A controvérsia jurídica sobre a natureza das relações de trabalho com o Estado : o caso do IMESF
Bibliographic record
Abstract
Esta dissertação aborda a controvérsia sobre a natureza das relações de trabalho com o Estado, no caso empírico da despedida em massa das trabalhadoras e trabalhadores do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (IMESF). Para isso, mobiliza-se a teoria-método da sociologia da crítica para examinar como os atores sociais disputam a responsabilidade do Estado pela contratação de mão de obra para prestação de serviços públicos de saúde. Por meio da construção de um modelo analítico gramatical, inspirado no modelo de justiça de Boltanski e Thévenot (2020), examinaram-se os movimentos de crítica e justificação. Aplicou-se a metodologia de análise de conteúdo temática (Bardin, 2004) sobre os 76 acórdãos proferidos pelo TRT4 nas ações de reintegração, com a categorização conforme o posicionamento externado. A partir das disputas quanto à admissão das trabalhadoras, à extinção do contrato de trabalho e aos direitos e garantias reconhecidos, foram explicitadas as constantes formais da gramática, os sentidos comuns compartilhados e os sentidos antagônicos, na construção das decisões. Um ponto crucial é a sensibilidade para identificar situações disruptivas enfrentadas pelos atores envolvidos, o que os leva a explicitar os fundamentos de suas ações. Isso revela a pluralidade de concepções de justiça e os diferentes repertórios normativos em jogo. Ao proceder ao exame de como é disputada a responsabilidade estatal pela mão de obra de que se beneficia dentro da controvérsia, identificaram-se dois repertórios normativos para o enquadramento das grandezas e princípios de justiça reconhecidos nas decisões: um que considera pública a relação de trabalho com o Estado e outro que a vê como privada. Em um movimento de retorno à sociologia crítica, estruturou-se o exame da controvérsia em diálogo com a racionalidade neoliberal (Dardot; Laval, 2016). Constatou-se, com isso, um cenário de retirada de direitos, de precarização do trabalho pela lógica do new public management (Dardot; Laval, 2016) e de cooptação de demandas dos trabalhadores pela lógica neoliberal. A pesquisa conclui que as decisões judiciais refletem a influência da racionalidade neoliberal, o que impacta diretamente os direitos e garantias dos trabalhadores e das trabalhadoras. No entanto, mesmo diante dessas transformações, os trabalhadores da saúde pública formulam críticas e resistências, buscando garantir seus direitos por meio de discursos e ações legais. A ontologia protetiva do direito do trabalho emerge como um ponto de resistência à lógica neoliberal, uma vez que defende que as relações de trabalho com o Estado devem priorizar o interesse público primário em vez do interesse privado. Finalmente, argumenta-se que esta análise contribui para uma compreensão mais ampla das disputas jurídicas e das implicações das políticas neoliberais na prestação de serviços públicos de saúde.
Fetched live from OpenAlex and de-inverted. Abstracts are not stored in this database: the inverted indexes are 8.6 GB of the frame’s 9.3 GB of text, and the host has 13 GB free.
How this classification was reachedexpand
Full frame machine prediction
Teacher imitationNot calibrated prevalence, not ground truth. Human validation pending. The Gemma side is a direct model label for every work in the frame, read from the title-only record. The Codex side is a classifier learned from the 10,348 direct Codex labels and calibrated to design-weighted sample rates; fields without enough sample support carry no Codex call. Candidate is the union of the two sides; consensus is their intersection. These outputs are machine_predicted_unvalidated and are not human labels.
Distilled classifier scores by category (both heads)
| Category | Codex | Gemma |
|---|---|---|
| Metaresearch | 0.012 | 0.021 |
| Meta-epidemiology (narrow) | 0.000 | 0.000 |
| Meta-epidemiology (broad) | 0.001 | 0.001 |
| Bibliometrics | 0.003 | 0.005 |
| Science and technology studies | 0.014 | 0.029 |
| Scholarly communication | 0.013 | 0.012 |
| Open science | 0.002 | 0.010 |
| Research integrity | 0.005 | 0.006 |
| Insufficient payload (model declined to judge) | 0.010 | 0.001 |
Machine scores (provisional)
The two teacher heads of the student model, read on this work. A score orders the frame for review; it never asserts a category, and the validation status ships verbatim with every row.
Baseline scores from an immature model (maturity gate not passed, 7 training rounds). Scores rank; they never assert a category.
score_only:v0-immature-baseline · verbatim from the scoring run: score_only means the number may rank works, and no category label ships from itClassification
machine, unvalidatedMachine predicted; a candidate call from one source (direct Gemma or distilled Codex), not a consensus.
How this classification was reached, model by model and score by score, is at the end of the page under "How this classification was reached".