Estudo randomizado sobre o uso de equipamentos de proteção contra a luz artificial na recuperação de neonatos prematuros
Bibliographic record
Abstract
A vida na Terra evoluiu ao longo de bilhões de anos em ambientes predominantemente externos, sob condições ambientais cíclicas. Como consequência, complexos mecanismos fisiológicos de detecção e geração de ritmicidade desenvolveram-se. Para seres humanos, assim como para diversos organismos, variações de iluminação são a principal pista temporal externa capaz de sincronizar os ritmos biológicos ao ambiente. Entretanto, com o advento da eletricidade, seres humanos passaram a expor-se menos à luz natural durante o dia e mais à luz artificial durante a noite, o que traz consequências para a saúde. A iluminação em Unidades de Tratamento Intensivo Neonatais (UTIN) costuma ser contínua ou irregular, e neonatos ficam expostos à luz também no período noturno, o que pode impactar negativamente seu desenvolvimento até a alta hospitalar. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto do uso de equipamentos individuais de proteção contra a luz artificial no período noturno no desenvolvimento e crescimento de neonatos prematuros. Neonatos nascidos com menos de 37 semanas gestacionais que não necessitavam mais de cuidados intensivos constantes foram randomizados para utilizar protetores oculares no período noturno (grupo intervenção, n = 21) ou para continuarem expostos à luz artificial de baixa intensidade normalmente presente na unidade (grupo controle, n = 20). Foram avaliados o número de dias até a alta, ganho de peso diário e sinais vitais (frequência cardíaca, frequência respiratória, saturação de oxigênio e temperatura corporal) a cada 6 horas (02:00, 08:00, 14:00 e 20:00). Neonatos que utilizaram protetores oculares à noite receberam alta mais cedo do que bebês do grupo controle (8 [5] dias vs 12 [3.75] dias; p < 0.05). Não foi observada diferença significativa entre os grupos com relação ao ganho de peso. Uma maior variação de frequência cardíaca foi observada no grupo intervenção, com valores menores de batimentos por minuto (bpm) às 14:00 e às 20:00. Não foram detectadas diferenças significativas nas medidas de frequência respiratória, saturação de oxigênio e temperatura corporal entre os grupos nos horários avaliados. As atividades realizadas na UTI neonatal e em outras unidades de terapia intensiva tornam inviável a implementação de um ambiente completamente escuro em qualquer momento do dia. A partir dos resultados encontrados no presente estudo e dos dados presentes na literatura, consideramos que unir um ambiente escurecido à noite com dispositivos individuais de proteção contra a luz seja uma forma de criar melhores condições para o desenvolvimento de bebês prematuros na UTIN. Além disso, a utilização de protetores oculares no período noturno é uma intervenção barata que pode reduzir os custos da internação ao diminuir o número de dias até a alta hospitalar, gerando uma economia para o sistema público de saúde.
Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.
How this classification was reachedexpand
Full frame machine prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. The Gemma side is a direct model label for every work in the frame, read from the title-only record. The Codex side is a classifier learned from the 10,348 direct Codex labels and calibrated to design-weighted sample rates; fields without enough sample support carry no Codex call. Candidate is the union of the two sides; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels.
Distilled classifier scores by category (both heads)
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.006 | 0.022 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.000 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.002 |
| Bibliometrics | 0.001 | 0.001 |
| Science and technology studies | 0.001 | 0.001 |
| Scholarly communication | 0.001 | 0.001 |
| Open science | 0.001 | 0.001 |
| Research integrity | 0.001 | 0.001 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.003 | 0.000 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one source (direct Gemma or distilled Codex), not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".