Ladram, não mordem e conhecem o dono: figurações do cão na literatura portuguesa para a infância
Bibliographic record
Abstract
A forte presença animal ressalta como uma das características mais relevantes e abundantes da literatura que tem na criança o seu destinatário extratextual preferencial. Nos textos para a infância, os animais desempenham papéis distintos, assumindo-se muitas vezes como companheiros de jogos ou brincadeiras das personagens infantis, além de revelarem traços muito semelhantes a estas/às crianças, em concreto, o gosto pelo ar livre e pela natureza, o dinamismo e a liberdade. Determinadas espécies animais sobressaem e são alvo de um tratamento singular, tal é a assiduidade com que são textualmente revisitadas, em muitos casos decorrente do seu tradicional simbolismo. Um dos casos que merece destaque é o do cão, espécie especialmente amada por autores de épocas distintas da literatura portuguesa para a infância. Assim, a partir de uma selecção textual que integra quatro títulos, todos narrativos, de autoria distinta – a saber, Faísca Conta a sua História (1949), de Ilse Losa (Melle, Alemanha, 1913-Porto, 2006), O Cão Pastor (1989), de Maria Alberta Menéres (Vila Nova de Gaia, 1930), O Meu Vizinho é um Cão (2008), de Isabel Minhós Martins (Lisboa, 1974), e Gastão Vida de Cão (2010), de Rita Taborda Duarte (Lisboa, 1973) –, pretende-se concluir acerca da diversidade de figurações possíveis do animal em questão nos textos portugueses para a infância, mapeando algumas das suas mais assíduas representações. Quer possuindo a função narratológica de narrador na primeira pessoa, como na primeira obra mencionada, quer desempenhando um papel a si tradicionalmente associado, a de vigilante de um rebanho, como no caso da segunda, quer enquanto membro protagonista, tanto de uma galeria de animais personificados habitantes de um prédio (como no terceiro texto), como de uma família onde impera a inversão de papéis (como na última obra), o cão marca presença e distingue-se como um importante elemento para o funcionamento narrativo.
Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.
How this classification was reachedexpand
Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.001 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.002 | 0.002 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.002 | 0.002 |
| Bibliometrics | 0.001 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.002 | 0.001 |
| Scholarly communication | 0.002 | 0.002 |
| Open science | 0.002 | 0.001 |
| Research integrity | 0.003 | 0.002 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.006 | 0.001 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; both teacher heads agree on what is shown here.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".