Promoção da Saúde na Internet: A Experiência do Canal Elos da Saúde
Bibliographic record
Abstract
O advento e a popularizacao das tecnologias da informacao e da comunicacao tem modificado profundamente as formas como pessoas e instituicoes se relacionam, dinâmica em que as redes sociais da Internet assumem papel preponderante. O novo cenario comunicacional, mais participativo e interativo, gera impactos para todos os setores da sociedade e suas formas de organizacao, ao contribuir para a democratizacao dos processos de producao e circulacao de sentidos e, consequentemente, para uma maior concorrencia discursiva. Esta dinâmica alinha-se ao conceito de promocao da saude definido pela Carta de Ottawa, durante a 1a Conferencia Internacional sobre Promocao da Saude, realizada em 1986, sob duas perspectivas: ao contribuir para a participacao de sujeitos e comunidades nos processos que podem influenciar suas condicoes de vida e saude e ao fomentar a intersetorialidade e o desenvolvimento de acoes coordenadas entre governo, setor saude, outros setores sociais e economicos, organizacoes voluntarias e nao-governamentais, autoridades locais, industria e midia. A insercao de todos estes participantes no processo de producao, circulacao e apropriacao de bens simbolicos relacionados a saude e a cidadania fomenta o compartilhamento e a difusao de saberes na area. A importância da informacao e da comunicacao para a promocao da saude e consenso entre estudiosos e ativistas desde a 8a Conferencia Nacional de Saude, que em 1986 esbocava a criacao do SUS[1]. Os relatorios finais das Conferencias Nacionais de Saude realizadas desde entao indicam a preocupacao explicita dos participantes em democratizar a informacao e comunicacao em saude. Segundo relatorio final da 9a Conferencia Nacional de Saude (1992), “o controle social nao deve ser traduzido apenas em mecanismos formais e, sim, refletir-se no real poder da populacao em modificar planos, politicas, nao so no campo da saude”.[2] Ao incluir usuarios, profissionais e gestores de servicos de saude na producao de conteudos sobre o tema, as redes sociais da Internet contribuem para trazer para a pratica o controle publico da comunicacao e a participacao social em saude – direitos garantidos pela Constituicao Federal Brasileira e fundamentados pelos principios do Sistema Unico de Saude (SUS). Neste processo, o modelo autoritario de saude, que impoe comportamentos e medicamentos, e relativizado por acoes que buscam a atencao integral, considerando a especificidade de cada individuo e de cada realidade. A abordagem ultrapassa a concepcao hospitalocentrica e mercadologica da saude, definida como a ausencia de doenca, e sustenta o conceito ampliado de saude, que pressupoe o bem-estar do sujeito e envolve aspectos como seguranca, moradia, familia, educacao, trabalho e renda. A substituicao de uma concepcao reducionista arraigada ha anos por uma perspectiva ampliada do mesmo objeto provoca consequencias sobre toda a sociedade, ao estabelecer novas formas de producao, circulacao e negociacao de sentidos, bens e papeis politicos. Mudancas desse porte exigem o esforco integrado dos diferentes setores da sociedade, contexto que as redes sociais da Internet tem muito a contribuir. Iniciativas contemporâneas de promocao da saude compartilham deste entendimento e buscam integrar, em suas acoes, a cultura e o saber das populacoes envolvidas. O objetivo e ultrapassar o tradicional processo autoritario – que impoe praticas, comportamentos e medicamentos e ignoram especificidades – e propor abordagens participativas e integradoras, considerando realidades locais e pessoais. Neste sentido – e sobretudo no atual cenario de interatividade – envolver usuarios dos servicos, profissionais e gestores de saude no processo de informacao e comunicacao em saude e estrategico. No âmbito do Sistema Unico de Saude (SUS) algumas iniciativas ja experimentam as possibilidades da informacao e comunicacao em saude na Internet. No municipio do Rio de Janeiro, este processo e motivado pela Secretaria Municipal de Saude e Defesa Civil (SMSDC-RJ), por meio da criacao e atualizacao de blogs de suas Superintendencias de Promocao da Saude e de Vigilância em Saude, das Coordenacoes de Areas Programaticas (CAPs) e das Clinicas da Familia, reunidos no Observatorio de Tecnologias em Informacao e Comunicacao em Sistemas e Servicos de Saude (Otics). Este trabalho retrata a experiencia do canal Elos da Saude – disponivel na Internet atraves do blog www.elosdasaude.wordpress.com e de perfis em redes sociais como o Facebook e o Twitter. Lancado em janeiro de 2011 pela Coordenacao de Politicas e Acoes Intersetoriais da Superintendencia de Promocao da Saude da SMSDC-RJ, a proposta busca superar o modelo ainda hegemonico de comunicacao – linear, unidirecional e centralizado no emissor – e fomentar uma comunicacao em rede, aberta, interativa e integradora, que valorize a polifonia social e discursiva. O objetivo e articular acoes de promocao da saude desenvolvidas por unidades, agentes comunitarios e profissionais de saude e por parceiros externos a SMSDC-RJ, como instituicoes de ensino e pesquisa, organizacoes nao-governamentais, iniciativa privada e individuos comprometidos com a tematica. [1] MINISTERIO DA SAUDE. Relatorio final da 8a Conferencia Nacional de Saude. Brasilia, 1986. 29p. [2] MINISTERIO DA SAUDE. Relatorio final da 9a Conferencia Nacional de Saude. Brasilia, 1992. 43p.
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How this classification was reachedexpand
Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.000 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.001 | 0.001 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.000 | 0.000 |
| Science and technology studies | 0.001 | 0.001 |
| Scholarly communication | 0.002 | 0.002 |
| Open science | 0.001 | 0.001 |
| Research integrity | 0.000 | 0.001 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.019 | 0.001 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; both teacher heads agree on what is shown here.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".