Multiculturalismo no Canadá: uma análise do discurso do primeiro-ministro Pierre Trudeau
Bibliographic record
Abstract
Nestas ultimas decadas, observamos o crescimento da migracao e a intensificacao da globalizacao que, favorecendo o contato entre culturas, trouxe e traz uma serie de questoes e desafios de convivencia e de reformulacao de conceitos como nacionalismo, cidadania, direitos humanos e sujeito universal. Nossa pesquisa de doutorado visa justamente pensar essas questoes por meio da analise discursiva (PECHEUX, 2009 [1975]; ORLANDI, 2007 [1989]) do multiculturalismo, sobretudo o discurso multicultural da Unesco (Organizacao das Nacoes Unidas para a Educacao, a Ciencia e a Cultura). O que esta em jogo e o que nao esta quando se diz multiculturalismo? O que esses sentidos silenciam? Ha parafrases e deslizamentos em torno desses sentidos? Entretanto, para observarmos as condicoes de producao do discurso, para nos torna-se fundamental observarmos anteriormente as condicoes sociais e historicas sob o olhar do cientista social, inerentes a nossa formacao de pesquisador: por que o multiculturalismo surgiu? Qual o contexto historico? Afinal, como afirma Orlandi (1994), se a Analise de Discurso se faz no entremeio entre Linguistica e Ciencias Sociais, ela “coloca questoes para a Linguistica no campo de sua constituicao, interpelando-a pela historicidade que ela apaga, do mesmo modo que coloca questoes para as Ciencias Sociais em seus fundamentos, interrogando a transparencia da linguagem, a do sujeito e a do sentido, transparencia sobre a qual essas ciencias se assentam”. Para esta apresentacao analisamos, a partir da nocao de acontecimento discursivo de Pecheux (1997; 1999), o surgimento do termo multiculturalismo no Canada e na Australia, os primeiros paises onde foi utilizado nos anos 1960 e 1970. Sob o olhar do cientista social, percebemos que ambas as historias desses paises estao marcadas pela migracao e povoamento de vasto territorio, primeiramente feitos com europeus e so mais recentemente de maneira significativa com povos de outros continentes. Ja sob o olhar do analista do discurso, notamos um deslizamento de sentidos no processo de significacao do multiculturalismo. Primeiramente, surge como o adjetivo multicultural, qualificando sociedade e nacao nos primeiros textos, nos anos 1960. Depois, passa a ser usado como substantivo ligado ao termo politica, politica de/do multiculturalismo nos anos 1970. E finalmente, na decada seguinte, significa patrimonio a ser preservado. Alem disso, durante todo esse processo de significacao, percebemos a construcao de uma disputa de sentidos, de uma contradicao entre lingua e cultura que permite que seja possivel dizer que o Canada e uma “nacao multicultural, mas bilingue” e por que nao multilingue? Ou entao significar cultura como o exotico dos gabinetes de curiosidade do seculo XVII ou como a industria cultural do seculo XX e apagar o sentido de direito linguistico. Caminhamos, por fim, para a constatacao de uma formacao discursiva liberal-capitalista, na constituicao desses deslizamentos e redes parafrasticas do multiculturalismo em que prevalece o processo de individua(liza)cao do sujeito. Palavras-chave: Multiculturalismo; Acontecimento discursivo; Canada; Australia.
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How this classification was reachedexpand
Full frame machine prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. The Gemma side is a direct model label for every work in the frame, read from the title-only record. The Codex side is a classifier learned from the 10,348 direct Codex labels and calibrated to design-weighted sample rates; fields without enough sample support carry no Codex call. Candidate is the union of the two sides; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels.
Distilled classifier scores by category (both heads)
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.002 | 0.006 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.000 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.000 |
| Bibliometrics | 0.006 | 0.017 |
| Science and technology studies | 0.026 | 0.007 |
| Scholarly communication | 0.009 | 0.002 |
| Open science | 0.002 | 0.004 |
| Research integrity | 0.001 | 0.002 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.005 | 0.000 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one source (direct Gemma or distilled Codex), not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".