Comunicação organizacional e trabalho: o discurso das revistas Você S/A e Você RH na instituição de sentidos de gestão de si no trabalho
Bibliographic record
Abstract
Interessados no tema da conformação do trabalho nos modos flexíveis de produção, procuramos compreender a noção de trabalhador gestor de si (DARDOT; LAVAL, 2017; HAN; 2014), tendo como pano de fundo a ideologia gerencialista de Gaulejac (2007) e, como objetivo geral, explicitar como veículos de comunicação voltados ao público corporativo (especialmente as revistas Você S/A e Você RH) promovem noções sobre o/a trabalhador/a ideal na contemporaneidade e disseminam como verdade modelar a concepção de gestão de si no trabalho. Para isso, partimos das noções de cultura organizacional de Schein (2009) e Fleury (2013); comunicação organizacional de Baldissera (2004; 2014b; 2014c) e elegemos como objeto empírico onze matérias das revistas Você S/A e Você RH, entendendo que seus conteúdos podem circular de diversas formas e em diversas direções nos ambientes de trabalho, sendo constitutivos do discurso organizacional sobre o trabalhador idealizado na atualidade. Como fundamentação para a discussão, realizamos um breve resgate sobre a noção de trabalho produtivo (MARX, 2016; DAL ROSSO, 2008); sobre as principais transformações do mundo do trabalho, com base em Weber (2013), Antunes (2018; 2011; 2009), De Decca (1983) e Gounet (1999), entre outros; e sobre possibilidades de precarização do trabalho na atualidade (ANTUNES, 2018; 2009; HOLZMANN, 2015; 2011; DAL ROSSO, 2017). Desse modo, procuramos circunscrever a gestão de si no trabalho, levando em conta a necessidade cada vez maior de que as pessoas invistam sua subjetividade nas atividades produtivas (GAULEJAC, 2007), o que tende a ser utilizado pelo capital, por meio do exercício de psicopoder (HAN, 2017; 2014) que coopta trabalhadores/as de corpos dóceis (FOUCAULT, 1987) e de mentes dóceis. Para alcançarmos nosso objetivo, realizamos uma pesquisa qualitativa sobre as matérias selecionadas, tendo como lente a Teoria Social do Discurso (FAIRCLOUGH, 2001), e como metodologias a Análise de Conteúdo (BARDIN, 2011) e os procedimentos de Análise Crítica do Discurso, com base em Fairclough (2001). Entre os principais resultados, encontramos marcas textuais e argumentos que conformam características do trabalhador idealizado na atualidade sob a forma das seguintes capacidades: relacionais; de desenvolvimento; cognitivas; de desempenho; de flexibilidade e adaptação; de autonomia e protagonismo; e a capacidade de insensibilidade. Também identificamos as seguintes estratégias comunicacionais que legitimam a gestão de si no trabalho: idealização do perfil do trabalhador gestor de si; silenciamento do trabalhador; imprecisão das recomendações; exaltação aos ambientes organizacionais democráticos e ‘descolados’; disseminação do desejo de ser gestor; romantização do desemprego e da atuação como autônomo; e associações entre trabalho e dinheiro. Nesse sentido, a pesquisa nos levou a compreender que a comunicação empreendida por organizações e por publicações de mídia identificadas com setores produtivos considerados de excelência, não apenas disseminam padrões idealizados de trabalho que legitimam o trabalhador gestor de si como, também, tendem a atuar na constituição de precariedades que assolam o mundo do trabalho na atualidade.
Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.
How this classification was reachedexpand
Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.001 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.002 | 0.002 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.002 | 0.002 |
| Bibliometrics | 0.001 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.004 | 0.001 |
| Scholarly communication | 0.002 | 0.001 |
| Open science | 0.002 | 0.000 |
| Research integrity | 0.001 | 0.003 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.013 | 0.002 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; both teacher heads agree on what is shown here.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".