Antagonismo nas ruas e na educação: a Reforma do Ensino Médio e as organizações estudantis
Bibliographic record
Abstract
A presente pesquisa tem como objetivo compreender como entenderam e reagiram, perante o projeto de Reforma do Ensino Médio (2016), dois movimentos em campos políticos distintos: o Movimento Brasil Livre (MBL) e o movimento secundarista autônomo, comparando, assim, seus projetos educacionais. Para isso, articulamos três eixos: I. Polarização política, especialmente após junho de 2013; II. Análise sobre a Reforma do Ensino Médio; III. Projetos educacionais dos secundaristas e MBL em disputa. Através das entrevistas semi-estruturadas (COMBESSIE, 2004), análise de contéudo (BARDIN, 2011) e análise documental (CELLARD, 2012), mostramos que o projeto educacional do MBL, incluindo a defesa da reformulação do ensino médio, defende a concepção da escola como uma empresa (LAVAL, 2019), entendendo o neoliberalismo não só como projeto de gestão do Estado capitalista (GENTILI, 1999), mas também como gestão da subjetividade (DARDOT e LAVAL, 2015). O grupo atuou como contrapúblico ultraliberal (ROCHA, 2018), apoiado em uma rede de think tanks pró-mercado e aproveitando a Estrutura de Oportunidades Políticas (TARROW, 2009), em um contexto de organização dos aparelhos de difusão do liberalismo (CASIMIRO, 2018). Já os secundaristas consideram a educação como direito social a ser garantido pelo Estado, não só voltada para o mercado de trabalho, mas que possam desfrutar da arte, cultura, conhecimento, com respeito à diversidade e participação de toda a comunidade escolar (SANTOS e DICKMANN, 2019), reivindicando por uma escola mais plural e horizontal, em contraponto à uma instituição pautada pelo desempenho individual, controle e rigidez (GOULART; JACOMINI; ARAÚJO e SILVA, no prelo) - por tal razão não atrelam a Reforma do Ensino Médio aos problemas reais que viveram na escola pública. Suas falas indicam formas alternativas à capitalização da educação (KRAWCZIK, 2005), baseando-se na administração de professores, estudantes e outros trabalhadores educacionais, com críticas à noção de meritocracia, às parcerias público-privadas, às avaliações em larga escala e aos rankings educacionais. Portanto, trata-se de um processo de correlação de forças que têm projetos distintos para a educação pública (PERONI e SCHEIBE, 2017), que aparece não só na esfera institucional e no conflito entre fundações empresariais e instituições científicas, mas no interior das organizações estudantis que, como parte do modo de produção capitalista, estão em constante luta.
Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.
How this classification was reachedexpand
Full frame distilled prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. Learned from the 10,348 direct Codex labels and 10,348 direct Gemma labels. Candidate is the union of thresholded teacher heads; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels or direct frontier model labels.
Codex and Gemma teacher scores by category
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.000 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.001 | 0.002 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.001 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.002 | 0.001 |
| Scholarly communication | 0.001 | 0.000 |
| Open science | 0.001 | 0.001 |
| Research integrity | 0.002 | 0.002 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.003 | 0.000 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; both teacher heads agree on what is shown here.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".