Sífilis secundária. Considerações epidemiológicas a propósito de um caso clínico
Bibliographic record
Abstract
Seguindo-se ao temor gerado pela pandemia de infeccao pelo virus da imunodeficiencia humana/aids (HIV/aids) e pelas campanhas de orientacao ao sexo seguro e de prevencao a infeccao pelo HIV, a incidencia da sifilis caiu em praticamente todo o mundo ocidental na decada de 1990. Como exemplo, os Estados Unidos registraram no ano 2000 as menores taxas de incidencia por 100.000 habitantes desde 1941, o mesmo ocorrendo na Europa Ocidental e Australia.1,2 No Brasil, embora inexistam dados, a pratica clinica indica que a sifilis e as demais doencas de transmissao sexual (DST) tambem diminuiram no mesmo periodo. Entretanto, observou-se recrudescimento da incidencia da sifilis a partir do ano de 1999 em alguns paises da Europa e, a partir do ano 2000, no Canada, Australia e Estados Unidos.2-6 Nos Estados Unidos, especificamente, a incidencia de casos novos cresceu 50% entre o ano 2000 e 2006.4 Esse crescimento parece ser universal, sendo que a Organizacao Mundial da Saude (OMS) estima que atualmente sao previstos 12 milhoes de novos casos de sifilis a cada ano, sendo 90% deles incidentes nos paises em desenvolvimento.3 O aumento da incidencia deve-se a multiplas causas, mas a perda do impacto da infeccao pelo HIV/aids no imaginario dos individuos tem permitido o retorno as praticas sexuais de risco a transmissao das DST. Nos Estados Unidos estima-se que 60% dos casos novos de sifilis ocorram em homens que tem relacoes sexuais com outros homens (HSH), sendo que entre eles a taxa de incidencia de sifilis no ano 2002 foi de 186/100.000, em contraste com a taxa de incidencia de 2,4/100.000 na populacao adulta em geral.4 A sifilis entre HSH esta, por sua vez, associada a alta prevalencia de coinfeccao com o HIV, estimando-se que entre 20% a 60% dos casos de sifilis incidentes em pacientes HSH associam-se a infeccao pelo HIV.4,7 Como exemplo, especificamente em San Francisco (Estados Unidos), 90% dos casos de sifilis ocorrem em HSH e 65% deles apresentam tambem infeccao pelo HIV.8 No Brasil, em estudo de corte transversal, realizado em 2005, na cidade do Rio de Janeiro, com a investigacao de 830 individuos portadores de infeccao pelo HIV/aids, observou-se prevalencia geral de 2,2% de sorologia positiva para sifilis, sendo de 4% entre homens (n = 453) e 1,1% entre mulheres (n = 377), diferenca essa considerada estatisticamente significante.9 No mesmo estudo, analise multivariada mostrou que o diagnostico de sifilis foi tres vezes mais comum entre HSH.9 Uma das consequencias praticas da reducao na incidencia de sifilis por periodo de tempo relativamente longo como o observado e que geracoes de estudantes, residentes e medicos em geral deixaram de atender casos de sifilis e de raciocinar em termos de sifilis. Como resultante deste processo, possivelmente deixaram de incorporar conhecimento especifico e de reconhecer a importância da enfermidade enquanto morbidade potencial e reconhecer o papel sentinela que exercem. O objetivo dos autores e relatar caso clinico recente de sifilis secundaria, que exemplifica a recrudescencia da sifilis, mesmo em cidade de porte medio do interior do estado de Sao Paulo.
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How this classification was reachedexpand
Full frame machine prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. The Gemma side is a direct model label for every work in the frame, read from the title-only record. The Codex side is a classifier learned from the 10,348 direct Codex labels and calibrated to design-weighted sample rates; fields without enough sample support carry no Codex call. Candidate is the union of the two sides; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels.
Distilled classifier scores by category (both heads)
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.001 | 0.003 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.001 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.000 | 0.000 |
| Bibliometrics | 0.002 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.001 | 0.001 |
| Scholarly communication | 0.002 | 0.001 |
| Open science | 0.000 | 0.001 |
| Research integrity | 0.001 | 0.001 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.005 | 0.001 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one source (direct Gemma or distilled Codex), not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".