Atividade larvicida do extrato etanólico bruto da casca do caule de Magonia pubescens St. Hil. sobre Culex quinquefasciatus Say (Diptera, Culicidae)
Bibliographic record
Abstract
Culex quinquefasciatus Say é a espécie mais importante natransmissão da Wuchereria bancrofti nas áreas em que esse nematóide apresenta periodicidade noturna. Apresenta distribuição trópicocosmopolita, sendo acentuadamente antropofílico, com comportamento altamente sinantrópico e endofílico, com hábitos hematofágicos noturnos, principalmente nas horas mais avançadas, coincidindo com o período de maior microfilaremia do helminto. Esse mosquito tornou-se o mais conhecido do ser humano, fundamentalmente por atacar e perturbar o seu repouso noturno (CONSOLIN & OLIVEIRA , 1994; FORATINI et al., 2000).No Brasil, o Cx. quinquefasciatus está muito bem adaptado aomeio urbano, desenvolvendo-se em criadouros naturais e artificiais, desde a água límpida até extremamente poluída, tornando-se uma praga urbana, apresentando maior densidade onde não há infraestrutura de saneamento básico. Nas áreas com focos de transmissão, vários métodos têm sido integrados para o controle do mosquito e da filariose bancroftiana, como métodos químicos, físicos e microbiológicos (SCAFF & GUEIROS, 1968; FRAIHA-NETO, 1993; CALHEIROS et al., 1998; FONTES et al., 1994). A filariose bancroftiana é também conhecida por elefantíase e constitui-se num sério problema de saúde na Ásia, África e nas Américas. Nessas áreas, estima-se que cerca de 120 milhões de pessoas estejam infectadas pela W. bancrofti. Esse Nematoda vive nos linfonodos e vasos linfáticos, causando obstrução e extravasamento de linfa, sendo responsável pelas manifestações clínicas mais graves de membros inferiores e da bolsa escrotal com edema linfático e queratinização cutânea (WHO, 1992 e 1994). A bancroftose no Brasil apresenta uma distribuição urbana, localizada, principalmente nas cidades litorâneas. Na década de 50, essa parasitose distribuía-se em oito estados (Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina). Após essa década, em função das medidas de controle utilizadas contra o vetor e tratamento dos microfilarêmicos, inquéritos mostram que a prevalência persiste nas regiões Norte e Nordeste, nas cidades de Belém, Maceió e Recife (FONTES et al.,2005; DREYER & COELHO, 1997; ROCHA et al., 2000). Os inquéritos sobre a bancroftose são localizados, por isso coloca em dúvidas as áreas consideradas atualmente indenes, nos estados do Amazonas, Bahia, Maranhão, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (VIEIRA & COELHO, 1998). Contudo estudos recentes, através do índice de infestação larvária do C. quinquefasciatus e pela microfilaremia sangüínea, evidenciaram situação mais problemática na cidade de Recife, com aumento da endemia (DREYER & MEDEIROS, 1990; MACIEL et al., 1996 e 1999; ROCHA et al., 2000, 1998; VIEIRA & COELHO, 1998). As ações de controle do C. quinquefasciatus são realizadas com inseticidas químicos, microbiológicos e manejo ambiental, apenas nos focos de transmissão. Com o aparecimento da resistência do mosquito a esses produtos (FAILLOUX et al., 1994; WIRTH et al., 1998), o controle da bancroftose tem sido centrado no diagnóstico, tratamento de microfilarêmicos e na conscientização sanitária da população (SCAFF & GUEIROS, 1968; DREYER & DREYER, 2000; VIEIRA & COELHO, 1998).Inseticidas de origem botânica têm sido investigados comoalternativa para controle do C. quinquefasciatus. Assim, CHAHAD &BOOF (1994) mostraram atividade larvicida de extratos de pimenta preta sobre o quarto estádio desse mosquito. A Azadirachta indica tem sido estudada por diversos autores, que demonstraram potencialidade dessa planta como larvicida para o C. quinquefasciatus (RAO et al., 1992; SAGAR & SEHGAL,1996; SCOTT & KAUSHIK, 1998; SU & MULLA, 1998; EL-HAG et al., 1999).Com relação a plantas do Cerrado, o primeiro trabalho mostrandopotencialidade larvicida do extrato bruto etanólico da Magoniapubescens foi o de SILVA et al. (1996) trabalhando com o Aedesaegypti e, GUIMARÃES et al. (2001) realizaram bioensaios no campo com essa planta, correlacionando a atividade com o tipo decriadouro. Estudos mais detalhados da toxicidade foram feitos porSILVA et al. (2003) e ARRUDA et al. (2003a,b). Isso abriu perspectivas de estudos para o C. quinquefasciatus, na busca de novas alternativas para as ações de controle desse culicíneo.
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How this classification was reachedexpand
Full frame machine prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. The Gemma side is a direct model label for every work in the frame, read from the title-only record. The Codex side is a classifier learned from the 10,348 direct Codex labels and calibrated to design-weighted sample rates; fields without enough sample support carry no Codex call. Candidate is the union of the two sides; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels.
Distilled classifier scores by category (both heads)
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.000 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.000 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.000 | 0.000 |
| Bibliometrics | 0.000 | 0.000 |
| Science and technology studies | 0.000 | 0.000 |
| Scholarly communication | 0.000 | 0.000 |
| Open science | 0.000 | 0.000 |
| Research integrity | 0.000 | 0.000 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.003 | 0.000 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one source (direct Gemma or distilled Codex), not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".