Bibliographic record
Abstract
Será que a linguagem usada nas campanhas de prevenção do uso de drogas tem como base preconceitos sociais e ideologias? E, mais do que isso, será que estas campanhas têm um papel activo na sua comunicação persuasiva? Estas são as questões a que procuramos dar resposta neste trabalho onde analisamos, numa perspectiva crítica (van Dijk, 1993b), as relações entre o modo como a linguagem é usada nas campanhas públicas de prevenção das drogas e o exercício dos poderes político e institucional. Colocando o nosso olhar nas relações dialécticas entre estruturas e estratégias discursivas e seus contextos, queremos saber se as campanhas de prevenção e os seus discursos revelam um funcionamento ideológico. Num segundo plano, interessa-nos também revelar a relação entre o discurso destas campanhas e a fala quotidiana sobre consumidores de drogas. Para responder a estes interesses, fizemos “uma viagem” que nos levou ao período compreendido entre 1987 e 1996, um período no qual a sociedade Portuguesa foi alvo de uma acção continuada de promoção de campanhas institucionais de prevenção, propulsionada por uma vontade política reformadora no plano estrutural e no plano da orientação global do sistema de controlo especializado das drogas. Esta reforma visou a clarificação de fronteiras entre os poderes constituintes desse sistema, tendo em vista a expansão da intervenção médica e terapêutica e a mobilização da “comunidade” para o combate. Circulava no discurso público a ideia de que “a droga” se tinha democratizado, no terreno o uso da heroína aumentou e as suas formas de consumo diversificaram-se, bem como o tipo de perigos associados (HIV/SIDA). Apesar dos sintomas de perda de legitimidade do regime político-legal, em 1993 foi reforçada a tendência punitiva do consumidor, mas também o lado sanitário e médico do combate. Este processo culminou na descriminalização do consumo em 2000. Ao nível social, assistimos ao agravamento do ostracismo contra junkies, das más condições sanitárias deste grupo e à pauperização da cada vez mais numerosa população prisional. A análise do discurso examina os tópicos principais para dar uma imagem global dos assuntos considerados (não) importantes nestas campanhas. Num segundo momento, centramos a atenção na análise de uma amostra de textos ilustrativos dos diferentes géneros de discurso que caracterizam as campanhas públicas de prevenção do uso de drogas. Neste ponto, examinamos o modo como esses tópicos são formulados ao nível discursivo e linguístico. Trata-se aqui de evidenciar os efeitos das ideologias e de outras representações sociais nessas dimensões do discurso, e de mostrar as funções e os efeitos persuasivos, ideológicos e sociopolíticos dessas escolhas e suas consequências sociais. Dada a natureza pretensamente factual e objectiva do discurso das campanhas, expomos os mecanismos mais sofisticados e menos explícitos usados para controlar e enviesar a informação dada, para controlar a ordem do discurso público, manter a ilusão da imparcialidade e da tolerância, e mascarar aspectos autoritários e repressivos, e damos conta das ressonâncias deste discurso na fala informal.
Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.
How this classification was reachedexpand
Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.001 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.001 | 0.001 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.001 | 0.002 |
| Science and technology studies | 0.003 | 0.001 |
| Scholarly communication | 0.001 | 0.001 |
| Open science | 0.002 | 0.000 |
| Research integrity | 0.002 | 0.002 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.002 | 0.001 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; both teacher heads agree on what is shown here.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".