Dor no pós-operatório de cirurgia cardíaca por esternotomia
Bibliographic record
Abstract
A dor pós-operatória caracteriza-se como dor aguda, prevalente no âmbito\nhospitalar, comumente associada a um dano tecidual. Este estudo teve como\nobjetivo geral avaliar a dor pós-operatória, em clientes submetidos a cirurgias\ncardíacas, por esternotomia, segundo a ocorrência, intensidade (mensurada ao\nrepouso e à inspiração profunda), localização e qualidade, no POI, 1º, 2º e 3º PO.\nTrata-se de uma coorte, prospectiva, desenvolvida em um hospital geral do interior\ndo Estado de Goiás, no período de janeiro a agosto 2008. A intensidade da dor foi\nmedida por meio da Escala Numérica (0-10) verbal; a qualidade pelo Questionário\nde Dor de McGill (MPQ-SF); a localização por meio de diagramas corporais; e a\nansiedade pré-operatória por meio do IDATE-estado. As variáveis numéricas foram\nexploradas pelas medidas descritivas de centralidade (média e mediana) e de\ndispersão (mínimo, máximo, desvio padrão) e as variáveis categóricas por\nfreqüências simples absolutas e porcentuais. As associações entre as variáveis\nforam exploradas por meio de testes não paramétricos de associações como o quiquadrado,\ncoeficiente de Spearman, Kruskal-Wallis e Mann-Whitney, com α=5%.\nParticiparam 62 pacientes, 56,5% do sexo masculino, 67,7% brancos, 42% da\nclasse socioeconômica C e 72,6% casados. A média de idade foi de 54,8 anos;\nd.p.=12,1 anos, e a faixa etária predominante (29,0%) de 51 a 60 anos. A cirurgia\nprevalente foi a valvar (46,8%) seguida pela revascularização do miocárdio (40,3%).\nO nível de ansiedade pré-operatória foi médio para 92,0% dos clientes. A\nintensidade de dor ao repouso e à inspiração profunda declinou com o passar dos\ndias (p<0,05), sendo classificada como leve-moderada (MD=0,0-3,0; Q1=0,0-1,0;\nQ3=2,0-6,0; MAX=8,0-10,0; MIN=0,0-0,0) ao repouso e moderada-intensa, (MD=2,0-\n5,0; Q1=0,75-2,75; Q3=3,0-7,25; MAX=9,0-10,0; MIN=0,0-0,0) à inspiração\nprofunda. Os locais de maior ocorrência de dor, nos 4 dias PO, foi a região peitoral\n(40,3% a 53,2%). As palavras escolhidas com maior freqüência para descrever a dor\npós-operatória foram cansativa/exaustiva (83,9% a 95,2%), doída (88,7% a 91,9%),\nenjoada (85,5% a 87,1%) e rachando (72,6% a 82,3%) sendo que rachando, do\nagrupamento sensitivo-discriminativo foi a que recebeu maior atribuição (escore 3),\nem escala numérica (0-3), tanto no POI como no 1º e 2º PO. O cálculo do PRI (Pain\nRating Index), do MPQ-SF, para o agrupamento sensitivo (PRI-S), afetivo (PRI-A) e\ntotal (PRI-T) mostrou redução dos escores ao longo dos 4 dias PO (p<0,001). A\ncorrelação entre os escores de intensidade de dor e do PRI, nos 4 dias PO, foi\npositiva e significativa tanto para o PRI-S (0,52-0,34; p<0,001), PRI-A (0,52-0,30;\np<0,001) como para o PRI-T (0,56-0,36; p<0,001). A dor pós-operatória ao repouso\nteve intensidade compatível com aquela observada em outros estudos, porém, à\ninspiração profunda ainda é intensa, podendo gerar maiores prejuízos na pronta\nrecuperação dos clientes. Embora não associada significativamente à intensidade de\ndor, ressalta-se que todos os clientes apresentaram algum grau de ansiedade,\nestímulo natural que pode influenciar o sistema endógeno de modulação da dor,\npodendo exacerbar a dor. Qualitativamente a dor foi descrita por palavras do\nagrupamento sensitivo e afetivo do MPQ, apontando a multidimensionalidade da\nexperiência dolorosa. Ressalta-se a importância da avaliação/mensuração e registro\nsistemático da dor pós-operatória, como quesitos fundamentais para a identificação precisa de complicações e a avaliação de intervenções para seu alívio.
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How this classification was reachedexpand
Full frame machine prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. The Gemma side is a direct model label for every work in the frame, read from the title-only record. The Codex side is a classifier learned from the 10,348 direct Codex labels and calibrated to design-weighted sample rates; fields without enough sample support carry no Codex call. Candidate is the union of the two sides; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels.
Distilled classifier scores by category (both heads)
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.002 | 0.016 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.000 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.001 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.001 | 0.001 |
| Scholarly communication | 0.001 | 0.001 |
| Open science | 0.000 | 0.001 |
| Research integrity | 0.000 | 0.001 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.006 | 0.000 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one source (direct Gemma or distilled Codex), not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".