Vicissitudes and challenges in health promotion
Bibliographic record
Abstract
Promoção da Saúde é um conceito em construção. O desenvolvimento cientifico e tecnológico em franca expansão interfere muitas vezes na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças. O meio ambiente sofre alterações substanciais pelo “falso domínio” do homem sobre a natureza surgindo epidemias e calamidades. Os grandes centros urbanos geram um estilo de vida estressante e competitivo que se alia ao egoísmo, ao individualismo, gerando condições para o surgimento de novas doenças no próprio indivíduo. É esse o cenário do mundo pós-moderno.Inicialmente, relacionava-se promoção da saúde com o oferecimento de condições decentes de vida, de trabalho, educação, cultura física, lazer e descanso(1). Em seguida, a partir de 1976(2), assumiu-se o aspecto de prevenção em seus diversos níveis, tendo o individuo como eixo central projetando-se para os membros de seus diversos grupos (família, trabalho, social).Em 1986, na Conferência de Ottawa, delineou-se uma nova concepção de Promoção da Saúde. Ocorreu a delimitação dos seus cinco campos de ação (Elaboração e implementação de políticas públicas saudáveis; criação de ambientes favoráveis à saúde; reforço da ação comunitária; desenvolvimento de habilidades pessoais; reorientação do sistema de saúde); Alem disso, delimitou-se também as suas três estratégias básicas da: Defesa da Saúde, Capacitação e Mediação(3); e por fim, definiu-se as suas teorias e modelos que lhe dão suporte(4) até o desenvolvimento de pesquisa e da aplicabilidade dos conhecimentos gerados. Essa concepção originária, no tempo, vem enfrentando dificuldades de diversos tipos, os percalços são infinitos e crescentes.Um dos principais entraves recai sobre o que vem a ser a promoção da saúde, por conseguinte, diversas definições têm surgido nem sempre coincidentes.Atualmente, promoção da saúde passou a ser a constatação do sujeito como protagonista dos determinantes gerais sobre as suas condições de saúde por refletir no ambiente quer seja ele físico, social, político ou cultural o desenvolvimento da sua saúde e seu empoderamento desse sujeito(5).Uma vez definido o objeto do estudo, impedimentos na realização das pesquisas e comunicação dos resultados(6), na aplicação dos novos conhecimentos gerados(7), na criação e na manutenção de novos programas e políticas publicas(8), integração entre diferentes serviços(9), comprometem de sobremaneira o sucesso da promoção da saúde.Infelizmente, apesar de todos os esforços implementados por todos os setores relacionados à saúde com o objetivo de que as pesquisas tornem-se fatores geradores de políticas e ações públicas, a Promoção da Saúde tem encarado o pior dos empecilhos: a desigualdade social.Os diversos tipos de desigualdade não ocorrem não só no Brasil(10), mas em todo o mundo. Ocorrem não só entre países distintos, mas dentro de uma mesma nação.As desigualdades acarretam diferença na acessibilidade aos serviços e decorrem por diversos fatores, tais como: de raça(11), sexo, idade, pobreza entre inúmeras outras(12).Dentre os inúmeros projetos e programas sociais existentes poucos têm causado modificações importantes na Promoção da Saúde. Indubitavelmente, houve impacto real na prevenção das doenças transmissíveis, relacionados ao HIV-AIDS e as doenças imuno-preveníveis; assim como, houve na redução da mortalidade infantil pós-neonatal com a introdução do soro oral, mudança na conduta médica de alimentação e aumento da cobertura de água potável. Na área das doenças crônicas não transmissíveis e da violência o resultado não é o mesmo. Não há um trabalho eficaz relacionado à prevenção de fatores de risco cardiovascular, ao uso de drogas lícitas, ilícitas e dos anabolizantes. No que diz respeito à violência as medidas de promoção da saúde têm repercussão social muito aquém do esperado inclusive há nos meios de comunicação uma verdadeira apologia ao delito com a notoriedade a quem o praticou(13). Faz necessário, portanto, repensar as políticas públicas de segurança, educação e da legislação penal neste âmbito.Cabe-nos então, em última análise, uma reflexão sobre o impacto real que os programas, projetos, pesquisas, políticas e ações públicas realmente têm produzido e contribuído para a promoção da saúde da comunidade da qual fazemos parte.REFERÊNCIAS1. Sigerist HE. The University at the Crossroads, New York: Henry Schumann Publishers; 1946.2. Leavell H, Clark EG. Medicina preventiva. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil; 1976.3. World Health Organization. The Ottawa chapter for health promotion. Ottawa: Canadian Public Health organization; 1986.4. Parker EA, Baldwin GT, Israel B, Salinas MA. 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Slonim AB, Callaghan C, Daily L, Leonard BA, Wheeler FC, Gollmar CW, Young WF. Recommendations for integration of chronic disease programs: are your programs linked? Prev Chronic Dis [serial online] 2007 Apr [accessed 12.12.2007]. Available from: http://www.cdc.gov/pcd/issues/2007/apr/06_0163.htm.10. Almeida-Filho N, Lessa I, Magalhaes L, Araujo MJ, Aquino E, James SA, Kawachi I. Social inequality and depressive disorders in Bahia, Brazil: interactions of gender, ethnicity, and social class. Soc Sci Med 2004;59(7) 1339-53.11. Ryan A, Smith C. Change for Life/Cambia tu vida: A Health Promotion Program Based on the Stages of Change Model for African Descendent and Latino Adults in New Hampshire. Prev Chronic Dis 2006;3(3):A105.12. Marmot M. Social determinants of health inequalities.Lancet 2005; 365:1099-104.13. Merzel C, D’Afflitti J. Reconsidering Community-Based Health Promotion: Promise, Performance, and Potential. Am J Public Health 2003;93(4):557-74.14. 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Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.
How this classification was reachedexpand
Full frame machine prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. The Gemma side is a direct model label for every work in the frame, read from the title-only record. The Codex side is a classifier learned from the 10,348 direct Codex labels and calibrated to design-weighted sample rates; fields without enough sample support carry no Codex call. Candidate is the union of the two sides; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels.
Distilled classifier scores by category (both heads)
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.031 | 0.024 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.001 | 0.001 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.003 | 0.003 |
| Science and technology studies | 0.010 | 0.030 |
| Scholarly communication | 0.022 | 0.017 |
| Open science | 0.003 | 0.018 |
| Research integrity | 0.018 | 0.016 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.011 | 0.001 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one source (direct Gemma or distilled Codex), not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".