métarecherche | 0,003 | 0,005 |
| Méta-épidémiologie (sens strict) | 0,001 | 0,002 |
| Méta-épidémiologie (sens large) | 0,002 | 0,001 |
| Bibliométrie | 0,001 | 0,003 |
| Études des sciences et des technologies | 0,001 | 0,000 |
| Communication savante | 0,001 | 0,001 |
| Science ouverte | 0,004 | 0,001 |
| Intégrité de la recherche | 0,001 | 0,003 |
| Charge utile insuffisante (le modèle a refusé de juger) | 0,000 | 0,000 |
Scores machine (provisoires)
Les deux têtes enseignantes du modèle étudiant, lues sur ce travail. Un score ordonne la base pour la relecture; il n'affirme jamais une catégorie, et le statut de validation accompagne chaque rangée tel quel.
Scores de référence d'un modèle non mature (critères de maturité non atteints, 7 itérations). Un score ordonne; il n'affirme jamais une catégorie.
score_only:v0-immature-baseline · tel quel depuis la passe de notation : score_only signifie que le nombre peut ordonner les travaux, et qu'aucune étiquette de catégorie n'en découleClassification
machine, non validéePrédiction automatique; les deux têtes enseignantes s’accordent sur ce qui est montré ici.
Le détail, modèle par modèle et score par score, se trouve en fin de page sous « Comment cette classification a été obtenue ».